Segunda, 29 de Maio de 2017

OPINIÃO

Gilson Cavalcanti Ricci: "Comemoração ao Dia do Exército"

Advogado

19 ABR 2017Por 01h:00

Nas duas batalhas dos Guararapes, em Pernambuco, travadas contra o invasor holandês, venceram gloriosamente as armas coloniais brasileiras. A primeira delas, travada em 19 de abril de 1648. E a segunda e última, em 19 de fevereiro de 1649, esta ocorrida no Monte dos Guararapes, situado em uma região pantanosa no sul da capital pernambucana. 

Nesta última batalha, depois de cinco horas de renhido combate, deu-se fim definitivo às invasões holandesas no Brasil, durante o Século XVII. Em ambas as batalhas, mais de noventa por cento dos combatentes eram naturais do Brasil: brancos nativos na colônia, comandados pelo fidalgo André Vidal de Negreiros; negros alforriados, comandados por Henrique Dias, negro intelectual, herói da batalha de Monte Calvo, na qual perdera uma das mãos, e continuou lutando com a outra; e seiscentos índios de etnia guarani, comandados pelo índio Felipe Camarão.

Em ambas as batalhas gloriosas, plasma o embrião do Exército Brasileiro, amálgama de homens honrados e bravos guerreiros. Grandiosa instituição amoldada nos princípios democráticos e cristãos, dedicada ardorosamente à defesa da Pátria e das instituições nacionais. Presente em todos os momentos de ameaça à democracia, o Exército Brasileiro sempre foi o baluarte imbatível frente aos inimigos do Brasil, e das liberdades democráticas, como atestam seus feitos heroicos na Intentona Comunista de 1935, e na Guerrilha do Araguaia, no biênio 1972/1974, quando, em ambos os momentos, a ameaça de implantação da ditadura comunista no Brasil fora debelada implacavelmente.                  

Seu patrono é o generalíssimo Luiz Alves de Lima e Silva, o impávido Duque de Caxias, o Tigre de Itororó de quem tanto nos orgulhamos. Soldado e estadista detentor de virtudes consagradas no fragor das batalhas, e nos umbrais da política imperial. Sob sua égide e doutrina, forjou-se o soldado brasileiro na guerra e na paz. Nos campos encharcados do Paraguai e na neve inclemente dos Apeninos, na Itália, os bravos soldados de Caxias escreveram na história do mundo páginas épicas de amor à Pátria e fervor aos princípios da democracia, consagrados pelos povos livres.

Nas guerras internas, destacando-se a Balaiada e a Farroupilha, e mais recentemente a Intentona Comunista e a Guerrilha do Araguaia, o Exército Brasileiro lutou bravamente em defesa da democracia e da constituição, e foi o vencedor absoluto! Mormente na última ameaça à soberania do povo brasileiro, denominada “Guerrilha do Araguaia”, quando os sicários do comunismo, na tentativa de impor no Brasil, pelas armas, a sinistra ditadura marxista, foram derrotados fragorosamente.    

Nosso valoroso Exército tem nos seus soldados a esperança do povo brasileiro por uma Pátria ordeira e livre de seus covardes inimigos. “É a guarda da Pátria”. É a fibra de homens dispostos ao sacrifício supremo da própria vida, por um país soberano e justo. Em suas cores “rebrilha a glória, fulge a vitória!” – Filigranas de um hino consagrado aos guerreiros do nosso sempre vitorioso Exército Brasileiro.

Inesgotáveis os adjetivos para destacar a grandeza moral e operacional do nosso pujante Exército. Palavras não expressam toda a magnitude dessa respeitável instituição defensora das liberdades democráticas. Seus feitos heroicos em prol do nosso amado Brasil falam mais alto. Não fossem as ações enérgicas de combate aos traiçoeiros asseclas do comunismo totalitário, certamente estaria o povo brasileiro submisso a déspotas bolcheviques. Portanto, imperdoável que os apátridas da esquerda marxista-leninista maldigam os heróis de 1964, enquanto bajulam vergonhosamente os ditadores comunistas cubanos.

Portanto, todos nós brasileiros – civis e militares – neste 19 de abril devemos render tributo ao eterno Exército de Caxias – paladino da paz e da democracia! 

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