Quinta, 19 de Outubro de 2017

artigo

Benedito Rodrigues da Costa: "Petróleo, a redenção para MS"

Economista aposentado

4 OUT 2017Por 02h:00

 Um tema relevante que merece atenção do governo de MS, da Assembleia Legislativa e da bancada federal no Congresso Nacional, até porque se trata de um assunto que, em futuro próximo, pode mudar a matriz econômica de nosso Estado.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) editou, em abril deste ano, a 14ª Rodada de Licitações, divididas em 11 lotes,  para pesquisa de petróleo em solo, na região da Bacia do Paraná, onde estão incluídos diversos municípios de nosso Estado, iniciando pela Região do Bolsão e chegando até Campo Grande.

Uma excelente notícia que enche de esperanças quem sempre nutriu uma expectativa em relação à presença do ouro negro em nosso território.

Contudo, a frustração ficou por conta da não inclusão do município de Corumbá, onde há fortes indícios da existência de petróleo no solo pantaneiro, inclusive com vasto material transformado em acervo que pode confirmar o trabalho de pesquisa levado a efeito no Distrito de Porto Esperança, onde uma perfuração, segundo os moradores da localidade afirmavam, jorrou um líquido negro e ali foi implantada uma torre metálica com cerca de 15 metros de altura, isso tudo antes da eclosão da 2ª Guerra Mundial, quando a atividade foi encerrada, tendo sua base lacrada por uma grossa câmara de concreto e tendo sido afixada uma placa metálica com a seguinte inscrição: Shel Oil Company.  Após esse episódio, o local nunca mais foi visitado pelos pesquisadores.

O autor deste texto residiu em Porto Esperança por cerca de cinco anos, quando ainda criança, e ficava intrigado não apenas com a torre metálica, como pelas histórias contadas por seus moradores que afirmavam utilizar aquele líquido negro para combustível de suas lamparinas.

Conheci ali o sr. Geraldino Martins de Barros, vereador pelo município de Corumbá, com mais de 10 mandatos e que sempre lutou pela volta da pesquisa no distrito, contudo, sem sucesso. Jamais esqueci daquele lugar, que era o fim da linha da antiga Ferrovia Noroeste do Brasil.

Tornando-me adulto, fui eleito vereador em Corumbá,  onde continuei a luta encetada por Geraldino de Barros.  Frequentemente enviava correspondências às autoridades federais pedindo providências sobre o assunto.

Com a Rodada de Licitações aprovada pela ANP, o que se espera é que o governador do Estado,  a Assembleia Legislativa, a bancada federal no Congresso, além da classe política de Corumbá, se engajem em um movimento, instando providências junto ao Ministério de Minas e Energias e, consequentemente, à ANP, requerendo a inclusão de Corumbá e região nos lotes de pesquisa.

Para a consolidação dessa matéria e para que seja encarada com o devido respeito, informo que há testemunhas vivas desse relato, entre os quais posso destacar o dr. Cid Antunes da Costa, advogado e oficial da Reserva do Exército Brasileiro, hoje, com 88 anos de idade; o sr. Jorge Rodrigues da Costa, 75 anos, aposentado do sistema Telebras; e a sra. Alvacir Lourenço da Costa, 80 anos, aposentada, todos em pleno gozo de suas faculdades mentais que se colocam à disposição para falar sobre o assunto.

Economicamente falando, não existe no planeta um segmento de atividade mais lucrativo do que a exploração do petróleo, por isso, a motivação de toda a sociedade organizada do Estado de MS, pois, um resultado positivo das pesquisas a serem realizadas poderá fazer com que, em futuro próximo, a nova geração de políticos e administradores opere uma grande empresa com muita geração de emprego e renda e, quem sabe, utilizando o nosso gasoduto para exportar o precioso líquido e seus derivados. Temos que acreditar sempre.

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