Artigos e Opinião

ARTIGO

Benedito Rodrigues da Costa: "Ferrovia é a solução"

Economista

Redação

22/08/2017 - 02h00
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A crise econômica atrelada à crise política parece estar impedindo a equipe econômica do governo federal de criar soluções para uma infindável lista de problemas que se avolumaram no País, em todos os segmentos de atividades. As preocupações com as investigações e com os inquéritos em andamentos no Poder Judiciário têm tirado os gestores públicos do foco principal do governo, qual seja, administrar as coisas públicas, das mais simples àquilo que consideramos como mais complexas; por isso, agem como birutas de aeroporto, girando constantemente, de acordo com a direção dos ventos. 

A economia do setor público pode ser comparada ao setor privado e, por que não, à economia doméstica, eis  que, uma vez equilibrada, tal situação se verifica pela entrada de recursos realizada para os gastos na mesma proporção e, se possível, para reservar uma parcela das receitas para utilização em gastos não previsíveis. É para isso que existe o Orçamento Público, para os três níveis de governo; porém, são quase sempre desrespeitados e, assim, surgem os conhecidos deficits orçamentários. Na economia familiar, também quando há um descontrole nos gastos e as contas não fecham, a inadimplência surge, e as soluções são dolorosas.

Como tentativa para fechar as contas públicas, o governo encontrou a solução mais cômoda para si, autorizando a elevação no preço dos combustíveis, via impostos. Isso funciona como desvestir um santo para cobrir outro. Senão, vejamos: o transporte de todos os produtos de origem animal e vegetal, e também industrial, são feitos por meio de rodovias, nem sempre em boas condições; portanto, se os empresários não reajustarem o valor do frete, não conseguirão operar as suas frotas e, então, todas as mercadorias transportadas fatalmente terão seus preços ajustados ao consumidor final – e parece que a sociedade não possui margens para absorver esses arrochos.

O momento exige criatividade dos agentes políticos, e os administradores públicos deveriam voltar suas atenções à malha ferroviária na antiga Noroeste do Brasil, exigindo sua reestruturação com a máxima urgência, posto que seria uma maneira de baratear o custo dos transportes de combustíveis e demais produtos oriundos da Região Sudeste para o Centro-Oeste, aquecendo  também o comércio com os países do Mercosul, talvez, uma saída para a retomada do desenvolvimento econômico de nosso estado, revitalizando o comércio e a indústria instalados ao longo da ferrovia.

Editorial

Quem tem nota ruim não passa de ano

Em casos como o da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, não basta investir em visibilidade, é preciso garantir que esse investimento se traduza em inclusão real

23/04/2026 07h15

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Uma campanha publicitária, seja no setor privado, seja na administração pública, deve partir de objetivos claros e mensuráveis. Não se trata apenas de divulgar uma marca, um serviço ou uma instituição, mas de estabelecer metas, acompanhar indicadores, medir alcance e, principalmente, avaliar resultados concretos.

Em qualquer estratégia de comunicação, o investimento precisa estar diretamente ligado à efetividade. Quando isso não acontece, o gasto deixa de ser estratégico e passa a ser questionável.

Nesta edição, mostramos que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) é a instituição pública de Ensino Superior que mais investe em publicidade no Brasil. Em si, o dado não é necessariamente negativo.

É legítimo que uma universidade busque ampliar sua visibilidade, divulgar seus processos seletivos e atrair novos estudantes. De fato, campanhas relacionadas ao vestibular, ao Sisu e à avaliação seriada são perceptíveis nas redes sociais e em parte da mídia.

O problema surge quando se observa o resultado prático desse investimento. Se o objetivo central dessas campanhas é incentivar o ingresso no Ensino Superior público, os números indicam que há falhas nesse processo.

O volume significativo de vagas ociosas em cursos ofertados pela UFMS sugere que a comunicação não está atingindo plenamente sua finalidade. Em outras palavras, há um descompasso entre o que se gasta e o que se alcança.

Diante disso, a pergunta é inevitável: a UFMS está gastando bem esses recursos? O questionamento é ainda mais pertinente quando se considera que milhares de jovens e adultos brasileiros têm o sonho de concluir um curso superior.

No caso de uma universidade pública, esse sonho se torna mais acessível, já que não há cobrança de mensalidades. Ainda assim, vagas permanecem abertas, o que indica falhas não apenas de comunicação, mas, possivelmente, de estratégia.

É fundamental que a universidade avalie com mais rigor a efetividade de suas campanhas. Isso passa por revisar estratégias, identificar públicos-alvo, entender os canais mais eficientes e, sobretudo, medir conversões, ou seja, quantas pessoas efetivamente se inscrevem e ingressam a partir dessas ações. Publicidade sem retorno mensurável não se sustenta, ainda mais quando financiada com recursos públicos.

Nesse contexto, ganha relevância a atuação de órgãos de controle. Uma análise por parte da Controladoria-Geral da União poderia trazer maior transparência ao processo, avaliando se os investimentos realizados estão alinhados com os resultados obtidos. Não se trata de restringir a comunicação institucional, mas de garantir que ela seja eficiente e cumpra seu papel social.

A universidade pública tem uma missão que vai além da formação acadêmica: ela deve ampliar oportunidades e democratizar o acesso ao conhecimento.

Para isso, não basta investir em visibilidade, é preciso garantir que esse investimento se traduza em inclusão real.

Caso contrário, a publicidade deixa de ser ferramenta de acesso e passa a ser apenas um custo elevado, difícil de justificar diante das necessidades da própria educação pública.

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ARTIGOS

Aos astronautas da cápsula Orion

Reentrada na atmosfera a 40.000 km/h e a uma temperatura de 2.760ºC

22/04/2026 07h45

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Este artigo está sendo escrito mesmo antes da chegada ao planeta Terra dos astronautas da cápsula Orion, que terão o maior desafio antes da chegada à Mãe Terra.

Na reentrada na atmosfera a 40.000 km/h e a uma temperatura de 2.760ºC, torcemos pelo sucesso em seu retorno a nosso Earth planet.

De lá, nos 10 dias que orbitaram a Lua, nos enviaram imagens do “pôr da Terra”, que foram juntadas com as do “nascer da Terra” da Apollo 8, e também presenciaram um eclipse lunar, em que a Lua escondeu o astro-rei, o Sol, que nos fornece a luz diária para os 8 bilhões de terráqueos apinhados na espaçonave Terra.

Parabéns ao comandante Reid Wiseman pela condução sem acidentes em pleno espaço sideral. Tivemos também palavras da astronauta Christina Koch, que sentiu falta de nossas imagens da Terra, como nossos oceanos e nossas florestas, já o astronauta Victor Glover citou que as obras do Criador têm que ser cuidadas para todas as gerações e o astronauta canadense Jeremy Hansen vibrou muito com uma de suas fotos, o “pôr da Terra”, e citou que devemos cuidar, porque ela é a nossa casa.

No seu retorno, vamos entrar em contato com eles para se juntarem à nossa causa maior, que é a plataforma pela regeneração do planeta Terra, porque, aqui, a natureza e a vida têm sido muito prejudicadas, principalmente pelas guerras sem fim.

Nesses 10 dias, milhares de bombas, mísseis e drones explodiram nas terríveis guerras de EUA-Israel e Irã, Rússia e Ucrânia, onde milhões de agentes, oriundos das explosões que tiraram a vida das pessoas, contaminaram nosso meio ambiente e a atmosfera.

Vamos aguardar o retorno desses grandes heróis para lhes propor a viagem mais longa que o ser humano fará no planeta Terra, “para dentro de nós mesmos”.

Juntem-se a nós, o tempo da mudança chegou.

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