Domingo, 04 de Dezembro de 2016

OPINIÃO

Arthur Jorge do Amaral: "Padre Tomaz, homem de Deus"

Escritor, ex-deputado estadual

30 NOV 2016Por 01h:00

A Cidade Morena, orgulho de todos nós sul matogrossenses, marcou em uma época não muito distante, no século passado, a passagem de um Homem de Deus! Foram suas ações, exemplos de um dia a dia consagrado ao santo sacerdócio, distribuindo bondade e sabedorias, que conferem a ele a aura de uma carismática santificação...

Estou aqui lembrando e registrando algo incomum nestes tempos modernos: Um exemplo de dedicação total de um homem, às lides da caridade, nos moldes de “São Vicente de Paulo”, ou mesmo a humildade presente em “São Francisco de Assis”; também a inteligência e sabedoria de um “Santo Antônio de Pádua”, para se firmar perante toda a comunidade católica de Campo Grande, advindo disto, um desejo e a defesa de sua Beatificação...

Estou marcando a vida de padre Tomaz Ghirardelli, vindo do Itália pelas graças da Missão Salesiana, foi professor, missionário junto aos povos indigenas, sempre se destacando em todas as atividades que lhe foram confiadas; mas foi na direção da Paróquia de São João Bosco que lhe concedeu essa visibilidade tão marcante, capáz de se tornar uma unanimidade como lider espiritual de toda a região norte da Capital, e se espraiando as suas  ações por toda a então Diocese... A sociedade campograndense conheceu pela primeira vez uma organização de movimentos comunitários que marcaram uma geração inteira, e até hoje serem lembrados com tanto carinho e imensas saudades...

Numa época que o mundo católico se preparava para o Concilio Vaticano II, Padre Tomaz soube conquistar a juventude masculina e criar os “Congregados Marianos”, e na ala feminina “As Filhas de Maria Auxiliadora”;  em sendo estes movimentos nacionais, aqui se propagaram de forma tão forte, capáz de ser uma atividade respeitada, e se somando ao “Apostolado da Oração”, ao movimento nipo-brasileiro “Circulo de Oração Estrela da Manhã” , para desaguar nas missas aos “surdos-mudos”, acompanhado por uma professora de sinais...

A bondade e caridade presentes na vida de Padre Tomaz, viraram lendas, e algo incomum aconteceu, que foi a adesão de tantos mais abastecidos pela sorte, se irmanarem e distribuirem um pouco de sí para os menos favorecidos; sua contribuição psicológica foi atingir os corações mais insensíveis e distantes da misericórdia, para se tornar uma constante de invejável pureza de ações... Tudo que ganhava ou chegava às suas mãos, era imediatamente distribuido e ganhando essas pessoas assistidas para volta ao convívio produtivo, saindo daquela situação vulnerável...

Após sua morte, ocorrida em 1994, dia 30 de novembro, quando houve uma comoção coletiva nunca vista, surgiu então a necessidade de lhe fazer justiça de reconhecimento, e é criada uma comissão de fiéis católicos, e que buscam a sua beatificação... Tendo à frente a Sra. Sarah Abussafi Figueiró,  se somaram dezenas, centenas de outros! Pelo meu conhecimento, hoje faço parte dessa cruzada, esperando a realização da Justiça, colocamos nas mãos e perante o Altar de Deus!

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