Sábado, 18 de Novembro de 2017

Votorantim trará cimento de Minas Gerais para atender mercado de MS

29 JUL 2010Por 23h:17
Carlos Henrique Braga

A Votorantim Cimentos, que tem fábrica em Corumbá, está trazendo dez mil sacos por dia do produto da unidade de Taú, em Minas Gerais, para normalizar a oferta em Mato Grosso do Sul. O frete pago aos transportadores será repassado ao lojista, consumidor direto do insumo. É descartada construção de fábrica no Estado por não existir disponibilidade de jazida de calcário, matéria-prima do cimento.
A companhia estabeleceu em R$ 2 por saco o valor adicional do frete, e diz não ter intenção de lucrar com o transporte. A planta de Corumbá produz cerca de 13 mil sacos de cimento por dia em MS, ou 400 mil por mês. Com a medida, a Votorantim quase dobrará a oferta diária. O diretor comercial da empresa, Marcelo Chamma, acredita que a quantidade “importada” é superior à necessidade local. Nesse momento, a empresa segue a filosofia do “é melhor sobrar do que faltar”.
Ele ainda não concluiu se a falta do produto no Estado é provocada pela forte demanda ou pela reforma da unidade da marca concorrente, a Camargo Corrêa, localizada em Bodoquena. Na avaliação do executivo, a anunciada reforma da rival, que, por conta das obras teve de paralisar parte da produção, pode ter ocasionado diminuição momentânea no abastecimento do produto. “Nós não estamos convencidos de que (a escassez de cimento) é uma falha estrutural, ou se foi provocada pela expansão da fábrica da concorrente”.
Segundo Chamma, é difícil prever a necessidade do mercado consumidor. Para isso, construtoras e associações são usadas como termômetro. “Seis meses atrás sobrava cimento aqui (em MS)”, afirma o diretor, que não esperava tanta vontade de construir do brasileiro. Os analistas, constantemente consultados, foram conservadores nas estimativas de crescimento da demanda, que surpreendeu o executivo.
A Votorantim planeja investir R$ 5 bilhões na construção de novas fábricas. Hoje, são 25 no Brasil; serão 38 em 2013. Apesar de não estar nos planos de expansão, Mato Grosso do Sul será beneficiado pela proximidade com as novas unidades de Mato Grosso e Goiás.

Leia Também