Domingo, 19 de Novembro de 2017

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Vigilância autua dono de oficina clandestina de próteses na Capital

14 SET 2010Por 09h:43

A Vigilância Sanitária autuou, ontem à tarde, o proprietário de uma “oficina” de fundição de próteses dentárias que funcionava sem as devidas licenças e condições mínimas de higiene, no Bairro Marcos Roberto, em Campo Grande. O local foi descoberto na semana passada, quando a polícia foi chamada para conter uma desavença entre vizinhos.
Na última quinta-feira (09), policiais militares foram chamados para conter uma briga entre vizinhos, que teria ocorrido em uma residência na Rua Japão. Segundo policiais, funcionários de uma empresa que presta serviços para a prefeitura cortavam uma árvore, quando um disparo de arma de fogo foi ouvido. Ao chegarem à residência de Valdecir Gomes Herculano – mesmo local onde funcionava a oficina de próteses dentárias –, os militares encontraram uma espingarda, que foi apreendida, e verificaram as condições em que as próteses eram produzidas. Eles, então, acionaram a Vigilância Sanitária.
Ontem, fiscais da saúde e o presidente do Conselho Regional de Odontologia (CRO), Silvano Silvestre, estiveram no local e atestaram as irregularidades. A oficina improvisada funcionava sem alvará sanitário, em uma edícula sem reboco, com piso de concreto e os materiais usados eram acondicionados sem nenhum critério. As peças eram produzidas a pedido de profissionais e de laboratórios especializados. Apesar do cenário, Valdecir, profissional responsável pela oficina, foi apenas notificado e tem 15 dias para apresentar defesa.
O registro dele junto ao CRO está regular. “Como a prótese não tem contato direto com o paciente, não tem problemas. Agora ele deve se adequar ou mudar de local, como ele disse que vai fazer”, afirmou Jefferson Teruya, agente fiscal da Vigilância Sanitária. Valdecir disse que trabalha na oficina improvisada há dois meses. Ele afirmou que se mudaria em breve para a nova sede de sua empresa, que está sendo construída no Bairro Vilas Boas. Antes de improvisar o local de trabalho no Marcos Roberto, ao lado de sua residência, o profissional trabalhava em um escritório situado na Avenida Mascarenhas de Moraes.
De acordo com o presidente do CRO, Silvano Silvestre, Valdecir fazia apenas a fundição das próteses dentárias. Antes de ser usadas no paciente, as peças ainda são esterilizadas e revestidas pelo material final, por isso, nada foi apreendido ou o local interditado. Silvano prometeu mudar o local de atuação antes de voltar a produzir os materiais. (BG)

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