Cidades

Campo Grande

Vigia é autuado em R$ 4 mil por criar aves ilegalmente

Vigia é autuado em R$ 4 mil por criar aves ilegalmente

DA REDAÇÃO

20/09/2012 - 09h47
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Policiais Militares Ambientais de Campo Grande (MS) faziam rondas pelo bairro Vila Eliane e autuaram ontem (19), no final da tarde, um guarda noturno por criação ilegal de pássaros silvestres.

Na frente da casa do acusado havia várias gaiolas com canários-belgas, que segundo a polícia, podem ser criados em cativeiro, porém, em outra gaiola, havia um animal silvestre da espécie pássaro-preto.

Os policiais verificaram que o homem não possuía documentação do órgão ambiental para a criação da ave. Ele afirmou que um amigo havia deixado o animal com ele. Mesmo tendo negado ter mais pássaros, os policiais ouviram cantos no fundo da residência e encontraram mais um pássaro-preto, cinco canários-da-terra e um marreco. Os animais foram apreendidos.

O proprietário dos animais recebeu multa de R$ 4 mil. Ele também foi conduzido, juntamente com as aves apreendidas, à delegacia de crimes ambiental da Capital. Se condenado, poderá pegar pena de 6 meses a 1 ano de detenção. Os animais foram encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais silvestres (CRAS).

CONSULTÓRIO MÓVEL

Quatro bairros de Campo Grande recebem consulta veterinária gratuita em junho

A ação busca ampliar o acesso da população, especialmente as que vivem em regiões mais afastadas da área central, aos serviços públicos de bem-estar animal

31/05/2026 13h45

Os atendimentos serão realizados das 8h às 13h, com distribuição de senhas

Os atendimentos serão realizados das 8h às 13h, com distribuição de senhas Divulgação

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A Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea) divulgou a agenda de junho do Consultório Móvel, que levará atendimento veterinário gratuito a quatro bairros de Campo Grande.

Os atendimentos serão realizados das 8h às 13h, com distribuição de senhas. Durante as ações, a equipe da Subea oferecerá avaliação clínica dos animais, orientações aos tutores e encaminhamentos para castração em clínicas credenciadas pela Prefeitura.

A ação busca ampliar o acesso da população, especialmente as que vivem em regiões mais afastadas da área central, aos serviços públicos de bem-estar animal, garantindo mais cuidado e saúde para cães e gatos. 

O primeiro bairro a receber os serviços do Consultório Móvel será o Jardim Noroeste, entre os dias 8 e 12 de junho.

Em seguida, os atendimentos serão no Parque Novos Estados, de 15 a 19 de junho.

Do dia 22 a 26 de junho, o Consultório Móvel acontece no Portal Caiobá. Encerrando a agenda do mês, a unidade atenderá no bairro Oliveira II, entre os dias 29 de junho e 3 de julho.

Para receber atendimento, os tutores devem apresentar Cadastro Único (CadÚnico) atualizado, documento com foto e comprovante de residência.

 

JÚRI

Mandante de crimes violentos em MS é condenado a quase 30 anos de prisão

Marcos Gomes Morais, de 32 anos, esteve envolvido na consumação de dois homicídios e na tentativa de outros dois em julho de 2020, no interior do estado

31/05/2026 13h30

Marcos Gomes Morais (foto) foi condenado a 29 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão

Marcos Gomes Morais (foto) foi condenado a 29 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão Foto: Divulgação/Polícia Civil

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O Tribunal do Júri em Dourados condenou Marcos Gomes Morais a quase 30 anos de prisão por ser o mandante dos crimes de consumação e tentativa de homicídio realizados em julho de 2020, no município de Mundo Novo.

De acordo com investigação comandada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e pela Polícia Civil do município, o condenado fazia parte de uma organização criminosa estruturada, responsável por planejar e executar ataques contra vítimas ligadas a conflitos envolvendo dívidas e disputas locais.

Somente durante os 31 dias de julho de 2020, Marcos Gomes foi apontado como o mandante de dois homicídios consumados e também esteve envolvido na tentativa de outros dois. De acordo com matérias locais da época, os dois homens assassinados pela quadrilha eram Renan Machado dos Santos e Eliseu Gregório, que tinham 18 e 37 anos, respectivamente.

No julgamento realizado na última quinta-feira (28), Marcos foi condenado por todos os crimes do qual foi denunciado. Em suma, o Conselho de Sentença reconheceu a participação direta na organização e no financiamento das ações criminosas, incluindo a contratação de executores e o planejamento dos ataques.

Ao todo, a sessão se estendeu por 11 horas, iniciando-se às 9h e encerrando aproximadamente às 20h, com debates entre acusação e defesa, oitiva de testemunhas e interrogatório do acusado, que participou por videoconferência. A defesa negou até o final a autoria dos crimes por parte de Marcos Gomes e ainda questionou a validade de elementos probatórios, o que não foi suficiente para “livrar” o denunciado.

Ao final, os jurados reconheceram as qualificadoras dos crimes, como promessa de recompensa, dissimulação e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Também foi confirmada a materialidade dos fatos e o vínculo do réu com a organização criminosa responsável pelos delitos.

A sentença fixou pena de 29 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado. A decisão ainda determinou o início imediato da execução da pena, reforçando a gravidade dos fatos e o grau de envolvimento do condenado.

Vale destacar que o julgamento foi realizado em Dourados para “garantir a imparcialidade e a segurança do julgamento”, conforme informou o órgão na nota publicada.

História longa

Esta não é a primeira vez que este caso resulta em condenação. Em novembro de 2024, outros dois envolvidos foram julgados, também em Dourados, pelos dois homicídios qualificados e na tentativa de outros entre maio e julho de 2020, em Mundo Novo.

A investigação apontou que os dois réus foram contratados por Marcos Gomes para realizarem a execução de Wagner Rodrigo Dobler Wesseling, 30 anos, Adriano Feitosa Machado, 33 anos, Renan Machado dos Santos e Eliseu Gregório dos Santos.

Durante o andamento da investigação, envolvendo ao todo sete pessoas, houve até ameaça a autoridade policial, descoberta em interceptação de comunicação entre os procurados à época. A sessão de julgamento durou cerca de 16 horas e terminou na condenação dos dois.

Para o primeiro réu, de 41 anos, a pena imposta pelo Juiz ficou em 33 anos e 10 meses de reclusão, pelos crimes de homicídio consumado contra Eliseu Gregório dos Santos, tentativa de homicídio contra Adriano Feitosa Machado e Wagner Rodrigo Dobler Wesseling.

Para o outro acusado, também de 41 anos, foi definida a pena de 20 anos e 6 meses de reclusão pelos crimes de homicídio consumado contra Eliseu Gregório dos Santos e tentativa de homicídio contra Adriano Feitosa Machado.

Os condenados estão cumprindo suas penas em regime fechado, sem possibilidade de substituição ou suspensão condicional, devido à gravidade dos crimes e à reincidência.

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