Terça, 21 de Novembro de 2017

Vídeo reduz distância entre presos federais e os seus familiares

1 AGO 2010Por 21h:22
Vânya Santos

Em dois meses de experiência, cerca de 20 visitas virtuais foram feitas a presos da Penitenciária Federal de Campo Grande. De acordo com o diretor da unidade, delegado Washington Clark dos Santos, o Projeto Visita Virtual e Videoconferência Judicial tem como finalidade reduzir a distância e estreitar a relação entre os internos e seus familiares, por meio de ferramentas tecnológicas. A proposta é uma parceria entre o Departamento Penitenciário Nacional e a Defensoria Pública da União.
O delegado explicou que num primeiro momento é feito um trabalho de apresentação do projeto para os internos, que manifestam interesse em participar preenchendo uma ficha informando nome e telefone dos parentes e amigos que gostaria de rever. Conforme a assistente social Rafaela Moura Fernandes de Azevedo, têm prioridade os internos que não recebem visita social (pessoal).
Cerca de 60 dos 100 detentos do Presídio Federal da Capital demonstraram interesse em participar da visita virtual, que não altera a rotina do estabelecimento.
De acordo com Rafaela Moura, nem todos os estados brasileiros contam com equipamento disponível nas defensorias públicas para visitas virtuais, no entanto, capitais como Goiânia, Maceió, Cuiabá e Campo Grande dispõem de recursos eletrônicos e já implantaram o projeto.
Washington Clark contou que as principais dificuldades encontradas para a execução da proposta é com relação a falta de recursos das famílias para se deslocar do interior do estado para as capitais equipadas. No entanto, a terapeuta ocupacional Rafaella Sabino Tenório Silva, afirmou que a visita resulta na melhoria do desempenho do detento em sala de aula e também no convívio dele com outros presos.
Espaço
Ainda conforme o diretor do presídio, atualmente a visita é feita numa sala de videoconferência, mas existe projeto para ampliar a quantidade de espaços destinados a esses encontros. “A penitenciária é dividida em quatro vivências e a proposta é de equipar uma sala em cada vivência para facilitar o acesso aos presos e vislumbrar o aumento de visitas virtuais”, garantiu, esclarecendo que orçamento já foi feito, mas falta a liberação de recurso para custear mão-de- obra, cabeamento e aparelhos eletrônicos.
Quando do término dos três meses estabelecidos como tempo de experiência uma reunião será marcada em Brasília para avaliação do período e discussão do projeto.

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