Terça, 21 de Novembro de 2017

Venda de veículos novos no País aumentou 17,9% no trimestre

2 ABR 2010Por 23h:02
São Paulo

A venda de veículos novos no país cresceu 17,9% no primeiro trimestre, no confronto com o mesmo intervalo no ano passado, batendo o recorde para o período – que pertencia a 2009 – com o emplacamento de 788,1 mil unidades.

Março isoladamente também apresentou a melhor marca mensal, com o impulso aos licenciamentos dado pelo último mês de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido, atingindo 353,8 mil veículos, 14,6% a mais do que o recorde anterior, que havia sido batido em setembro (308,7 mil unidades). Naquele mês, também houve corrida dos consumidores às concessionárias por causa do tributo, cuja alíquota voltou a subir gradualmente em outubro.
Desde ontem, os carros a álcool ou flex de mil cilindradas terão a alíquota elevada de 3% para 5%. Já nos de até 2.000 cilindradas, o percentual passará de 7,5% para 11%. Para caminhões, a isenção do tributo permanece até junho, quando a alíquota retorna a 5%.

André Beer, consultor do setor automotivo e ex-presidente da Anfavea (associação das montadoras), destaca que ainda haverá “rescaldo” de licenciamentos que serão contabilizados neste mês. “A hora da verdade do mercado começa em maio”, afirma, prevendo emplacamentos mensais em torno de 250 mil unidades e muitas promoções para atrair os clientes às concessionárias. “Ainda há muito espaço para crescer.”

O incentivo fiscal, concedido em dezembro de 2008 e que até o final de 2009 valia também para os carros a gasolina, foi uma das principais medidas tomadas pelo governo federal para combater os efeitos da crise econômica e estimular as vendas no setor.
A medida surtiu efeito, e os emplacamentos apresentaram acréscimo de 11,4% no ano passado ante 2008, registrando o terceiro recorde anual consecutivo, com 3,14 milhões de unidades.

Confiança

De acordo com pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), as indústrias de bens de consumo duráveis atingiram em março 90,9% de utilização da capacidade instalada, influenciadas pelo fim da redução de IPI para veículos e móveis. Na média, o uso ficou bem abaixo desse patamar (84,3%).

Leia Também