Sábado, 18 de Novembro de 2017

Velha rodoviária terá áreas isoladas para evitar depredação

23 JAN 2010Por BRUNO GRUBERTT08h:09
O acesso às plataformas de embarque e aos guichês de atendimento do Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu deve ser fechado com tapumes a partir da zero hora do dia primeiro de fevereiro, quando começa a funcionar a nova rodoviária, localizada na Avenida Gury Marques, saída para São Paulo. O condomínio de lojas do local não será vedado, deixando-o livre para o trabalho dos comerciantes. “É uma medida de segurança e preservação”, informou Marcelo Amaral, diretor da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Delegados de Campo Grande. Segundo ele, a ação pretende evitar que a “população flutuante” circule pelas plataformas de embarque e desembarque. Além disso, o fechamento visa a preservar o local até que comecem as obras de revitalização do terminal, prometidas pela prefeitura. O fechamento deve ser iniciado momentos depois que a rodoviária for desativada, já que o fluxo de passageiros e ônibus, segundo Marcelo Amaral, não vai mais existir no local. O último ônibus parte da atual rodoviária às 23h40min do dia 31 deste mês. Comerciantes Enquanto isso, comerciantes do condomínio da rodoviária continuam apreensivos com relação ao fechamento. Eles não foram oficialmente informados da situação e estão preocupados com os boatos. “Ninguém tem resposta. Eu nem comprei mercadoria este mês porque não sei o que vai acontecer com isso aqui. O jeito é esperar”, lamentou Maria Cristina Gonçalves da Rocha, de 38 anos, proprietária de uma lanchonete no terminal. Assim como ela, outros comerciantes estão em dúvida sobre o futuro. Alguns acreditam que a rodoviária será transformada em um novo camelódromo e outros, mais descrentes, temem a demolição da estrutura. O síndico do condomínio da rodoviária foi procurado para falar sobre o assunto, mas não foi encontrado. Ambulantes Questionados sobre o futuro de seus negócios, os vendedores ambulantes, que têm o sustento retirado das vendas que fazem aos passageiros, demonstraram estar temerosos. “Essa é uma pergunta sem resposta”, lamentou João Pedro da Silva, de 56 anos, vendedor ambulante na rodoviária há 21. Ele e o colega Ageo Vaz, de 45 anos, acreditam que serão destinados a trabalhar em outro lugar, já que a administração do novo terminal não vai permitir a presença de ambulantes. “Enquanto não tiver lugar para a gente, vamos ter de trabalhar no centro”, afirmou Ageo.

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