Cidades

Sidrolândia

Veículo é abandonado com maconha

Veículo é abandonado com maconha

Heloísa Garcia

09/05/2012 - 07h30
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Um veículo Celta com placas de São Paulo (SP) foi apreendido com 351 tabletes de maconha, por volta da meia-noite de hoje (09), na MS-258, em Sidrolândia (MS). O veículo seguia para Campo Grande (MS).

O condutor do veículo percebeu o bloqueio policial e fez uma manobra brusca de retorno para fugir. Os policiais iniciaram uma perseguição. Quilômetros depois, o veículo foi abandonado às margens da via.

O veiculo foi levado para a Delegacia de Policia Civil de Sidrolândia juntamente com os entorpecentes. O condutor não foi encontrado.
 

Violência

Execução de idoso de 82 anos em MS intriga polícia e familiares

Marcas de tiros na janela, depoimentos divergentes e relatos sobre interesse no imóvel da vítima estão entre os elementos analisados pela investigação

09/06/2026 16h44

Foto: Divulgação

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A execução de um idoso de 82 anos dentro da própria residência mobiliza a Polícia Civil e levanta uma série de questionamentos em Três Lagoas.

José Bernardino da Silva Sobrinho foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (8) em sua casa, localizada na Rua Itacil Pereira Martins, no bairro Guanabara. A principal hipótese investigada é de que ele tenha sido assassinado enquanto dormia.

O corpo foi localizado por volta das 13 horas, após familiares acionarem a Polícia Militar. O filho da vítima informou ter encontrado o pai aparentemente sem sinais de vida dentro do quarto.

Ao chegar ao imóvel, ele teria percebido danos em uma das janelas da residência e, ao se aproximar da cama, constatado que o idoso estava com o corpo frio.

Quando os policiais chegaram ao local, identificaram sinais que apontavam para uma morte violenta. Ainda do lado de fora da residência, foi possível observar marcas compatíveis com disparos de arma de fogo na janela do quarto onde José Bernardino dormia. O corpo estava sobre a cama, coberto por um lençol, com apenas a cabeça descoberta.

A cena reforçou a suspeita de que o criminoso tenha agido sem sequer entrar na residência. De acordo com os primeiros levantamentos periciais, os disparos teriam sido efetuados através de uma veneziana de ferro localizada na janela do quarto, atingindo diretamente o local onde a vítima repousava.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica e das equipes da Polícia Civil, além de investigadores da Seção de Investigações Gerais (SIG).

Os exames periciais revelaram a violência da ação criminosa. José Bernardino apresentava perfurações provocadas por arma de fogo na cabeça, no abdômen, em uma das mãos e nos dois cotovelos.

Durante a perícia, seis cápsulas deflagradas foram recolhidas e encaminhadas para exames técnicos. O material poderá auxiliar os investigadores na identificação da arma utilizada e, eventualmente, do autor dos disparos.

Outro aspecto que chamou a atenção das autoridades foi a situação encontrada no imóvel. A residência estava fechada com correntes e cadeados, sendo necessário rompê-los para que a perícia e a remoção do corpo fossem realizadas.

Ao longo da ocorrência, o filho da vítima prestou novos esclarecimentos aos investigadores. Segundo informações apuradas, algumas declarações apresentaram divergências em momentos distintos do atendimento policial.

O conteúdo desses relatos passou a integrar a investigação e será analisado pela equipe responsável pelo caso.

Além disso, uma amiga próxima da família trouxe uma informação considerada relevante para os investigadores.

Conforme o depoimento, José Bernardino teria comentado recentemente sobre o interesse de terceiros em adquirir sua residência por valores considerados muito abaixo do mercado. Segundo ela, o idoso demonstrava incômodo com as constantes tentativas de negociação.

Diante desse contexto, a motivação do crime ainda permanece indefinida. A Polícia Civil trabalha com diferentes linhas de investigação e busca esclarecer se a execução possui relação com interesses patrimoniais, conflitos pessoais ou outras circunstâncias ainda desconhecidas.

A apuração está sob responsabilidade da Seção de Investigações Gerais (SIG), do Núcleo Regional de Investigações (NRI) e da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas. Até o momento, ninguém foi preso.

Tratado inicialmente como homicídio qualificado, o caso segue cercado de mistério. A principal pergunta que permanece sem resposta é quem planejou e executou a morte de José Bernardino da Silva Sobrinho e qual teria sido a motivação para o crime.

Inquérito

MPF abre nova investigação contra prefeitura no interior de MS

Agora, suspeitas pairam sobre possível uso irregular de verba federal da saúde em Ladário

09/06/2026 16h31

Ladário, localizada às margens do Rio Paraguai, em Mato Grosso do Sul

Ladário, localizada às margens do Rio Paraguai, em Mato Grosso do Sul Arquivo

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A Prefeitura de Ladário, município distante 430 quilômetros de Campo Grande, continua na mira do Ministério Público Federal (MPF). Em dois dias, a Procuradoria da República em Corumbá, que tem jurisdição sobre o município, abriu duas investigações contra a administração municipal.

Na investigação mais recente, o procurador Marco Antônio Delfino de Almeida quer saber se o município gastou ilegalmente uma verba de R$ 100 mil, destinada exclusivamente à saúde, com publicidade.

Os recursos federais, de aproximadamente R$ 100 mil, destinados a serviços públicos de saúde, teriam sido utilizados em um contrato da prefeitura avaliado em R$ 399,7 mil.

“Embora o município tenha apresentado justificativas preliminares, ainda restam dúvidas quanto à efetiva regularidade das despesas”, afirma o procurador.

Outra investigação

Na segunda-feira (8), o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar a destinação de recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) pela Prefeitura de Ladário.

Para abrir a investigação, o procurador da República em Corumbá, Marco Antônio Delfino de Almeida, levou em consideração notícia de fato enviada ao MPF para apurar possível irregularidade cometida pela prefeitura.

O foco da apuração é a contratação, sem licitação, do escritório Ravanello, Paes & Ortiz Sociedade de Advogados por R$ 750 mil. A CFEM é um instrumento federal que visa compensar a sociedade pela extração de recursos minerais não renováveis. Do valor arrecadado, 60% vão para o município onde ocorre a extração, 15% para o município afetado pela operação (ferrovias, hidrovias e minerodutos), 15% para o estado produtor e 10% para a União.

Os valores devem ser aplicados exclusivamente em melhorias que proporcionem benefícios diretos à comunidade, como saúde, educação, infraestrutura, saneamento básico e habitação.

É expressamente proibido usar a CFEM para o pagamento de dívidas públicas ou para custear despesas com o quadro de pessoal (folha de pagamento). A única exceção prevista em lei permite o pagamento de profissionais do magistério da educação básica.

O MPF expediu vários ofícios para a Prefeitura de Ladário e para o Tribunal de Contas a fim de verificar a legalidade dos pagamentos e do contrato do escritório de advocacia firmado pela prefeitura com recursos da CFEM.

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