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Vazamento está na rota de baleias e golfinhos, alerta secretário

Vazamento está na rota de baleias e golfinhos, alerta secretário

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18/11/2011 - 06h30
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O secretário do Meio Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, alertou que a região onde ocorreu o vazamento de óleo na Bacia de Campos é rota migratória de baleias-jubarte e golfinhos. Minc disse à Agência Brasil que acompanha com preocupação as notícias sobre o incidente na plataforma de exploração de petróleo de responsabilidade da Chevron Brasil Upstream, no Campo Frade.

O secretário vai sobrevoar a área amanhã (18) e afirmou que três equipes do governo estadual monitoram o litoral norte fluminense. “Estamos realmente preocupados. Nesta época do ano, esses animais vêm do norte para o sul em busca de local para reprodução e de um tipo de camarão, do qual eles se alimentam. Além disso, há um fenômeno natural chamado corrente rotor, que é perto da região do acidente e que, como um liquidificador, leva o que chega ali para perto de Arraial do Cabo e de Búzios [no litoral norte do estado do Rio]”, explicou o secretário.

Minc aproveitou para defender a manutenção das regras atuais de distribuição dos royalties do petróleo, em que o dinheiro é destinado apenas para os estados e municípios produtores. “Se esse óleo chegar à praia não vai chegar a Rondônia ou ao Tocantins, mas a Arraial do Cabo, a Rio das Ostras e a Campos dos Goytacazes”, disse Minc, que participou esta manhã, de uma solenidade do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Baixada Fluminense.

No dia 8 de novembro foi detectado um vazamento em poço operado pela petroleira norte-americana Chevron. A empresa estima que o volume total do vazamento é de 400 a 650 barris. No entanto, estudo feito pela ONG SkyTruth, especializada em interpretação de fotos de satélites com fins ambientais, afirma que problema no campo Frade, na bacia de Campos, pode ser dez vezes pior do que o divulgado.

De acordo com cálculo feito pela SkyTruth, a partir de imagens de satélite, concluiu que o poço no Campo Frade já derramou cerca de 15 mil barris de óleo (2.384.809 litros) no mar, estimando que a taxa seja de 3.738 barris por dia (594.294 litros).

Caso de polícia
A polícia Federal abriu inquérito para investigar os danos ambientais provocados pelo derramamento de óleo em plataforma do campo Frade. De acordo com a assessoria de imprensa da PF, uma equipe de peritos foi enviada à plataforma para iniciar as investigações. Em nota, a PF informou que os responsáveis pelo incidente poderão ser indiciados por crime de poluição e, se condenados, estão sujeitos a penas que variam de um a cinco anos de prisão (artigo 54, Lei 9.605/98).

A Chevron anunciou na terça-feira (15) que tomou a precaução de fechar o poço na superfície, como medida de segurança, e atualmente está no processo de vedar e abandonar o poço. Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou que a cimentação teve início na quarta-feira (16). Foi colocado um tampão de cimento cujo tempo de secagem é estimado em 20 horas.

policiamento

Fronteira de Corumbá com a Bolívia terá policiais treinados pela ONU

País vizinho também montará unidades de elite, mas considera região da divisa com Mato Grosso mais crítica do que MS

02/11/2026 08h00

Região de Corumbá entre Puerto Suárez e Puerto Quijarro receberá policiais para atuar contra o crime

Região de Corumbá entre Puerto Suárez e Puerto Quijarro receberá policiais para atuar contra o crime rodolfo césar

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Uma força-tarefa envolvendo autoridades bolivianas do governo federal, do Departamento de Santa Cruz, do Ministério Público e da Polícia Boliviana traçou estratégias de ação contra o crime organizado e definiu a fronteira com Mato Grosso do Sul uma região de alerta.

Durante a segunda versão do Plano Fronteira Segura, lançado no fim de outubro, em Santa Cruz de la Sierra, policiais treinados por meio de uma cooperação com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e os Crimes (Unodc), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), vão atuar na fronteira entre Corumbá e Puerto Quijarro e Puerto Suárez.

Contudo, para o governo boliviano, as áreas mais críticas ficam ao norte do Brasil e enquanto na fronteira com Mato Grosso do Sul haverá policiais novos treinados em cooperação com as Nações Unidas, em regiões na divisa com Mato Grosso vai ser instalada uma unidade considerada “superelite”, com a presença de instrutores dos Estados Unidos atuando.

Policiais que já estavam em Puerto Suárez, município que é capital da Província de German Busch – que envolve Carmen Rivero Torres, a própria cidade e Puerto Quijarro –, realizaram o treinamento com o braço das Nações Unidas. Policiais novatos estão também nesse grupo. A capacitação dessas equipes alcançou, ainda, Cobija, Riberalta, San Matías, Guayaramerín, San Ignácio de Velasco, Yacuiba, Bermejo, Villazón e Desaguadero.

No total, são 230 policiais que estão destacados para atuação contra o crime organizado e o narcoterrorismo nas regiões de fronteira com o Brasil. Conforme as autoridades policiais do país vizinho, essas equipes envolvem efetivo jovem. 

De acordo com o Plano Frontera Segura, a atuação desses policiais está concentrada para aumentar o controle territorial de regiões onde já existe o fluxo do transporte de cocaína, como é o caso de Puerto Suárez e Puerto Quijarro, que ficam na fronteira com Corumbá.

No caso de Santa Cruz de la Sierra, a presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) é reconhecida, tanto por autoridades brasileiras como bolivianas. 

Além disso, na Bolívia as investigações seguem a mesma classificação dada pelos Estados Unidos, que identificou o PCC, além do Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas.

“Vamos implementar um processo de nova estratégia em matéria de luta contra o crime organizado, que tem a ver com a luta frontal contra delitos de narcoterroristas. Os agentes jovens têm sido treinados e capacitados e estão dispostos a exercer o seu serviço pela pátria”, afirmou o general da Polícia Boliviana em Santa Cruz, Adrián Álvarez, em coletiva concedida no dia 21 de outubro, na Plaza 24 de Septiembre.

Região de Corumbá entre Puerto Suárez e Puerto Quijarro receberá policiais para atuar contra o crime

SEM POLÍCIA DE ELITE

Apesar das iniciativas divulgadas pelo governo da Bolívia para ter policiamento especializado na região de Puerto Suárez, essa fronteira não foi selecionada pelo país vizinho para a implantação de unidades policiais de elite.

As fronteiras classificadas como situação mais crítica ficam na divisa com Mato Grosso (Cáceres), nas cidades de San Ignácio de Velasco e San Matías; além de Santa Ana del Yacuma, no departamento de Beni, fronteira com Rondônia.

Nessas outras áreas mais ao norte, os policiais bolivianos que vão atuar passaram por instrução e também vão contar com apoio dos Estados Unidos. Conforme o ministro de Governo, Marco Antonio Oviedo, essas duas estruturas novas da Polícia Boliviana terão equipamentos modernos, além de policiais.

“Com a cooperação norte-americana, vamos implantar estas duas unidades que chamamos de ‘superelite’. Essas são áreas que identificamos maior presença de narcotraficantes. Essas unidades estarão muito bem equipadas”, informou Oviedo anteriormente.

Conforme apurado, nessas regiões mais ao norte do Brasil, na fronteira com a Bolívia, há maior infiltração do Comando Vermelho para movimentar o tráfico de cocaína. 

A Chancelaria boliviana já divulgou neste ano que a cooperação com os Estados Unidos envolve recursos de US$ 20 milhões para realizar cooperação técnica, capacitação e implantação de equipamentos a serem usados na segurança pública e combate ao crime organizado. Esse acordo foi assinado pela encarregada de negócios dos EUA em La Paz, Debra Hevia, e o chanceler da Bolívia, Fernando Aramayo.

EM ANDAMENTO

Para justificar as medidas anunciadas, o Ministério de Governo da Bolívia e a Polícia Boliviana anunciaram no dia 26 de outubro a prisão de Andy Junior de Almeida, conhecido como Pablo Escobar de Goiás. Ele estava em Concepción, município distante quase 300 quilômetros de Santa Cruz e a mais de 600 km de Corumbá.

A operação para prendê-lo envolveu coordenação da DEA (Administração de Controle de Drogas, em português), dos Estados Unidos, e da Polícia Federal. O investigado escondia-se na Bolívia desde 2021.
Andy não faz parte do PCC ou do CV diretamente, mas comandava uma organização criminosa conhecida como Amigos do Estado, que depois passou a se chamar Terceiro Comando Puro de Goiás.

“Eram estruturas dedicadas ao tráfico internacional de cocaína com uso de aeronaves. Atribuem a ele o envolvimento em 40 assassinatos cometidos no Brasil, e entre 12 e 15 na Bolívia. Atuava em uma organização, conforme o Brasil nos informou, maior que do uruguaio Sebastián Marset comandava”, afirmou o ministro Oviedo. Hoje, Marset está preso nos EUA, depois de ter sido capturado em Santa Cruz.

Na Bolívia, Andy Junior usava o nome de Julio Javier Maya Zampaia e foi apontado que ele mantinha relação com o PCC. Além dele, também foi presa a companheira, Larissa Ribeiro de Oliveira; além das prisões, houve a apreensão de um fuzil 7.62, veículos, joias, celulares e computadores.

tempo

Outubro termina com recorde histórico de chuva na Capital

Segundo dados do Inmet, o acumulado foi de 254 milímetros, o segundo maior do ano e o maior para o período na série histórica, que começa em 2001

02/11/2026 07h50

A previsão para hoje em Campo Grande indica possibilidade de chuva. A temperatura varia de 21°C a 29°C, de acordo com o Cemtec-MS

A previsão para hoje em Campo Grande indica possibilidade de chuva. A temperatura varia de 21°C a 29°C, de acordo com o Cemtec-MS Paulo Ribas

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Campo Grande fechou outubro com um acumulado de 254 milímetros de chuva, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Este volume é o maior já registrado na Capital em toda a série histórica do Inmet, que começa em 2001.

Antes disso, o ano com o maior acumulado no mês era 2017, quando a Capital registrou 228,6 mm.
O volume recorde também é quase o dobro (68,6%) do esperado para outubro deste ano, que era de 150,6 mm, de acordo com a média do mês.

O Correio do Estado já havia mostrado que, em apenas 15 dias do mês, o acumulado de chuva havia ultrapassado o esperado para os 30 dias. No recorte da primeira quinzena era possível perceber que o mês apresentaria volume recorde.

Outubro acabou se tornando, até agora, o segundo mês mais chuvoso deste ano, ficando atrás apenas de fevereiro, quando choveu 265 mm, de acordo com dados do Inmet.

CHUVA CONTINUA

O acumulado acima da média para outubro era esperado pelos meteorologistas, porém, a atuação do El Niño de alta intensidade pode ter contribuído para que esse aumento tenha sido muito acima do esperado.

No próximo trimestre (novembro/dezembro/janeiro), segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), as chuvas devem continuar, no entanto, devem vir acompanhadas de altas temperaturas e ondas de calor em todo o Estado, com maior probabilidade nas regiões central (Campo Grande) e sul.

“A análise climática para o trimestre novembro, dezembro e janeiro indica tendência de precipitação com acumulados acima da média histórica em Mato Grosso do Sul (com destaque para a região centro-sul), acompanhada por temperaturas acima da média e risco de ondas de calor. Como período de transição, a primavera combina o forte aquecimento diurno ao retorno gradual da umidade amazônica, gerando instabilidade e favorecendo tempestades severas de curta duração com chuvas intensas, vendavais, raios e queda de granizo”, traz o Cemtec-MS em previsão do tempo.

Isso poderá ser observado na primeira semana deste mês, quando há previsão de chuva e também de altas temperaturas na Capital e no restante de Mato Grosso do Sul.

PREVISÃO

Para hoje, o Cemtec-MS prevê que o intenso transporte de ar quente e úmido, associado à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica, contribuirá para o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas em Mato Grosso do Sul.

A combinação desses fatores com a passagem de cavados favorecerá a formação de tempestades, resultando em chuvas de intensidade moderada a forte, acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

São esperados acumulados significativos de chuva, acima de 40 mm em 24 horas, principalmente nas regiões sul, sudoeste e sudeste do Estado. Os maiores volumes de chuva do período são esperados para hoje.

Amanhã, a tendência é de tempo firme, sobretudo nas regiões pantaneira, central e norte de Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas voltam a subir.

As maiores temperaturas são esperados no Pantanal, com máximas entre 36°C e 39°C. Nas demais regiões, o tempo permanece instável, com possibilidade de chuvas intensas e tempestades pontuais.

Diante dos elevados acumulados de chuva previstos, o Cemtec-MS alerta para o risco de alagamentos, enxurradas e rápida elevação do nível de rios e córregos, especialmente nas áreas mais suscetíveis.

Os ventos predominam do quadrante norte, com velocidades entre 50 km/h e 60 km/h, podendo ocorrer, pontualmente, rajadas superiores a 70 km/h e 80 km/h. 

CHUVA

Precipitação acumulada em outubro em Campo Grande de 2026 a 2001 (em milímetros)

A previsão para hoje em Campo Grande indica possibilidade de chuva. A temperatura varia de 21°C a 29°C, de acordo com o Cemtec-MS

TEMPO

Campo Grande

A previsão para hoje em Campo Grande indica possibilidade de chuva. A temperatura varia de 21°C a 29°C, de acordo com o Cemtec-MS. Já em Corumbá a máxima poderá ser de 36°C e não há previsão de chuva.

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