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Vazamento de cloro levou 22 crianças ao hospital

Vazamento de cloro levou 22 crianças ao hospital

Folha Online

23/05/2011 - 00h23
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Um vazamento de cloro gasoso ocorrido na noite deste sábado (21) em uma unidade da Braskem na região do Pontal da Barra, em Maceió (AL), levou 22 crianças ao hospital.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas, elas têm idades entre um e 15 anos e já receberam alta.

Ao todo, cerca de 130 pessoas se sentiram mal após o vazamento. Elas foram atendidas no HGE (Hospital Geral do Estado), sendo que 30 ficaram internadas em observação. Todas já receberam alta, exceto um homem.

A secretaria informou que os pacientes relataram ter sentido forte cheiro de cloro, em seguida "falta de ar, mal estar, vômito, desmaios, tosse e cansaço".

As vítimas foram socorridas por equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros.

Segundo o HGE, parentes do paciente que continua internado informaram que ele estava desaparecido havia três dias e foi encontrado próximo ao local do vazamento. Ele foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e seu estado de saúde é grave.

O hospital afirma que seu estado clínico é "oriundo de histórico de problemas respiratórios, não tendo nenhuma relação com o acidente ocorrido na Braskem".

O IMA (Instituto do Meio Ambiente) de Alagoas afirmou que abriu um processo administrativo para apurar as causas do vazamento. Segundo o diretor técnico do IMA, Ricardo César Oliveira, a empresa pode ser multada em até R$ 6 milhões. O valor será definido nesta segunda-feira (23) em reunião.

A Braskem informou, em nota, que o vazamento começou às 19h38 e foi controlado às 20h15, "não havendo mais risco de exposição de cloro no ambiente". Segundo a empresa, um funcionário sentiu um desconforto no final da noite e está sob observação médica.

Técnicos da Braskem estão investigando as causas do vazamento. A produção na fábrica foi suspensa. Ainda segundo a nota, a empresa "lamenta profundamente o ocorrido e está empenhada em prestar todo apoio que se faça necessário".

O cloro produzido na planta industrial é utilizado na produção de PVC (resina usada em tubulações), defensivos agrícolas, fármacos, na limpeza hospitalar e no tratamento de água.

A planta também produz soda, material usado na fabricação de produtos como sabão, papel e alumínio.

Drogas

PF investiga informação falsa sobre carga de madeira com cocaína em MS

A nova investigação tem como objetivo apurar quem informou à Receita Federal sobre a suposta droga escondida nas 260 toneladas de madeira e se há algum interesse por trás da divulgação

27/07/2026 12h00

Carga de 260 toneladas de madeira estava foi apreendida em Corumbá e Cuiabá (MT)

Carga de 260 toneladas de madeira estava foi apreendida em Corumbá e Cuiabá (MT) Divulgação

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A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar o envio das informações para investigar as supostas toneladas de cocaína em toras de madeiras, que foram apreendidas em oito caminhões nos municípios de Corumbá e Cáceres (MT), no dia 21 de junho. 

A PF quer entender o motivo das informações serem enviadas à Receita Federal para investigação, se há interesses que motivaram a divulgação precoce dos fatos sobre a apreensão. O inquérito também busca esclarecer como a denúncia foi produzida e por quais canais circulou.

Inicialmente, a Receita Federal informou que apreendeu toras de madeira, as quais possuiam cocaína líquida, escondida entre as 260 toneladas que eram transportadas em oito caminhões, quatro em Corumbá e quatro em Cáceres (MT). Até então, tratava-se da maior apreensão da droga no Brasil, em toda a história.

Porém, todos os exames feitos na carga apontaram que não havia a existência da cocaína. Apesar dos laudos indicarem a negativa para entorpecentes, a carga segue retida pela Receita Federal. 

Laudos

A perícia feita pelo Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional de Polícia Federal em Mato Grosso do Sul na carga de madeira apreendida coletou, ao todo, 52 amostras para realizar os mais diversos exames e tentar detectar a suposta cocaína que estaria impregnada no material. Contudo, em nenhuma das amostras analisadas foi encontrado o entorpecente.

Essa informação consta nos quatro laudos da perícia federal feita nas cargas apreendidas no dia 21 de junho, em Corumbá, um para cada caminhão encontrado em Mato Grosso do Sul.

Segundo os relatórios, o material coletado no primeiro dia foi encaminhado totalmente para o Laboratório de Química Forense do Setor Técnico-Científico e o laboratório do Ialf, que não encontraram vestígio de cocaína na carga.

“Todos os testes e exames instrumentais resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de madeira encaminhadas a exame pericial”, concluíram os quatro laudos dos exames em laboratório obtidos pelo Correio do Estado.

A análise do material da segunda coleta, realizada entre os dias 30 junho e 3 de julho, foi dividida da seguinte forma: uma parte foi analisada no local e a outra seguiu para o INC, para um relatório final.

Porém, nos exames feitos no local, também não foi detectada cocaína em nenhuma das amostras analisadas, segundo apontam os relatórios do perito Matheus de Andrade Carvalho Souza.

“Todos os testes preliminares resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de serragem coletadas no local”.

Apesar de em dois exames diferentes, feitos pela Perícia da Polícia Federal, não ter sido detectada a presença de cocaína, a carga segue retida pela Receita Federal.

O órgão federal afirmou que aguarda a entrega dos laudos que estão sendo feitos pelo INC para, caso não haja nenhuma irregularidade adicional, liberar os caminhões e suas cargas.

“A apuração, contudo, ainda não foi concluída. Permanecem pendentes laudos periciais do Instituto Nacional de Criminalística, e a Polícia Federal determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento integral dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal e à Receita Federal. Por essa razão, a carga permanece retida”, afirmou a Receita Federal, em nota.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Homem agride a pauladas esposa e filho que tentou impedir violência

Violência doméstica aconteceu no interior do Estado e filhos de 17 e 10 anos estavam no local

27/07/2026 11h10

Reprodução Dourados News / Clara Medeiros

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Durante a noite do último domingo (26), um homem foi preso em flagrante por agredir a pauladas a esposa, em Laguna Carapã, no interior do Estado, a cerca de 288 km de Campo Grande. O agressor ainda atingiu o filho, que tentou proteger a mãe no momento da violência.

Segundo informações do site Dourados News, o homem, de 51 anos, estaria consumindo bebidas alcólicas dentro de casa com a esposa, de 41 anos, quando em determinado momento o casal iniciou uma discussão. 

O homem teria então pegado um pedaço de pau que estava na casa e iniciou as agressões contra a vítima.

O filho da mulher, de 17 anos, tentou proteger a mãe entrando na frente e também foi agredido na região da nuca e das costas. A mulher foi atingida na cabeça e ambas as vítimas foram encaminhadas a um hospital.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para realizar a prisão em flagrante. Os policiais encaminharam o agressor para o plantão da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), localizada em Dourados a 58 quilômetros do município. O caso segue sendo investigado.

Na casa em que ocorreu o crime ainda estava presente uma segunda filha, de dez anos.

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