Correio B

Artes

Vanguardistas de vários períodos serão destaques em festival

Vanguardistas de vários períodos serão destaques em festival

Oscar Rocha

03/11/2010 - 06h00
Continue lendo...

 

Quem acha que os festivais musicais realizados no Brasil na atualidade, somente abrem espaço para artistas e propostas comerciais, terá surpresas com a programação da Mostra Sesc de Artes, que acontece de 18 a 28 de novembro na Capital paulista e por cidades do interior daquele Estado. As atrações são para quem curte se aventurar por áreas inusitadas da criação artística. Aviso: refrão, melodia e cantar junto com quem aqueles que estarão no palco são coisas impensáveis em um evento desse tipo. Mesmo tendo programação ampla – artes plásticas, performances, vídeo, entre outros –, é na música que apresenta sua face, digamos, mais acessível.
Três nomes são imperdíveis durante a maratona : Gil Scott-Heron, Ornette Coleman e Lou Reed. O primeiro foi o porta-voz da ebulição da música black no fim dos anos 60 e início dos 70 nos Estados Unidos. A produção do músico/poeta é uma das matrizes estéticas mais influentes da música pop,  rap e jazz dos anos 80 e 90. É dele a expressão:  “a revolução não irá passar na TV”.  Precisa dizer mais alguma coisa? Ornette Coleman foi o sujeito que deu um chute no jazz na década de 1960. Se o gênero já era livre, com ele, a improvisação ganhou contorno mais libertário ainda.
Lou Reed é o mais conhecido da turma. Seja à frente do Velvet Underground ou em carreira solo. Depois de cancelar a vinda na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, confirmou presença nas duas apresentações da Mostra – 20 e 21 de novembro. Mas quem for esperando uma seleção das suas belas canções pop, pode colocando o Ipod no ouvido e curtir outra coisa. O show dele será em torno do álbum “Metal machine music” (1975). Diz a lenda,  Lou queria se desfazer do contrato com a RCA e entregou um álbum marcado por ruídos, guitarras desesperadas e a aquele clima de “fim de mundo”. O resultado: um marco do rock anti-comercial. O ingressos para as apresentações custam entre R$ 10 a R$ 40. Confira a programação completa da Mostra Sesc de Artes 2010 no site www.sescsp.org.br/sesc.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quem acha que os festivais musicais realizados no Brasil, na atualidade, somente abrem espaço para artistas e propostas comerciais, terá surpresas com a programação da Mostra Sesc de Artes, que acontece de 18 a 28 de novembro na Capital paulista e por cidades do interior daquele Estado. As atrações são para quem curte se aventurar por áreas inusitadas da criação artística. Aviso: refrão, melodia e cantar junto como os artistas são coisas impensáveis em um evento desse tipo. Mesmo sendo um evento amplo em termo de atrações – artes plásticas, performances, vídeo, entre outros –, é na música que destaca sua face, digamos, mais acessível.
Três nomes são imperdíveis : Gil Scott-Heron, Ornette Coleman e Lou Reed. O primeiro foi o porta-voz da ebulição da música black no fim dos anos 60 e início dos 70 nos Estados Unidos. Numa mistura de jazz, poesia, rock, blues e provocações, a produção do músico é uma das matrizes estéticas mais influentes da música pop,  rap e jazz. É dele a expressão:  “a revolução não irá passar na TV”. Precisa dizer mais alguma coisa.  Ornette Coleman foi o sujeito que deu um chute no jazz na década de 1960. Se o gênero já era livre, com ele, a improvisação ganhou contorno mais libertário ainda. Lou Reed é o mais conhecido da turma. Seja à frente do Velvet Underground ou em carreira solo. Depois de cancelar a vinda na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, confirmou presença nas duas apresentações da Mostra – 20 e 21 de novembro. Mas quem for esperando uma seleção das suas belas canções pop, pode colocando o Ipod no ouvido e curtir outra coisa. O show dele será em torno do álbum “Metal machine music” (1975). Diz a lenda, que Lou queria se desfazer do contrato com a RCA e entregou um álbum marcado por ruídos, guitarras desesperadas e a aquele clima de “fim de mundo”. O resultado: um marco do rock anti-comercial. O ingressos para as apresentações custam entre R$ 10 a R$ 40. Confira a programação completa da Mostra Sesc de Artes 2010 no site www.sescsp.org.br/sesc.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quem acha que os festivais musicais realizados no Brasil, na atualidade, somente abrem espaço para artistas e propostas comerciais, terá surpresas com a programação da Mostra Sesc de Artes, que acontece de 18 a 28 de novembro na Capital paulista e por cidades do interior daquele Estado. As atrações são para quem curte se aventurar por áreas inusitadas da criação artística. Aviso: refrão, melodia e cantar junto como os artistas são coisas impensáveis em um evento desse tipo. Mesmo sendo um evento amplo em termo de atrações – artes plásticas, performances, vídeo, entre outros –, é na música que destaca sua face, digamos, mais acessível.
Três nomes são imperdíveis : Gil Scott-Heron, Ornette Coleman e Lou Reed. O primeiro foi o porta-voz da ebulição da música black no fim dos anos 60 e início dos 70 nos Estados Unidos. Numa mistura de jazz, poesia, rock, blues e provocações, a produção do músico é uma das matrizes estéticas mais influentes da música pop,  rap e jazz. É dele a expressão:  “a revolução não irá passar na TV”. Precisa dizer mais alguma coisa.  Ornette Coleman foi o sujeito que deu um chute no jazz na década de 1960. Se o gênero já era livre, com ele, a improvisação ganhou contorno mais libertário ainda. Lou Reed é o mais conhecido da turma. Seja à frente do Velvet Underground ou em carreira solo. Depois de cancelar a vinda na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, confirmou presença nas duas apresentações da Mostra – 20 e 21 de novembro. Mas quem for esperando uma seleção das suas belas canções pop, pode colocando o Ipod no ouvido e curtir outra coisa. O show dele será em torno do álbum “Metal machine music” (1975). Diz a lenda, que Lou queria se desfazer do contrato com a RCA e entregou um álbum marcado por ruídos, guitarras desesperadas e a aquele clima de “fim de mundo”. O resultado: um marco do rock anti-comercial. O ingressos para as apresentações custam entre R$ 10 a R$ 40. Confira a programação completa da Mostra Sesc de Artes 2010 no site www.sescsp.org.br/sesc.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Diálogo

Pelos corredores de certo poder o clima é de insatisfação. Tudo porque... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta terça-feira (02)

02/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Lya Luft - escritora brasileira

"Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu”.

FELPUDA

Pelos corredores de certo poder o clima é de insatisfação. Tudo porque parente bem próxima de um deputado não tem dado “o ar da graça” na, digamos, repartição. Comentários são que a figura teria adotado o regime de “1x29”: aparece um dia e “folga” o restante do mês. Para evitar a fadiga, fica só meio período, quando por lá aparece. O salário, de acordo com o portal de transparência, é “bonito de se ver”. Como o parlamentar está com muito bom trânsito na alta cúpula, a galera pode até não gostar, mas ninguém “nem pensa alto” sobre o assunto. Vai que...

Dupla

O senador Nelson Trad Filho, que corre por fora como pré-candidato à reeleição, deverá fazer “dobradinha” com o ex-governador Reinaldo Azambuja.

Mais

Na prática, isso funcionaria da seguinte forma: além dos votos que pediria para si, também apresentaria como a segunda opção, o candidato do PL.

DiálogoFoto: Divulgação

O Pasquim, criado no final da década de 1960 pelo cartunista Jaguar e os jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral, acaba de receber uma atualização importante em seu acervo digital. Após já contar integralmente com as 1.072 edições tradicionais do veículo, o catálogo gratuito disponibilizado na Biblioteca Nacional Digital da Fundação Biblioteca Nacional passou a apresentar também 114 edições de duas franquias históricas do periódico: São Paulo e Rio Grande do Sul. A complementação do acervo é resultado de um novo trabalho voluntário de curadoria liderado por Fernando Coelho dos Santos, já responsável pelo projeto de digitalização de O Pasquim, desenvolvido desde 2019. Para a presente etapa, ele contou com o auxílio de Gualberto Costa e Vinicius Martins.

DiálogoDra. Carolina Albuquerque Arroyo - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoDra. Marina Duarte - Foto: Arquivo Pessoal

Na marra

Após ação do Ministério Público de MS, a Justiça determinou que o Consórcio Guaicurus passe a operar corretamente o aplicativo “Todos no Ônibus CG”, criado para auxiliar pessoas com deficiência no embarque do transporte coletivo. A liminar prevê cumprimento imediato e multa de R$ 1 mil por usuário prejudicado, limitada a R$ 500 mil. O caso começou após denúncia de um deficiente visual, que relatou falhas constantes no serviço.

Falha

Investigações técnicas derrubaram a versão do Consórcio Guaicurus de que o problema seria internet ruim ou celulares antigos dos passageiros. Testes realizados apontaram que o aplicativo funciona normalmente, mas os motoristas não utilizavam corretamente os aparelhos. Na decisão, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa destacou que acessibilidade é direito garantido por lei e classificou como inaceitável a omissão da concessionária.

Liberando

A CCJ da Câmara aprovou projeto que autoriza carreiras jurídicas federais a exercer advocacia privada fora do serviço público. A medida alcança advogados da União, procuradores da Fazenda, federais e do Banco Central, com vedação de atuar contra o setor público. O texto também proíbe a atividade para ocupantes de cargos comissionados. Para garantir transparência, será divulgada lista dos profissionais que aderirem, mediante comunicação prévia. A atuação ficará sujeita a regras éticas, à Corregedoria e à OAB.

Aniversariantes 

Carlos Razuk;
Dra. Karin Kiefer Martins;
Merielen Paes;
Cacilda da Silva;
José Carlos dos Santos;
Nelcia Rita Cardoso de Andrade Franco;
Gil Aguiar Ribeiro;
José Renato Cantadori;
Osni Paulino;
Marilu Paes de Barros Lima;
Olivia Porfiria da Silva;
Jayme José Guedes;
Sebastião Luiz Martins;
Rubens Vieira Borges;
João Souza de Deus;
José Antonio Souza da Silva;
Ronald Luiz Pagani Gasparini;
Geisa Lucia da Silva Nogueira Abreu;
Denize Matos de Abreu Carvalho;
Roberto Oshiro;
Rosalina Pimentel;
Maria Auxiliadora Mesquita Vobeto;
Marlene Motti de Queiroz;
Luiza Nobuko Kikuchi;
Osni Krein;
Mario Artuso;
Jonio Cyro Braz;
Nilson Garcia de Menezes;
Maria Eduarda de Toledo Barros;
Marise Luz Bahia Rodrigues da Silva;
Adaucto Almirão Moraes Filho;
João Carlos Krug;
Luiz Henrique de Souza;
Eliane Zago Tavares;
Maria Aparecida Pereira Pinheiro;
Nilza Barbosa Neves;
Rosangela Odethe Loubet Pereira;
Rosimary do Nascimento Alves;
Pe. Jorge Luis Watthier;
Vilmar Faulco dos Santos;
Maria Aparecida Lima Rodrigues;
Rafaela Neves;
Gina Ferreira Dias da Costa;
Liane Maria Machry Kotovicz;
Marcelino Lessonier;
José Luiz Fernandes de Souza;
Rosana Mara Rocha;
Joarez Caleme Carneiro;
Jori Ilque Braga;
Heraldo da Costa Junior;
Marcel Correa da Silva;
Nilton Paz do Nascimento;
Eulenir Oliveira Lima;
Sérgio Silveira Quelho;
Erasmo dos Santos Mourão;
Silvio da Silva;
Antônio Geraldo Espírito Santo;
Vera Oliveira;
Amélia Itsuko Tibana;
Maria Isabel Lima Ramos;
Ana Claudia de Paula;
Sebastião Augusto Vilanova;
Erasmo Souza;
Marly Netto;
Reginaldo Mendonça;
Levina Rodrigues de Azambuja;
Dr. Marco Tulio Sampaio Rosa;
Amaral Fonseca Mendes;
Maria Lúcia Cordeiro Monteiro;
Ana Luiza Vieira Souza;
Elza Silva;
Carolina de Souza Menezes;
Leonardo Andreatto;
Ana Paulo Brito de Almeida;
Maria Aparecida Gentil;
Ana Maria Andrade;
Suellen Junqueira;
Luciano Mendes;
Amaro Corrêa da Silva;
Luiz Claudio Ferreira;
Léo Macedo;
Rosa Maria de Souza Reis;
Paulo Cesar Dias Faria;
Dayse Martinho;
Joaquim Martins;
Gisele Valle;
Ary Eduardo Brandão;
Rafael Moraes;
Ariele de Oliveira;
Sabrina Barros Xavier;
Joaquim Nelson de Oliveira;
Ranulfo Azevedo Flôres;
Mariana Ferreira de Almeida;
Nilson Bilac Vilela;
Amélia da Silva Nogueira;
Dionizia de Lourdes Vilhalba;
Cristina Hatsumi Tabata;
Mário Basso Dias Filho;
Manoel Garcia Queiroz;
Mirian Rose Nakazato;
Marcelo Garib;
Kanasiro Fuguei;
Fermino Bogarim;
Geisa Cantelli;
Juliana Maiaroti;
Cláudio Aragão Ollé;
Rafaele Dal Magro;
Salim Kassar Neto;
Ricardo Batistelli;

Colaborou Tatyane Gameiro

LITERATURA

Psicanalista e patrono do Museu de Freud, Antonio Quinet lança nova obra na Capital

O psicanalista, dramaturgo e patrono do Museu de Freud em Londres, Antonio Quinet, lança nova obra na Capital e participa de jornada nacional sobre clínica psicanalítica

01/06/2026 08h30

Antonio Quinet

Antonio Quinet Divulgação/Editora Zahar

Continue Lendo...

Campo Grande receberá, no fim deste mês, uma das figuras mais influentes da psicanálise contemporânea brasileira. Médico, psiquiatra, psicanalista, filósofo, dramaturgo e pesquisador, Antonio Quinet estará na capital sul-mato-grossense para o lançamento de seu mais novo livro, “O que Faz o Psicanalista: Ato, Semblante e Interpretação”, em uma noite de autógrafos aberta ao público.

O encontro acontece no dia 26, das 19h às 23h, no Olivia Rooftop Eat & Drink, localizado na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Além de apresentar a nova obra, Quinet conversará com leitores e admiradores de seu trabalho, que atravessa diferentes campos do conhecimento, reunindo reflexões sobre psicanálise, literatura, teatro, filosofia e cultura.

A visita à cidade ocorre em um momento particularmente simbólico de sua trajetória intelectual e artística.

Em maio deste ano, Quinet tomou posse na Academia de Letras e Artes do Estado do Rio de Janeiro, assumindo a cadeira que homenageia o poeta Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores nomes da literatura nacional.

A nomeação representa um reconhecimento que ultrapassa os limites da clínica psicanalítica e consolida a presença do autor no cenário cultural brasileiro. Durante seu discurso de posse, Quinet destacou a importância da arte, da literatura e da escuta como instrumentos de transformação humana.

“As artes duram. As letras curam. As letras escritas, faladas, encenadas. O que nos impedem, senão as pedras no meio do caminho, de sermos o que somos? E o que somos? Poetas, seresteiros, psicanalistas, portadores de sonhos, desejo e utopias”, afirmou.

Em seguida, estabeleceu uma ponte entre a psicanálise e a obra de Drummond.

“Desempedre-se. Conheça teus caminhos num divã para que suas pedras se deixem contar, só-letrar. Pois como diz Drummond: ‘Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar’. E assuma: vai ser gauche na vida”, complementou Quinet, em referência ao termo que ficou associado ao poeta mineiro.

ANALISTA EM FOCO

No centro da programação em Campo Grande está o lançamento de “O que Faz o Psicanalista: Ato, Semblante e Interpretação”, obra que propõe uma reflexão aprofundada sobre o papel do analista na clínica contemporânea.

Ao longo do livro, Quinet questiona o psicanalista como uma figura neutra e silenciosa que apenas observa. Em vez disso, apresenta o analista como alguém que participa ativamente do processo analítico por meio de atos, intervenções e interpretações que produzem efeitos na experiência do paciente.

A obra dialoga diretamente com conceitos desenvolvidos pelo psicanalista francês Jacques Lacan, mas o faz por meio de uma escrita acessível, marcada pela presença de referências artísticas e teatrais.

Segundo a proposta do autor, o ato analítico não se reduz a uma técnica ou procedimento. Trata-se de uma intervenção capaz de romper padrões repetitivos e abrir novas possibilidades de elaboração subjetiva.

Já o semblante aparece como um elemento fundamental para sustentar a transferência – conceito central na psicanálise – enquanto a interpretação ganha contornos de gesto poético, capaz de deslocar sentidos cristalizados.

O resultado é uma obra que aproxima clínica e arte, revelando a dimensão criativa presente na prática psicanalítica.

Essa aproximação não é novidade na trajetória de Quinet. Ao longo de décadas de produção intelectual, ele tem se dedicado a explorar as conexões entre o inconsciente e diferentes manifestações culturais, especialmente o teatro e a literatura.

Antonio QuinetDivã psicanalítico de Freud, no Museu Freud, em Londres - Foto: Reprodução

ENTRE O DIVÃ E O PALCO

A carreira de Antonio Quinet é marcada justamente pela circulação entre diferentes linguagens.

Além da atuação clínica e acadêmica, ele também desenvolve trabalhos como dramaturgo e diretor teatral. Fundador da Cia. Inconsciente em Cena, Quinet utiliza o palco como espaço de investigação dos processos psíquicos, transformando conceitos da psicanálise em experiências cênicas.

Essa relação entre teatro e análise aparece de forma recorrente em sua produção bibliográfica e também está presente no novo livro. Ao abordar o trabalho do analista, o autor utiliza elementos da cena teatral para pensar o papel da fala, do silêncio, da escuta e da interpretação.

A combinação entre rigor conceitual e sensibilidade artística tornou-se uma das marcas de sua obra e explica o interesse que seus livros despertam para além do público especializado.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Um Olhar a Mais”, “Os Outros em Lacan”, “Édipo ao Pé da Letra” e “As 4 + 1 Condições da Análise”, publicados pela Zahar.

Suas publicações são frequentemente adotadas em cursos de formação em psicanálise, mas também encontram leitores interessados em filosofia, literatura e pensamento crítico.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Em 2024, Quinet foi nomeado patrono do Freud Museum, tornando-se o primeiro brasileiro a receber o título.

A instituição preserva a última residência de Sigmund Freud, em Londres, e é considerada um dos principais centros mundiais dedicados à memória e ao legado do criador da psicanálise.

Além disso, o autor atua como pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, onde desenvolve estudos relacionados ao projeto Hilda & Freud – collected words.

Também integra o corpo docente do programa de Mestrado e Doutorado em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida.

JORNADA NACIONAL

Além do lançamento do livro, no dia 27, ele será o conferencista da abertura da Jornada Preparatória para o Encontro Nacional da EPFCL/Brasil, evento que reunirá psicanalistas, estudantes, pesquisadores e interessados na área para debater os desafios da clínica contemporânea.

Organizada pelo Ágora Instituto Lacaniano e pelo Fórum do Campo Lacaniano de Mato Grosso do Sul, a jornada terá como tema Clínica Psicanalítica Hoje: Ensino e Transmissão.

A proposta é promover discussões sobre a formação dos analistas, os processos de transmissão do conhecimento psicanalítico e os desafios enfrentados pela prática clínica diante das transformações sociais contemporâneas.

>> Serviço

Noite de Autógrafos com Antonio Quinet.

Data: 26 de junho. 
Horário: das 19h às 23h.
Local: Olivia Rooftop Eat & Drink – Avenida Afonso Pena, nº 4.059, Jardim dos Estados;

A entrada é gratuita e aberta ao público. Os livros do autor estarão disponíveis para compra no local.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).