Sábado, 18 de Novembro de 2017

Valor da produção de MS deve crescer 9%

16 MAR 2010Por 07h:58
A produção agrícola de Mato Grosso do Sul, que tem ótima estimat iva de de s emp e n h o nesta safra, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve crescer 9% em Valor Bruto de Produção (VBP) neste ano, maior aumento do Centro-Oeste. O índice é resultado da multiplicação do total produzido em lavouras de cinco culturas do Estado pelos preços de venda. A conta é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que espera produção total de R$ 4,3 bilhões em MS neste ano, ante R$ 4 bilhões obtidos no em 2009. É a soja que deve puxar a alta. Produtores rurais acreditam que os armazéns serão insuficientes para os 5 milhões de toneladas esperados, um recorde. A oleaginosa representa 80% da produção de grãos do Estado, e deve passar dos pouco mais de R$ 3 bilhões alcançados em 2009 para R$ 3,5 bilhões. “A produção e produtividade da soja estão muito altas neste ano, por isso o aumento no VBP”, explica o assessor de agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Lucas Galvan. O milho segue em ascensão, e deverá somar R$ 681 milhões em VBP, alta de 14% no ano. Também está prevista expansão de 59% no valor bruto das lavouras de café, passando de R$ 4,4 milhões para R$ 7 milhões. A única queda prevista é a do trigo, que poderá encolher 26% em valor de produção, caindo de R$ 33,4 milhões, em 2009, para 24,6 milhões, no ano posterior. Lavouras de peso como a cana-de-açúcar, ou tradicionais, como a mandioca, ficaram de fora do cálculo do ministério. Em 2009, o valor de produção da cana-de-açúcar, levantado pela Famasul, por exemplo, totalizou mais de R$ 500 milhões, e não foi levada em conta pelo governo. Em Mato Grosso e Goiás elas são contabilizadas, elevando os valores. As estimativas para os estados vizinhos são mais gordas: R$ 18,4 bilhões e R$ 11,9 bilhões, respectivamente. As lavouras mato-grossenses deverão amargar queda de 7,9%, e as goianas, pequeno crescimento de 0,4% em Valor Bruto de Produção. Os preços já têm desconto de inflação.

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