Política

Discurso

Vaiado em diplomação, José Orcírio é criticado por vereadores

Vaiado em diplomação, José Orcírio é criticado por vereadores

Da redação

19/12/2012 - 11h45
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“Deselegante”, “Mal educado” e “Destemperado”, essas foram algumas das palavras proferidas por vereadores na sessão desta manhã na Câmara Municipal de Campo Grande. Eles teceram severas críticas ao ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), que convidado a falar em nome dos seus 28 colegas diplomados como vereador na noite de ontem, atacou duramente a administração municipal, estadual e seus adversários políticos como se, segundo os vereadores, estivesse ainda em palanque de campanha eleitoral.

José Orcirio praticamente tirou o brilho da festa de diplomação, pois diante do discurso agressivo, muitos dos diplomados e algumas autoridades acabaram se retirando do plenário. O vereador Airton Saraiva (DEM), ao falar sobre o caso na sessão de hoje, disse ter ouvido até a esposa do ex-governador reclamar: “Zeca, você não precisava ter feito isso”.

Outros vereadores como o presidente da casa, Paulo Siufi (PMDB), Carlão (PSB) e João Rocha (PSDB) se manifestaram a respeito do discurso de Zeca afirmando que as palavras do ex-governador ditas ontem não representavam o pensamento da grande maioria dos vereadores que foram reeleitos e diplomados.

O único a sair em defesa de Orcírio foi o vereador não reeleito Marcos Alex (PT), que criticou as pessoas que vaiaram o ex-governador, mas também disse que não concordava com algumas algumas coisas que foram ditas no discurso da diplomação do companheiro de legenda. 

Política

Ideal seria direita a se unir para eleger Flávio Bolsonaro no 1º turno, diz Costa Neto

Presidente do PL avaliou positivamente os resultados das últimas pesquisas eleitorais

11/02/2026 19h00

Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto

Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira, 11, que os candidatos à Presidência da direita deveriam se unir em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para decidir a eleição ainda em primeiro turno. A declaração de Valdemar foi feita em entrevista à GloboNews.

"O ideal para nós seria nós nos unirmos no primeiro turno para decidir a eleição no primeiro turno. Nós temos certeza da vitória do Flávio", afirmou Valdemar.

Valdemar afirmou que, apesar da quantidade de pré-candidatos da direita, não há dúvidas de que o segundo turno da eleição de 2026 será entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Temos que nos unir. Devemos ter vários candidatos à Presidência, todos de um mesmo segmento. Mas ninguém tem dúvida de uma coisa. Quem estará no segundo turno - todas as pessoas entendem isso - é o Flávio Bolsonaro, porque leva o nome do Bolsonaro".

O presidente do PL avaliou positivamente os resultados das últimas pesquisas eleitorais e disse que Flávio deve acabar com a vantagem numérica de Lula quando aliados começarem a atuar na pré-campanha.

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improbidade

TRF-3 mantém condenação de servidor fantasma e ex-vereador terá que devolver R$ 174 mil

Ele foi alvo da Operação Polígrafo, deflagrada pelo Gaeco em 2015, que identificou sua atuação como servidor fantasma no Ministério da Saúde enquanto exercia mandatos políticos

11/02/2026 16h33

Jeovani Vieira dos Santos é ex-vereador de Jateí e ex-presidente da União de Vereadores de Mato Grosso do Sul.

Jeovani Vieira dos Santos é ex-vereador de Jateí e ex-presidente da União de Vereadores de Mato Grosso do Sul. Foto: Arquivo

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A 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) confirmou, por unanimidade, a condenação por improbidade administrativa de Jeovani Vieira dos Santos, ex-vereador de Jateí e ex-presidente da União de Vereadores de Mato Grosso do Sul.

Ele foi alvo da Operação Polígrafo, deflagrada pelo Gaeco em 2015, que identificou sua atuação como servidor fantasma no Ministério da Saúde enquanto exercia mandatos políticos.

De acordo com os autos, Jeovani era servidor público federal, atuando como agente de Saúde Pública, e estava cedido à Secretaria Municipal de Saúde de Jateí para atuar como Coordenador de Endemias no combate à dengue. As investigações revelaram que entre 2013 e 2015 ele recebia integralmente seus salários sem trabalhar.

A apuração do Gaeco demonstrou que Jeovani passava a maior parte do tempo em Campo Grande, onde presidia a União de Vereadores, ou cumprindo agendas políticas em outras cidades, como Sidrolândia.

Mesmo estando a 250 km de distância de seu posto de trabalho, sua folha de frequência em Jateí era assinada como se ele estivesse presente em jornada integral de 8 horas diárias.

A decisão do relator, desembargador federal Mairan Maia, destacou que 19 formulários previamente estavam impressos e preenchidos sem qualquer variação de horário ou registro de ausência.

A investigação também aponta que postagens no Facebook mostravam o réu em eventos em outras cidades no mesmo horário em que ele alegava estar trabalhando em Jateí.

Em áudios obtidos pelo Gaeco, Jeovani admitia a interlocutores que o "problema dele era o serviço" e que precisaria voltar a aparecer em Jateí após denúncias. Na apuração, servidores municipais confirmaram que o verdadeiro coordenador do setor era outro funcionário, e que Jeovani era visto apenas esporadicamente.

Com a manutenção da decisão de primeira instância, Jeovani Vieira dos Santos foi condenado a devolução de R$ 174.861,50 aos cofres públicos, além do pagamento de R$ 50 mil como multa civil; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais por sete anos e perda do cargo que ocupava no Ministério da Saúde. 

O segundo réu no processo, Geberson Alves dos Santos, que era Secretário de Saúde, foi absolvido por falta de comprovação de "dolo específico", conforme as novas regras da Lei de Improbidade Administrativa aprovadas no governo de Jair Bolsonaro.

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