Cidades

INFLUENZA

Vacinação contra gripe termina hoje no Estado

Vacinação contra gripe termina hoje no Estado

da redação

13/05/2011 - 08h33
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A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe será encerrada hoje (13) e muitas pessoas ainda não procuraram os postos de vacinação do Estado para tomar a vacina. Em Mato Grosso do Sul, a meta da Secretaria de Estado de Saúde é imunizar 421.902 pessoas e até hoje de manhã (12), um total de 225.348 já haviam sido vacinadas, o que corresponde a uma cobertura de 53,41%.

A 13ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe precisa imunizar grupos prioritários como crianças de seis meses a menores de dois anos; gestantes, indígenas, trabalhadores de saúde e idosos. Em todo o País, a meta é vacinar pelo menos 80% da população alvo – o que significa 24 milhões de pessoas.

De acordo com os dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, no Estado de Mato Grosso do Sul já receberam vacina 33.397 crianças de seis meses a menores de 12 anos de um total da meta de 61.841 perfazendo 54% de cobertura vacinal. Em relação ao grupo de trabalhadores de saúde já foram imunizados 17.610 de um total de 28.252 pessoas, o que corresponde a cobertura de 62,33%. No grupo prioritário dos indígenas, do total de 68.883 já foram imunizados 35.745 índios perfazendo 51,89%. Em relação aos idosos, 125.928 pessoas já receberam a vacina de uma meta de 222.650 numa cobertura de 56,56%.

Gestantes

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), as gestantes aparecem no quadro como as que menos procuraram a vacina nos postos com uma cobertura vacinal de 31,45% - sendo 12.668 mulheres imunizadas de uma meta total de 40.276 pessoas. De acordo com o secretário adjunto da SES, Eugênio de Barros, as gestantes representam o principal grupo na vacinação contra a gripe. “As gestantes apresentam piores complicações com o vírus H1N1. Elas podem ter pneumonia e com isso precisam tomar antibióticos havendo também a possibilidade de ter um parto prematuro”, explicou.

Conforme Eugênio de Barros, há dois anos houve uma grande procura pela vacina contra a gripe quando circulou o vírus H1N1 denominado pela mídia como gripe suína. “Após este período as pessoas não procuraram mais pela vacina contra a gripe. Vacinamos contra o vírus onde montamos uma grande rede de imunização e não tivemos casos”, lembrou.

O secretário adjunto ressaltou que as gestantes podem tomar a vacina tranquilamente porque não é um vírus vivo é tecnicamente inativada. “Ela é segura e selecionada pelo Ministério da Saúde”, garantiu. Ele explica que a vacina leva pelo menos 20 dias para gerar anticorpos e proteger a pessoa da gripe. “Estas questões climáticas favorecem a circulação do vírus principalmente com a chegada do inverno”, alertou.

Campanha

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe começou no dia 25 de abril e distribuiu 32,7 milhões de doses, para todos os Estados e municípios brasileiros. A vacina protege contra os três principais vírus que circularam no hemisfério Sul em 2010, entre eles o da influenza A (H1N1).

De acordo com o Ministério da Saúde, as únicas contraindicações são para pessoas com alergia severa à proteína do ovo ou a doses anteriores da vacina contra a gripe. Essas pessoas não devem se vacinar. Para pessoas que apresentam doenças agudas febris moderadas ou graves no momento da vacinação, recomenda-se que a vacinação seja adiada até a resolução do quadro.

Uma doença febril e aguda não representa uma contraindicação, mas é recomendável o adiamento para evitar que as manifestações clínicas da doença sejam, de maneira equivocada, associadas à vacina, como um possível efeito adverso. Na dúvida, um médico deve ser consultado.

Outra forma de prevenir a gripe é manter hábitos simples de higiene, como lavar as mãos com frequência, cobrir nariz e boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar e não compartilhar alimentos e objetos de uso pessoal se estiver com sintomas de gripe – febre, tosse, coriza, dor de cabeça e dor no corpo (músculos e articulações).

Interior

Monitoramento de veículo termina com 329 kg de maconha apreendidos em MS

Dois homens foram presos após a PRF acompanhar carro desde Guaíra e flagrarem transferência de fardos em imóvel em Mundo Novo

28/09/2026 16h15

Reprodução/PRF

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Um veículo que estava sendo monitorado pela polícia desde Guaíra (PR) terminou em uma apreensão de 329 quilos de maconha em Mundo Novo, na fronteira de Mato Grosso do Sul. O carro entrou em um imóvel no município, onde policiais flagraram a transferência dos fardos e prenderam dois homens. A ação ocorreu na sexta-feira (25) e contou com atuação conjunta da Polícia Federal(PF)  e do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron).

O monitoramento começou após uma denúncia sobre a utilização do imóvel para armazenamento de entorpecentes. Durante o acompanhamento, os policiais identificaram pessoas carregando fardos para dentro de um veículo.

Na abordagem, os agentes encontraram 329 quilos da droga, armazenados em fardos, além de placas no interior do automóvel.

Os dois suspeitos foram presos e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Naviraí, juntamente com a droga e o veículo, para os procedimentos legais.

O veículo já estava sob acompanhamento das forças de segurança antes de chegar a Mundo Novo, e a intervenção ocorreu quando os policiais identificaram a movimentação dos fardos.

Não foram divulgados detalhes sobre as placas encontradas dentro do automóvel nem se elas tinham relação com uma tentativa de dificultar a identificação do veículo.

Os dois presos permanecem à disposição da Justiça. A polícia investiga o caso.

LIMINAR

Ordem para retirar plantas aquáticas do Rio Pardo segue só no papel

No dia 21 o juiz deu 48 horas para início do recolhimento das macrófitas, mas até esta segunda-feira (28) a Pantanal Energética não havia sido notificada da decisão

28/09/2026 14h24

Ação judicial foi protocolada pelo MPMS depois que as plantas começaram a tomar conta da foz do Rio Pardo, próximo a Bataguassu

Ação judicial foi protocolada pelo MPMS depois que as plantas começaram a tomar conta da foz do Rio Pardo, próximo a Bataguassu (CenárioMS)

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Uma semana depois de o juiz Daniel Scaramella Moreira, da comarca de Bataguassu, dar prazo de 48 horas para que a Pantanal Energética começasse a recolher as plantas aquáticas ao longo de 250 quilômetros do Rio Pardo, a empresa nem mesmo havia sido notificada sobre a decisão judicial na manhã desta segunda-feira (28).

Na decisão publicada na segunda-feira da semana passada (21), o magistrado determinou que a Pantanal Energética “inicie, no prazo de 48 horas, a execução de medidas mecânicas emergenciais destinadas à contenção e ao recolhimento das macrófitas e da biomassa vegetal já espalhadas nas calhas e margens do Rio Pardo nos Municípios de Bataguassu e Santa Rita do Pardo, sob pena de multa diária de R$ 50.000,00, limitada inicialmente a R$ 1.000.000,00”.

Mas, em nota enviada ao Correio do Estado nesta segunda-feira, a empresa informou que “a Pantanal Energética Ltda., responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Assis Chateaubriand – UHE Mimoso, informa que não foi formalmente citada na decisão liminar e não tem conhecimento integral do processo judicial”.

Indagada se iria recorrer da decisão ou se cumpriria a decisão, a concessionária concluiu a nota dizendo que “a empresa avaliará a decisão e as medidas acerca do seu cumprimento oportunamente. Esclarecemos que o assunto vem sendo tratado juntamente com o órgão ambiental competente, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL)”. 

Na decisão, o juiz também havia determinado que a Pantanal Energética se abstivesse de liberar o excesso de plantas na barragem, medida que já havia sido adotada no dia 25 de agosto, dois dias antes de o Ministério Público de Bataguassu recorrer à Justiça para solicitar o fim dos vertimentos na represa e o recolhimento das plantas que passaram a tomar conta do rio e parte do lago da hidrelétrica Porto Primavera, próximo a Bataguassu.

A ação judicial foi proposta depois grandes manchas verdes de plantas aquáticas apareceram nas imediações da ponte sobre o Rio Pardo, na MS-395, na região onde o rio desemboca no Rio Paraná e onde ele já é represado pelo lago de Porto Primavera. E, em água parada elas seguem crescendo.

Os vertimentos das plantas aquáticas na Usina do Mimoso têm o aval do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e começaram ainda em outubro do ano passado. Em julho deste ano, porém, foram intensificados. Em menos de um mês a cobertura do lago de 1,5 mil hectares caiu de 18% para 12%.

Os técnicos acreditavam que a correnteza da água do Rio Parto matasse a vegetação. Mas, boa parte delas percorreu em torno de 250 quilômetros e continua crescendo no lago do Rio Paraná, já que a poluição que serve de nutriente para o crescimento das macrófitas segue presenta na água. 

O problema das planas aquáticas no lago do Mimoso ocorre desde o começo de 2025, pouco mais de seis meses depois da ativação da fábrica de celulose de Ribas do Rio Pardo, que despeja em torno de 206 milhões de litros de rejeitos diariamente no rio.

Laudo divulgado no começo de agosto pelo Imasul revela que acima do ponto de despejo deste esgoto o rio apresenta nível de poluição grau três, o que é aceitável, segundo os técnicos do Instituto. Depois disso, conforme análise da água coletada em cinco pontos diferentes, o grau de poluição passou para o nível seis, o pior possível.

Este mesmo laudo também apontou que antes do ponto de despejo do esgoto da celulose a água do Rio Pardo contém 90 partículas de fósforo por miligrama de água. Depois disso, esta quantidade sobe para até 3,3 mil.

O lago da usina do Mimoso existe desde 1971 e desde então era utilizado para atividades esportivas e de lazer, como pescarias e até campeonatos de jetski. Depois da proliferação das plantas, praticamente todas as atividades tiveram de ser suspensas, uma vez que elas se acumulam principalmente às margens do lago, impedindo o acesso das embarcações.

No final do seu despacho emitido no dia 21, o juiz deixou claro que havia pressa para que sua decisão fosse cumprida. “Cite-se e intime-se a requerida, com urgência, para imediato cumprimento da presente decisão e apresentação de contestação no prazo legal. Dê-se ciência ao Ministério Público. Às providências necessárias. Intimem-se. Cumpra-se.”  Mesmo assim, a Elera, controladora da Pantanal Energética, não havia sido notificada até esta segunda-feira. 

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