Cidades

Em teste

Vacina contra dengue estará disponível dentro de dois anos

Vacina contra dengue estará disponível dentro de dois anos

MILENA CRESTANI

06/01/2012 - 00h02
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A vacina contra a dengue – que está sendo testada em Campo Grande – deve estar disponível para toda a população em no máximo dois anos, conforme estimativa do médico infectologista Rivaldo Venâncio, que coordena a pesquisa no Estado. Até agora 300 crianças já receberam a primeira dose e neste mês mais 200 serão imunizadas. Por enquanto, nenhuma apresentou reação ao produto e o resultado foi satisfatório em outras localidades onde os estudos estão mais adiantados.

"As crianças ainda receberão outras duas doses da vacina antes de termos o resultado final, mas já tivemos resultados positivos em outros países. Pelo que esperamos a dengue não será problema para o Brasil na Copa do Mundo de 2014", afirmou Venâncio. A vacina estará disponível para que o Ministério da Saúde forneça as doses para a população ou para venda no último trimestre de 2013 ou no máximo no começo de 2014.

As doses estão sendo aplicadas em crianças de 9 a 16 anos, que estão na faixa etária com maior incidência de casos. O Correio do Estado acompanhou a vacinação de um grupo feita no Hospital Dia, que funciona no Hospital Universitário da Capital. Todo o procedimento é acompanhado pelos pais e as crianças recebem assistência médica durante todo o período da pesquisa.

Uma equipe formada por 32 profissionais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Prefeitura de Campo Grande está sendo responsável pela pesquisa na Capital. Os testes são custeados pela indústria farmacêutica Sanofi Pauster, responsável pela fabricação do imunizante e que está construindo uma indústria na França para a produção da nova vacina.

Testes

Foram selecionadas crianças e adolescentes de todas as regiões de Campo Grande para participar dos testes. Inicialmente, eles e os pais têm acesso a várias informações sobre o estudo e assinam quase 40 páginas de documentos com os esclarecimentos sobre a pesquisa. Depois, todas as crianças passam por avaliação médica para que a equipe se certifique se não estão com algum problema de saúde.

Posteriormente, é agendado um dia com a equipe e os menores são levados em um ônibus cedido pela UFMS, juntamente com os pais, para que seja aplicada a primeira dose da vacina. Em Campo Grande, os testes começaram em outubro e neste mês o último grupo está sendo imunizado. Após a injeção ser aplicada no braço eles ficam por 30 minutos em observação ainda no hospital.

Depois de liberados, os familiares ficam com contatos de toda a equipe médica e devem procurar os profissionais no caso de qualquer problema de saúde apresentado pelas crianças. "Precisamos nos certificar de que a vacina é mesmo eficaz e de que não há reação. Por isso, verificamos qualquer febre ou outro problema que a pessoa apresentar", disse o médico.

Ele informou que até agora não houve reação à vacina. As crianças e adolescentes receberão outras duas doses da vacina no prazo de seis meses a um ano. Além das doses da vacina, é aplicado placebo em alguns pacientes.

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CAMPO GRANDE

Operação fecha lojas com produtos falsificados de grandes marcas

A ação tem como foco fiscalizar os estabelecimentos que comercializam eletrônicos de marcas como Apple e Samsung. As lojas ficam na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e a Avenida Afonso Pena

09/06/2026 12h00

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Uma operação interditou duas lojas, na rua 14 de julho, entre a 15 de novembro e Avenida Afonso Pena, na região central de Campo Grande. O foco da ação é a fiscalização de eletrônicos, jogos, ferramentas das marcas Apple, JBL, Samsung, Motorola, Playstation, Makita, Nintendo, Pop Mart, Stanley e SanDisk. 

Durante a manhã desta terça-feira (9), os peritos criminais documentaram a exposição à venda desses produtos, por causa do indício de falsificação. Os itens foram apreendidos por representação das marcas. Uma das lojas se chama Mega Variedades Atacado e Varejo e a outra, que fica quase ao lado, nem nome possui na fachada.

A operação foi realizada pelo Procon, Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), Polícia Científica e representantes das marcas que denunciaram as vendas de produtos falsos.

O Procon notificou uma das lojas por descumprir regras do código de defesa do consumidor, indícios de contrafação dos materiais apreendidos e ausência de preços em alguns produtos. Após a apreensão, todos os itens serão encaminhados para Receita Federal. 

No caso dos autos de infração do Procon, as empresas têm 20 dias para apresentarem defesa.

De acordo com o delegado da Decon, Wilton Vilas Boas, foram as próprias empresas que se sentiram prejudicadas com a venda dos produtos falsificados, então denunciaram os estabelecimentos ao Procon.

"As operações são feitas de forma pontual. Vários equipamentos de celular, capas e outros produtos falsificados foram apreendidos. São vários locais, isso é muito cultural, então a gente faz na medida do possível e todos os locais vão ser fiscalizados", disse o delegado.

Este é o segundo dia consecutivo que o Procon e a Decon fiscalizam as lojas no centro de Campo Grande
Delegado titular da Decon, Wilton Vilas Boas / Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Vilas Boas afirma que, com a venda de produtos falsificados, ocorre a sonegação de imposto, causando concorrência desleal.  "As marcas é que investem em uma tecnologia para fazer um produto de qualidade e a maioria desses produtos apreendidos não tem qualidade nenhuma e é um risco para a população também". 

As investigações continuam para apurar a origem desses produtos e quem são os fornecedores. Além das mercadorias ilegais, a fiscalização também verificou que há risco de incêndio, então o Corpo de Bombeiros será acionado para verificar esta situação.

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POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

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