O projeto da coletiva seletiva do lixo e a construção da usina de processamento (UPL) foi apresentando pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Cristaldo, ontem (05), aos representantes dos catadores de lixo de Campo Grande.
A implantação da usina de processamento deve abrigar, em condições sanitárias, ambientais e sociais adequadas, os catadores que trabalham atualmente no lixão da cidade.
“Os catadores trabalham no escuro, numa situação insalubre. A construção dos galpões da UPL vai melhorar a condição de trabalho de vocês, que ficarão num espaço coberto”, assegurou Cristaldo aos catadores presentes à reunião.
O presidente da Associação dos Trabalhadores em Materiais Recicláveis no Aterro Sanitário (Atmaras), Daniel Obelar, reforçou o argumento do titular da Semadur. “A maioria dos catadores está cansada de trabalhar debaixo de sol e chuva, a usina vai melhorar cem por cento a vida da gente”, A entidade congrega aproximadamente 250 catadores
A mesma opinião foi compartilhada pela 1ª secretária da Atmaras, Gilda Macedo. “Teremos, com a usina, condições de vida e trabalho melhores, mais segurança e um aumento do rendimento. Aproveitamos apenas cinco por cento do material reciclável, principalmente quem trabalha à noite. No galpão estaremos com luz, vamos aproveitar mais o material e revendê-lo já prensado para as indústrias”, destacou.
A diretora-presidente do Planurb, Marta Martinez, mostrou, durante a reunião, o projeto de construção da usina de processamento de lixo, uma obra financiada pelo BNDES. A UPL será composta por quatro galpões e seis esteiras com capacidade de processar 240 toneladas lixo seco (reciclável) ao dia.
“A idéia é que os caminhões de lixo cheguem primeiro à usina para, depois, irem ao aterro sanitário. A iniciativa permitirá levar ao aterro apenas material não reciclável, diminuindo o volume de lixo no local e aumentando a vida útil do aterro. Também pensamos, no futuro, aproveitar o material não reciclável para fazer adubo”, adiantou Marta.
A legislação prevê o fechamento do lixão, um espaço considerado insalubre, com gases, resíduos e líquidos contaminadores do lençol freático. “A intenção do prefeito Nelsinho, além de solucionar a questão ambiental, é dar estrutura de trabalho aos catadores, um problema social que deve ser resolvido”, afirmou Edson Makimori, Chefe de Gabinete do prefeito.
Coleta Seletiva
Segundo dados da Semadur Campo Grande gera 700 toneladas de lixo diariamente. Desse total, 40% de lixo são recicláveis, o que corresponde a 280 toneladas diárias do produto.
O programa de Coleta Seletiva da pasta abrange ações estratégias que já começaram a ser viabilizadas, tais como: criação de cinco ecopontos (dois deles, o Bandeira e São Conrado, já estão em funcionamento), efetivação dos Locais de Entrega Voluntária (supermercados, postos de gasolina), de lixo perigoso (pilhas, baterias, lâmpada) e óleo de cozinha, coleta seletiva de porta em porta (nos bairros e área central da cidade), educação ambiental e instalação dos tambores de lixo nas escolas municipais, estaduais, e particulares e Ceinf, além da Usina de Processamento de Lixo.

