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IMBRÓGLIO

Único veto de Mais Médicos quebra acordo com Conselho Federal de Medicina

Único veto de Mais Médicos quebra acordo com Conselho Federal de Medicina

FOLHA PRESS

23/10/2013 - 17h15
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 O único veto à lei que criou o programa Mais Médicos, sancionada hoje, barrou trecho acordado com o CFM (Conselho Federal de Medicina) durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional.

O programa tem o objetivo de aumentar a presença de médicos no interior do país e em periferias de grandes capitais.

A entidade aceitou que o Ministério da Saúde ficasse responsável pela emissão de registros dos médicos intercambistas e, em troca, foi incluída na proposta trecho que previa "carreira médica específica" para a categoria. Também foi acordada retirada do texto de um fórum consultivo para temas da saúde.

O trecho que tratou da carreira médica foi inserido em votação na Câmara dos Deputados.

"Acreditamos num acordo. Se ele tem força ou não, vamos ver", disse na ocasião o presidente do CFM, Roberto D'Ávila. Em nota, a entidade afirmou que essa era uma "conquista histórica para o movimento médico".

O acordo feito entre o conselho e o governo foi duramente criticado pela oposição. O líder do DEM na Casa, Ronaldo Caiado (GO), chegou a classificar o presidente da entidade de "traidor" e "pelego".

O veto ao trecho que trata da carreira médica específica foi sugerido pelo ministério do Planejamento e a Advocacia-Geral da União. A alegação é de que ele "cria exigência de ingresso em carreira não prevista no ordenamento jurídico brasileiro, restringindo seu acesso a médicos intercambistas sem amparo constitucional".

O texto vetado afirma que "é vedado ao médico intercambista o exercício da Medicina fora das atividades do Projeto Mais Médicos para o Brasil, sendo que a prorrogação da permanência no projeto, após a primeira etapa, somente será admitida para os médicos que integrem carreira médica específica".

Entre as razões do veto, o governo aponta que "o dispositivo pode levar à interpretação de acesso automático a cargo ou emprego público, em contrariedade [à legislação atual]".
 

Violência

Motorista é morto após colisão em frente a conveniência em Campo Grande

Motorista de 40 anos foi morto com tiro no rosto após colisão em frente a conveniência na Avenida dos Cafezais; suspeito fugiu e teve carro depredado por testemunhas

14/06/2026 14h27

Foto: Welyson Lucas

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Uma colisão de trânsito registrada na madrugada deste domingo (14) terminou em homicídio e causou revolta entre frequentadores de uma conveniência no Bairro Macaúbas, localizado entre os bairros Centro-Oeste e Jardim Los Angeles, em Campo Grande.

Renato Bravo da Cruz, de 40 anos, foi morto com um tiro no rosto após bater o carro que conduzia na traseira de outro veículo que estava estacionado na Avenida dos Cafezais.

O crime aconteceu em frente à Conveniência Cafezais, conhecida popularmente como "Bar da Morte", estabelecimento que ganhou notoriedade por já ter sido cenário de outros homicídios.

Após o disparo, o autor fugiu do local, enquanto testemunhas, indignadas com a violência do caso, depredaram o veículo deixado por ele na cena do crime.

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, Renato estava no local acompanhado da esposa, Cintia Souza da Silva, de 38 anos. O casal consumia bebidas no estabelecimento quando decidiu deixar a conveniência.

Ao dar partida em um GM Celta, Renato acabou colidindo na traseira de um Ford Versailles que estava estacionado logo à frente. As circunstâncias exatas da batida ainda serão apuradas pelas autoridades.

Segundo relatos de testemunhas, após o impacto, o proprietário do Versailles, identificado como Claudio Barros de Araujo, de 40 anos, desceu do veículo e caminhou até a porta do motorista do Celta. Em seguida, teria sacado uma arma de fogo e efetuado um disparo à queima-roupa.

O tiro atingiu a região do olho esquerdo de Renato. Mesmo ferido, ele ainda tentou sair do automóvel, mas caiu no chão poucos metros depois. Equipes de socorro foram acionadas, porém a vítima não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar constatou o óbito ainda no local.

Após o disparo, o suspeito fugiu antes da chegada das forças de segurança. O Ford Versailles utilizado por ele permaneceu na cena do crime.

Revolta após o crime

A execução provocou indignação entre frequentadores da conveniência e moradores que presenciaram a cena. Revoltadas com a violência e com a aparente banalidade da motivação, diversas pessoas passaram a depredar o veículo deixado pelo suspeito.

Pedras foram arremessadas contra o automóvel, que teve vidros quebrados e sofreu diversos danos antes da chegada das autoridades.

Veículo do suspeito abandonado após o homicídio

Testemunhas relataram que a reação foi motivada pela brutalidade do assassinato, ocorrido logo após uma colisão de pequena proporção.


Carro do suspeito com danos provocados por populares

 

Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades registraram toda a sequência dos acontecimentos e deverão auxiliar nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Suspeito é procurado

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da perícia. O caso foi registrado como homicídio e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Os investigadores analisam imagens de monitoramento e realizam diligências para localizar Claudio Barros de Araujo, apontado como autor do disparo. Até a publicação desta reportagem, ele não havia sido localizado.

A motivação do homicídio ainda será esclarecida durante a investigação. As primeiras informações apontam que a discussão teve início logo após a colisão entre os veículos, mas as circunstâncias que levaram ao disparo fatal ainda serão apuradas pelas autoridades.

tragédia em SP

Prefeitura de Limeira diz que vai processar governo federal após a morte de jovem em rope jump

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada de uma altura de 40 metros sem corda e o momento foi registrado em vídeo por pessoas que acompanhavam o salto

14/06/2026 12h30

A jovem de 21 anos foi arremessada sem corda

A jovem de 21 anos foi arremessada sem corda Reprodução

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A prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, afirmou que vai processar o governo federal por omissão pela morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, neste sábado, 13. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada de uma altura de 40 metros sem corda. O momento foi registrado em vídeo por pessoas que acompanhavam o salto. Três homens, de 27, 32 e 42 anos, foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual - quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco.

Em nota, a gestão municipal diz que vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências de órgãos federais desde o início de 2025. Por meio da Câmara Municipal, o município afirma que encaminhou ofícios cobrando medidas de segurança.

No comunicado, a prefeitura diz que a tragédia "torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão". A prefeitura afirma que garantiu apoio à Polícia Civil no curso das investigações e se solidarizou com os familiares e amigos da vítima.

"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o governo federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", afirmou o prefeito Murilo Félix (Podemos).

Ao Estadão, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), lamentou "a morte trágica de uma jovem durante atividade esportiva não autorizada na ponte do Esqueleto".

A secretaria afirmou que a ponte "pertencia a trecho não implantado do ramal da RFFSA entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de propriedades particulares" e que "a transferência patrimonial para a superintendência da SPU de São Paulo foi finalizada em março de 2026".

O órgão ainda afirmou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. O que se sabe sobre o caso

Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos, sendo que três permaneceram detidas. A defesa dos presos afirma que eles têm experiência na atividade e que foi a primeira fatalidade em anos de atuação, segundo o Globo.

A corda não foi amarrada em Maria Eduarda. Em vídeos gravados por quem acompanhava o salto e publicados nas redes sociais, é possível ver três homens carregando a jovem. Depois que ela é erguida, um deles permanece atrás, observando, enquanto outros dois continuam por uma estrutura metálica. A corda estava enrolada no chão, atrás deles. Quando Maria Eduarda é arremessada, as pessoas que aguardavam o salto percebem a falta do equipamento e se desesperam.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou parada cardiorrespiratória e óbito no local.

A jovem publicou uma sequência de stories na manhã deste sábado, 13, nos quais mostrou pulseiras de identificação e o local da atividade.

Os instrutores que aparecem nas imagens usam camisas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei. As contas no Instagram de ambas não estão mais disponíveis. Juntas, tinham cerca de 100 mil seguidores.

Os saltos, inclusive com crianças, eram registrados e compartilhados nas redes sociais. Em dezembro de 2025, o salto com a Entre Cordas custava R$ 130.

O presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antônio de Campos, afirmou ao Estadão que "foi um erro grotesco" e que os instrutores "esqueceram metade da operação". Segundo ele, que conhece e opera comercialmente no local do salto, o protocolo tradicionalmente seguido é de conduzir a pessoa andando pela plataforma para que ela mesma pule.

O rope jumping é um esporte parecido com o bungee jumping. A principal diferença é onde o equipamento é preso - e, consequentemente, o movimento do corpo ao saltar. No bungee jump, a corda presa aos pés produz um "efeito iôiô". Já no rope jump, a pessoa é presa com cordas pela cintura e pelo peitoral, ficando "sentada" durante o salto.

Uma ciclista morreu ao cair da mesma ponte em abril de 2024. Em agosto do ano seguinte, duas mulheres ficaram gravemente feridas em outro acidente no local.

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