Terça, 21 de Novembro de 2017

União investirá R$ 100 milhões na Base da Capital

26 MAR 2010Por 05h:20
Até 2015 o efetivo da Base Aérea de Campo Grande terá o reforço de mais 500 militares (a tropa passa de 1.500 para 2.000 homens) com a instalação de cinco novas unidades, que exigirão investimento de R$ 100 milhões ao longo dos próximos cinco anos. Os investimentos foram anunciados ontem pela manhã pelo comandante da Base Aérea, tenente-coronel aviador, Reynaldo Alfarone, durante crimônnia militar. Só neste ano serão destinados R$ 15 milhões para infraestrutura. Já está confirmada a transferência do Rio de Janeiro do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (Parasar) equipado com dez aeronaves de caça A1-AMX (ítalo-brasileiro), com pessoal de artilharia antiaérea. O Parasar é um esquadrão de operações especiais que dá apoio à Força Aérea e está preparado para combater ações antiterroristas, com brigada paraquedista, de mergulhadores e montanhistas. Os caças A1-AMX, que ficarão sediados em Campo Grande, têm capacidade para voar a 950 quilômetros por hora. Atualmente o Esquadrão Flexa da Base Aérea tem 15 super-tucanos A29, que alcançam velocidade máxima de 350 quilômetros por hora. Os caças ítalo-brasileiros não vão operar na repressão ao tráfico de drogas na região da fronteira com Paraguai e Bolívia, ficando reservados para operações bélicas. Com o Parasar, também vem para Campo Grande o Grupo de Comunicação e Controle, um comando específico para dar suporte e readequar todo o sistema de comunicação aérea. Está programada ainda a instalação da 3ª Artilharia Anti-aérea e do Esquadrão de Veículo Aéreo não Tripulado (VANT). Trata-se de aeronaves espiãs. Atualmente, no Brasil, existe apenas uma artilharia antiaérea, localizada em Canoas (Rio Grande do Sul). Estão em fase de implantação uma unidade de artilharia na região da Amazônia, além desta planejada para Campo Grande, que terá estrutura até para o lançamento de mísseis numa eventual situação de guerra. Já o Esquadrão de Vant, ainda em fase de formatação, terá unidade exclusiva na Capital. Vai abrigar pesquisas de tecnologia para a construção de um avião não tripulado. Pista não compartilhada A pista atual da Base Aérea, que comporta pousos e aterrissagens dos novos caças, não deve continuar sendo compartilhada com o aeroporto. Serão construídos dois novos hangares já que o número de aeronaves vai aumentar de 30 para 40. Segundo o comandante da Base Aérea, coronel-aviador Reynaldo Pereira Alfarone Júnior, estes investimentos fazem parte da estratégia do Ministério da Defesa de ampliar a presença militar da Força Aérea na fronteira oeste brasileira. As ações estão previstas no Plano Estratégico da Aeronáutica que objetiva aumentar o poderio bélico do País.

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