Sábado, 18 de Novembro de 2017

União assegura R$ 50 milhões para a Capital

19 MAI 2010Por 06h:26
FLÁVIO PAES

A Prefeitura de Campo Grande fechará o mês com R$ 50 milhões em caixa, dinheiro do orçamento da União, a fundo perdido. Estão depositados R$ 20 milhões para as obras de recuperação dos estragos na região da Rua Ceará e Avenida Ricardo Brandão; R$ 3 milhões (de um convênio de R$ 11 milhões) para a continuidade das obras da Via Morena (entre o aeroporto e a Avenida Júlio de Castilhos); R$ 1,5 milhão para iniciar as obras de pavimentação nos bairros Noroeste, Panorama, Nashiville, Aero Rancho, Tarumã e Nascente do Segredo, além de R$ 950 mil para a construção da cobertura da feira central.
Segundo o prefeito Nelsinho Trad, “esses recursos garantem o início das obras, a primeira medição e a liberação da parcela complementar necessária para a conclusão das obras”. Isto afasta o risco de comprometimento dos projetos por conta da legislação eleitoral que veta repasses federais voluntários a partir de julho.
Para os próximos dias estão sendo aguardados R$ 7 milhões para a construção do centro de belas artes no Jardim Cabreúva, na obra inacabada do prédio projetado para ser rodoviária; R$ 2,6 milhões para revitalização da antiga estação ferroviária.
Está autorizada a liberação de mais R$ 6 milhões em emendas parlamentares para pavimentação e drenagem  nos bairros Nova Lima (R$ 2,1 milhões), Tiradentes (R$ 987 mil), Campo Alto (R$ 1 milhão) e Jardim Moema/Morumbi (R$ 1 milhão).
 
Obras do PAC 2
Em setembro a prefeitura de Campo Grande saberá ao certo quais projetos serão aprovados e o montante de recursos que a Capital receberá na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
A expectativa do prefeito Nelsinho Trad é que em função das eleições, todo o trâmite só esteja concluído em dezembro para o início das obras no ano que vem. Nelsinho fez ontem a primeira reunião do grupo executivo gestor do PAC 2 (integrado por vários secretários) criado com a missão de apressar o encaminhamento dos projetos e da documentação exigida.
Conforme o prefeito , “este grupo de trabalho, formado pelos secretários e seus técnicos, vai garantir a apresentação dos projetos no prazo estipulado e, principalmente, chancelar a sua qualidade e adequação às exigências do Governo federal, deixar os projetos perfeitos do ponto de vista técnico”.
Nelsinho confia na aprovação dos sete projetos que pretende encaminhar orçados em R$ 429,4 milhões. Se houver cortes, ele escolheu dois como prioritários: o novo acesso às Moreninhas e a urbanização do Córrego Bálsamo, com custo estimado em R$ 97,7 milhões. Outra aposta do prefeito é que esta vez a prefeitura não precise fazer novos empréstimos, receba recursos a fundo perdido do orçamento da União. Dos R$ 160 milhões nas obras do PAC em andamento, R$ 100 milhões o município alocou por meio de empréstimo.

Leia Também