Cidades

SELEÇÃO UNIFICADA ENEM

UEMS orienta candidatos sobre inscrição no SISU

UEMS orienta candidatos sobre inscrição no SISU

DA REDAÇÃO

15/01/2011 - 00h01
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O período para que os candidatos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) façam a inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vai de domingo à terça-feira (16 a 18), somente pela internet. A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) alerta que o curto período de tempo reservado para as inscrições vai exigir que os candidatos estejam atentos para não perderem nenhuma data estipulada pelo Ministério da Educação (MEC).

“É importante que haja muita atenção, pois perder as datas de inscrição, ou de matrícula, pode impedir o aluno de entrar na universidade este ano”, enfatiza o reitor, Gilberto Arruda. A fim de orientar melhor os alunos que tenham interesse em ingressar na UEMS, o responsável pela Diretoria de Registro Acadêmico (DRA), Célio Luiz da Silva, capacitou uma equipe da Universidade formada por técnicos administrativos e professores – incluindo reitor e vice-reitor – a esclarecerem questionamentos que possam surgir sobre o Sisu. A seguir, uma lista de tópicos que devem ser observados pelos candidatos:

Duas opções de curso

O candidato cadastrado no Sisu poderá escolher dois cursos – primeira e segunda opção. As opções poderão ser alteradas somente durante os três dias de inscrição (16 a 18), depois disso, ficam valendo, durante todo o processo seletivo, os dois últimos cursos indicados pelo concorrente.

O diretor da DRA da UEMS explica que, se o candidato for convocado no curso escolhido como primeira opção (opção mandatária), ele fica automaticamente excluído da concorrência pelo curso escolhido como sua segunda opção. Por outro lado, se o candidato for convocado somente na segunda opção, ele continua habilitado a concorrer às próximas chamadas no curso escolhido como sua opção mandatária. Diante disso, é importante que haja muita atenção no momento de escolher as opções de cursos, pois serão determinantes durante o processo seletivo.

Cotas

No momento da inscrição no Sisu, os candidatos terão a opção de se cadastrarem tanto nas vagas gerais, de ampla concorrência, quanto nas vagas de ações afirmativas, que são as reservadas para cotistas. Na UEMS a reserva é de 10% das vagas para indígenas e de 20% para negros.

Os que optarem pelos cursos da UEMS, na condição de cotistas, terão que comprovar seu enquadramento na política de ações afirmativas da Universidade. Os inscritos indígenas deverão apresentar um documento oficial expedido pela Funai que comprove sua etnia; já os negros passarão por uma banca que será responsável por validar ou não a cota.

Caso o candidato, convocado, não comprove as condições que o habilitaria a concorrer à vaga como cotista, ele será excluído de todo o processo seletivo ficando, inclusive, impedido de concorrer às vagas de ampla concorrência. “Se isso acontecer, a pessoa só poderá voltar a concorrer no ano que vem”, explica Gilberto Arruda.

Cronograma

Durante a capacitação de técnicos e professores da UEMS para tratarem das questões que envolvem o Sisu, o foco ficou por conta da apresentação detalhada do cronograma do processo seletivo que contará com três chamadas e um período para declaração de interesse, dos candidatos que ficarem em lista de espera. De acordo com o diretor da DRA da Universidade, é necessária muita atenção nas datas estipuladas pelo MEC para que os candidatos não percam a chance de ingressar no ensino superior em 2011.

Confira abaixo as datas do Sisu, com cada etapa comentada pelo chefe da DRA da UEMS, Célio Luiz:

- Etapa única de inscrições: 16 a 18 de janeiro

Se o candidato não se inscrever nessas datas, não haverá mais nenhuma oportunidade de ingresso ao longo do processo. Nós aconselhamos aos candidatos que se cadastrem no Sisu logo no primeiro dia (16), pois, assim, eles poderão acompanhar a concorrência para os cursos em que se inscreveram e, caso estejam muito distantes da pontuação necessária, poderão mudar suas opções de curso aumentando a possibilidade de ingressarem na universidade. Esse sistema vai facilitar muito a entrada dos alunos, mas é preciso atenção!

- Resultado da 1ª Chamada: 22 de janeiro (Matrículas de 25 a 27 de janeiro)

Caso tenha conseguido a pontuação necessária para entrar no curso em que se inscreveu, o aluno deverá realizar a inscrição na própria universidade. A UEMS vai funcionar até as 18 horas atendendo aos que vieram fazer a matrícula. É necessário lembrar que, se o candidato convocado não fizer a matrícula, ele libera a vaga para os candidatos que estão em espera, não podendo mais, nas etapas seguintes, recuperar a vaga.

O candidato que não tiver sido aprovado na 1ª chamada deve continuar atento ao Sisu e conferir as duas próximas chamadas.

- Resultado da 2ª Chamada: 1º de fevereiro (Matrículas em 3 e 4 de fevereiro)

As mesmas observações valem para essa chamada. Atenção para o período de matrícula, que será apenas de dois dias.

- Resultado da 3ª Chamada: 10 de fevereiro (Matrículas em 11 e 14 de fevereiro)

Esta é a última etapa em que o ingresso do candidato na Universidade depende da intermediação do Sisu. Para garantir a vaga, é necessário que os convocados realizem, presencialmente, as matrículas.

- Declaração de Interesse para concorrer à lista de espera: de 11 a 15 de fevereiro

O candidato que não tiver sido convocado em nenhuma das três chamadas anteriores ainda terá chances de entrar na Universidade, mas, para isso, será necessário que ele declare seu interesse no Sisu, pela internet, no período indicado. Nessa etapa, o candidato declara que continua interessado em concorrer à vaga no curso desejado, caso novas vagas venham a surgir futuramente. As universidades poderão realizar quantas chamadas adicionais quanto forem necessárias para preencher satisfatoriamente seus cursos de graduação.



 

Campo grande

Auxílio-alimentação de servidor da saúde cai de R$ 600 para R$ 200 em 2 anos

Diferença seria um remanejamento do valor do auxílio-alimentação para o salário-base

21/09/2026 12h15

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena GERSON OLIVEIRA

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Valor do auxílio-alimentação será alterado na Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

A mudança vale para os servidores públicos municipais de cargo efetivo da Carreira dos Profissionais em Serviços de Saúde de Nível Superior – que inclui psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, entre outros.

Os valores cairão de R$ 600 para R$ 200, em forma escalonada:

  • R$ 600 – atualmente
  • R$ 400 – a partir de novembro de 2026
  • R$ 200 – a partir de novembro de 2027

Com isso, o valor cairá R$ 200 neste ano e mais R$ 200 no ano que vem.

O decreto foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta segunda-feira (21) e assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP) e pela secretária municipal de Administração e Inovação, Andrea Alves.

Confira o trecho redigido na íntegra:

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Vale ressaltar que, no ano passado, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 1.005/25, que prevê acréscimo ao salário-base dos profissionais citados. O pagamento deve ocorrer em forma escalonada até 2028.

Com isso, o pagamento ocorrerá nos seguintes meses, até somar R$ 750:

  • R$ 150 em novembro de 2025;
  • R$ 200 em novembro de 2026;
  • R$ 200 em novembro de 2027;
  • R$ 200 em abril de 2028.

Portanto, o montante seria um remanejamento do valor do auxílio-alimentação para o salário-base.

NEGLIGÊNCIA HOSPITALAR

Justiça condena hospital a pagar R$ 15 mil por negligência em pós-operatório

Paciente ficou quase cinco horas deitada na própria urina por equipe de enfermagem não trocar sonda vesical que estava com vazamento

21/09/2026 12h00

Divulgação TJMS

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Após 12 anos de caso, Justiça condena hospital particular de Campo Grande por negligenciar pós-operatório de paciente e deve pagar indenização à vítima no valor de R$ 15 mil por danos morais. A sentença da 3ª Vara Cível da capital foi proferida na última quarta-feira e caso é de agosto de 2014.

Segundo os documentos da carta de sentença, a mulher realizou três procedimentos cirúrgicos estéticos no dia 13 de agosto de 2014 e no pós-operatório, quando levada para a sala de recuperação não teria recebido os devidos cuidados.

Conforme a descrição do caso pelo juiz Juliano Rodrigues Valentim, os procedimentos foram realizados com sucesso, e assim que transferida para o quarto, a paciente notou o início de um vazamento de urina e que devido a isso, sua cama estaria molhando cada vez mais.

Ao solicitar a troca da sonda vesical para a equipe de enfermagem, tanto a paciente, quanto sua família que a acompanhava ficaram sem respostas por horas e a situação permaneceu a mesma.

De acordo com a documentação, uma técnica constatou a falha no dreno e tentou realizar a troca, mas foi impedida pela falta de autorização da chefe de enfermagem responsável no setor.

A situação foi resolvida após cerca de quatro horas e meia, quando o líquido atingia a região do pescoço e mantinha um forte odor por todo o ambiente, sem que a paciente conseguisse se locomever devido ao porte das cirurgias.

Além disso, com a demora, a urina atingiu a malha cirúrgica utilizada no procedimento, que após as quatro horas e meia foi trocada de forma antecipada ao que deveria ocorrer em uma operação comum.

A paciente relatou passar por um procedimento doloroso no momento de troca da malha cirúrgica, pois foi necessário se locomover antes do período previsto, e mais do que seria necessário se apenas trocassem a sonda vesical imediatamente antes da cama ficar encharcada de urina.

Em defesa, o hospital relatou que não houve nenhuma falha no sistema operacional da equipe, pois o caso da paciente "não apresentava complexidade ou urgência que justificasse prioridade imediata sobre casos de maior risco", bem como que a presença de liquídos no período pós-operatório é normal.

Ainda foi defendido que a demora ocorreu por ser solictada no período noturno e envolveria custos e aprovações técnicas, considerado pelo hospital "completamente razoável".

A defesa também utilizou de prontuários médicos que não apresentavam registro de falha da equipe. Sem de ocorrência estranha ou inadequada que gerasse preocupação.

O hospital sustentou que a colocação da sonda seria responsabilidade do médico cirurgião e se houve alguma negligência teria partido do profissional.

Segundo a decisão do juiz, o relatório da cirurgia apresentado pelo médico aponta justamente que a negligência ocorreu por parte do hospital, uma vez que o procedimento ocorreu com sucesso, e após a entrada no período pós-operatório, a paciente teve complicações que deveriam ser amparadas pela equipe de enfermagem responsável.

O magistrado elencou o caso na sentença como falha assitencial, pois quando notado o vazamento é necessária intervenção imediata, para evitar complicações e sofrimentos desnecessários ao paciente.

E neste caso, seria evitado o sofrimento e constrangimento, além dos momentos dolorosos e preocupação de infecção devido ao contato com a urina.

A paciente registrou que a situação gerou sofrimento físico e psicológico diante da humilhação e angústia vivenciadas durante o período de internação e recuperação.

Em decisão foi destacado que não se trata de uma intercorrência comum de pós-operatório e que houve omissão da equipe, pois protocolos internos e classificação de risco não afastam o dever de prestar cuidados básicos e contínuos ao paciente.

Ao proferir a sentença, o juiz considerou o sentimento da vítima destacando que ela passou por "quadro de intenso constrangimento, dor e abalo psicológico", determinando assim a multa de 50 salários mínimos por danos morais, equivalente a cerca de R$ 15 mil.

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