Sexta, 24 de Novembro de 2017

“TV gato” não tem data para voltar a funcionar

28 JUN 2010Por 06h:17
Há, pelo menos, três semanas, os usuários dos aparelhos de recepção de canais de televisão via satélite — que ficaram conhecidos como “TV gato” — estão sem receber o sinal dos canais em casa. A interrupção já havia sido anunciada em novembro do ano passado, porém, somente agora efetivamente ocorreu. Isso porque a Telefônica, empresa da qual o sinal gerado estava sendo “desviado”, trocou o sistema de codificação das transmissões impedindo que os aparelhos alternativos as capturem.
Os receptores, comprados em lojas da fronteira e pela internet, custam, em média, R$600, já com antena e cabos necessários para a instalação.  Quem procura por esse sistema de entretenimento encontra diversas marcas. São pelo menos oito delas, como MaxFly, a mais conhecida no Estado; AzBox; EVO XL; AzAmerica; ViewSat; UltraLite; Prosat; Probox; Lexuzbox e Viewmax. Eles tornaram-se popular devido ao baixo custo, em comparação com as mensalidades cobradas pelas empresas que oferecem o serviço de TV por assinatura. Ano passado, num encontro de empresas do setor,  Dourados foi apontada como uma das cidades brasileiras com maior presença dos receptores alternativos.

Interrupção
A assessoria de imprensa da Telefônica, que opera as gerações de imagem e som via satélite interceptadas pelos receptores, informou que a operadora “concluiu a troca de cartões dos assinantes da Telefônica TV Digital, eliminando a possibilidade de recepção indevida de sinal”. Além disso, a empresa também mudou o sistema de codificação do sinal, tornando-o incompatível com o sistema dos receptores “piratas”.
A Telefônica esclareceu que precisou fazer investimentos em novo sistema de criptografia (bloqueio do sinal), na compra de cartões e na comunicação com clientes, para que eles não fossem prejudicados.

Funcionamento
No sistema de TV por assinatura, o sinal com todos os canais é enviado via satélite e captado pela antena instalada na casa do consumidor. Esse sinal sai da operadora codificado, ou seja, um sistema não permite a recepção direta.
A função do decodificador é transformar esse sinal, utilizando uma “chave de segurança”, para que ele gere imagem e som no aparelho de televisão. Para isso, normalmente contrata-se uma operadora, como, por exemplo, a Sky, que oferece um aparelho decodificado dotado de um sistema para transformar o sinal em imagem e som — ou seja, decodificá-lo. Mas com os aparelhos “piratas”, a recepção do sinal acontece sem o pagamento da manutenção mensal. Isso porque os decodificadores “alternativos” usam a mesma tecnologia de recepção presente nos oferecidos pelas operadoras. (BG)

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