Quarta, 22 de Novembro de 2017

Tudo novo no Vovó Miloca

21 MAR 2010Por 04h:49
Três quartos, sala e cozinha amplas e um quintal bem grande. Assim é a nova sede do Centro de Apoio e Orientação à Criança Lar Vovó Miloca, entidade sem fins lucrativos que atende crianças vítimas de abandono familiar, violência física e sexual. A casa precisou ser reconstruída depois que, em 2008, forte chuva alagou e abalou a estrutura do imóvel. Ontem pela manhã, crianças, funcionários e voluntários inauguraram o novo lar. “É o melhor presente que eu já ganhei em toda a minha vida. E olha que eu já tenho 10 anos”, disse, empolgada, uma das meninas que moram no Vovó Miloca, no momento em que conheceu o novo quarto. A garota e três irmãos foram abandonados pelo pai, que arrumou emprego em outro estado e os deixou morando com uma vizinha. Na época, por determinação da Justiça, os quatro irmãos foram para a casa-abrigo, onde, desde 2008, aguardam decisão do juiz para saber se voltam para a família de origem ou se ganham novo lar. Assim como esta criança – que disse ao Correio do Estado estar “muito feliz” em mudar para uma casa “tão bonita” – o Lar Vovó Miloca abriga, hoje, outros 15 meninos e meninas com idade entre 2 e 10 anos. E, para a diretora da entidade, a professora Josefa de Andrade Arruda, 61 anos, “a maior gratificação de quem cuida dessas crianças é ver o sorriso no rosto delas, como vimos quando entraram na casa nova”. Alegria e emoção é o que disseram ter sentido os funcionários e voluntários, que trabalharam nove meses para erguer o novo Lar Vovó Miloca. “A gente fica muito feliz de poder dar a elas um lugar aconchegante”, descreveu o professor Juliano Rodrigues, 34 anos. Parceiros A antiga sede era de madeira e já corria risco de desabar quando foi atingida por uma enchente, que comprometeu definitivamente sua estrutura. Segundo Josefa, a reforma custou R$ 89 mil e contou com a ajuda de muitos parceiros. “A gente batalhou por esse dinheiro, mas o que não podíamos era deixar as crianças vivendo em um lugar que alagava sempre que chovia”. A diretora da casa-abrigo contou, ainda, que ela e voluntários levaram seis meses angariando fundos para iniciar a construção da nova sede. “Fizemos inúmeros eventos beneficentes e, quando viram que nosso trabalho era sério, passamos a receber doações de empresários muito conhecidos da Capital. Hoje, estamos aqui inaugurando o lar que vai ajudar muitas crianças ainda”.

Leia Também