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TSE barra das eleições candidatos que tiveram contas rejeitadas

TSE barra das eleições candidatos que tiveram contas rejeitadas

DA REDAÇÃO COM TSE

02/03/2012 - 00h01
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“O candidato que foi negligente e não observou os ditames legais não pode ter o mesmo tratamento daquele zeloso que cumpriu com seus deveres. Assim, a aprovação das contas não pode ter a mesma conseqüência da desaprovação”, disse Nancy Andrighi ao reafirmar que quem teve contas rejeitadas não está quite com a Justiça Eleitoral.

Ela destacou ainda que existem mais de 21 mil candidatos que tiveram contas reprovadas e que se encaixam nessa situação.

Por essas razões, a ministra sugeriu a inclusão de um dispositivo na resolução para se adequar ao novo entendimento. O dispositivo a ser incluído já estava previsto na Resolução 22.715/2008 (artigo 41, parágrafo 3º) e prevê que “a decisão que desaprovar as contas de candidato implicará o impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral”.

Na versão anterior, esse dispositivo previa que o candidato ficaria impedido de receber tal quitação durante todo o curso do mandato ao qual concorreu. Mas a maioria dos ministros decidiu não estabelecer o tempo do impedimento, que será analisado caso a caso.

Nesse sentido formaram a maioria as ministras Nancy Andrighi, Carmen Lúcia, juntamente com o ministro Marco Aurélio e o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski.

Artigo 54

Outra alteração inserida na resolução foi proposta pelo ministro Marco Aurélio em relação ao artigo 54. A redação deste artigo, que antes previa que nenhum candidato poderia ser diplomado até que suas contas fossem julgadas, agora será idêntica ao artigo 29, parágrafo 2º, da Lei 9.504/97.

O dispositivo prevê que “a inobservância do prazo para encaminhamento das prestações de contas impede a diplomação dos eleitos, enquanto perdurar”.

Essa alteração foi aprovada pela maioria formada pelos ministros Marco Aurélio, Marcelo Ribeiro, Carmen Lúcia, Nancy Andrighi e Ricardo Lewandowski.

A alteração foi necessária para que os candidatos não sejam prejudicados pela possibilidade de as contas não serem analisadas antes da diplomação, o que é de responsabilidade dos tribunais e não dos candidatos.

Regras

Entre as demais regras estabelecidas na resolução, está a exigência de requerimento do registro de candidatura ou do comitê financeiro para o início da arrecadação de recursos. Além disso, é necessário ter CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e conta bancária especificamente destinada a registrar a movimentação financeira de campanha.

A resolução também prevê as punições que serão aplicadas no caso de os gastos com a campanha extrapolarem os limites estabelecidos previamente pelo partido de cada candidato. De acordo com o parágrafo 5º do artigo 3º da resolução, o gasto além do limite ficará sujeito ao pagamento de multa no valor de cinco a dez vezes a quantia em excesso, valor que deverá ser recolhido no prazo de cinco dias úteis. O candidato que gastar em excesso também poderá responder por abuso de poder econômico.

Comitê financeiro

A resolução ainda determina que cada partido político deverá constituir comitês financeiros com a finalidade de arrecadar recursos e aplicá-los nas campanhas eleitorais. O prazo para a constituição desses comitês é de 10 dias úteis após a escolha de seus candidatos em convenção partidária. E, depois de constituídos, os comitês deverão ser registrados dentro de cinco dias perante o Juízo Eleitoral responsável pelo registro dos candidatos.

Doações

A norma aprovada especifica ainda as regras para as doações, inclusive pela internet, feitas por pessoas físicas e jurídicas. As doações podem ser feitas por meio de cheques cruzados e nominais, transferência bancária, boleto de cobrança com registro ou cartão de crédito ou cartão de débito. Caso as doações sejam feitas em depósitos em espécie, deve estar devidamente identificado com o CPF/CNPJ do doador.

Datas

As datas definidas para a prestação de contas de campanha estão previstas no capítulo II da resolução. Nos municípios em que houver apenas primeiro turno, os candidatos, partidos e comitês financeiros deverão enviar até o dia 6 de novembro de 2012 a prestação com a movimentação financeira referente ao primeiro turno.

Aqueles que concorrerem ao segundo turno deverão apresentar as contas referentes aos dois turnos até o dia 27 de novembro de 2012.

 

Articulação

Soraya Thronicke assume presidência do PSB em MS

Parlamentar deixa o Podemos e se filia à sigla para disputar a reeleição ao Senado

07/04/2026 17h24

Imagem Divulgação

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Após anunciar que ficaria no Podemos, a senadora Soraya Thronicke não apenas deixou a sigla para se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), como também assumiu o diretório do partido em Mato Grosso do Sul.

A senadora esperou até o último dia da janela partidária, nesta sexta-feira (3), para se filiar ao PSB e assumir o comando do partido pelo qual irá disputar a reeleição ao Senado Federal.

Entre as principais missões está conduzir o partido no Estado durante o ciclo eleitoral, com foco na ampliação da representatividade nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado.

Como acompanhou o Correio do Estado, o futuro político da senadora foi selado durante reunião, no dia 2 de fevereiro, em que recebeu o deputado federal Vander Loubet, que também é presidente estadual do PT e pré-candidato ao Senado, e o ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato ao governo pela legenda, para alinhar a troca de partido.

Mudança de rumo

No dia 30 de março, a senadora chegou a emitir nota, por meio da assessoria, informando que permaneceria no Podemos, onde estava filiada desde 2023.

Entretanto, em nova reunião nesta terça-feira (7), com a cúpula nacional do partido, ela informou que a nova etapa representa alinhamento político, fortalecimento da democracia e de suas pautas.

“O PSB é uma frente democrática que faz mais sentido para mim e para as pautas que defendo, principalmente as sociais e econômicas. Estou confiante de que faremos um ótimo trabalho para eleger deputados estaduais e federais, além de fortalecer ainda mais o partido em todo o Brasil. Em Mato Grosso do Sul, assumo esse compromisso com a sigla e com meus colegas da política. Vamos trabalhar com seriedade, responsabilidade e foco na construção de um projeto para o país, sempre visando o bem da população”, afirmou.

A expectativa é que ela busque o retorno ao Senado no pleito de outubro, formando “dobradinha” com o deputado federal Vander Loubet (PT).

Reviravolta

Nas eleições de 2018, Soraya foi eleita senadora por Mato Grosso do Sul, pelo PSL, com 373.712 votos, em meio à chamada “onda Bolsonaro” na política.

Com o tempo no Senado, ocorreu um afastamento gradual do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A participação ativa na CPI da Covid, entre abril e novembro de 2021, afastou de vez Soraya da extrema direita e a levou à disputa pela Presidência da República.

Em 2022, a senadora sul-mato-grossense disputou a Presidência da República pelo União Brasil, recebeu cerca de 600 mil votos e ficou em 5º lugar. Durante os debates, protagonizou episódios que repercutiram nas redes sociais.

Entre os mais conhecidos estão a resposta ao ex-presidente  “Não cutuque a onça com a sua vara curta”, e os embates com o “candidato padre”, que, à época, movimentaram o X (antigo Twitter).
 

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Visitante Ilustre

Mesmo com guerra entre direita e esquerda, Flávio Bolsonaro vai receber homenagem da Alems

O pré-candidato às eleições presidenciais também vai receber o título pela Câmara Municipal de Campo Grande durante visita à cidade nesta semana

07/04/2026 15h15

Flávio Bolsonaro estará em Campo Grande nesta semana

Flávio Bolsonaro estará em Campo Grande nesta semana Andressa Anholete/Agência Senado

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) votou nesta quarta-feira (7) a aprovação do título de “Visitante Ilustre” ao pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro.

O projeto foi proposto pelo deputado Coronel David (PL/MS) pela “relevante atuação do parlamentar no Congresso Nacional em prol do pacto federativo e do desenvolvimento regional”. 

O senador receberá o título durante sua passagem por Campo Grande, marcada para acontecer nesta semana, durante a abertura da Expogrande, no dia 9 de abril. 

A votação aconteceu em meio a brigas entre parlamentares da direita e da esquerda. O deputado Pedro Kemp (PT) disse que seria um “grande constrangimento” a aprovação da moção devido ao currículo do Senador. 

“O pretenso candidato à república é conhecido como Flávio Rachadinha devido a um esquema de desvio de recursos de funcionários do seu gabinete quando era deputado estadual. É um processo que deveria resultar em sua condenação por improbidade administrativa e na sua inelegibilidade. Um deputado que afana o salário dos seus servidores não tem qualquer qualificação para disputar um cargo tão importante como esse de Presidente da República e de receber um título de Visitante Ilustre de uma Assembleia Legislativa que tanto nos orgulha”, afirmou em sua defesa. 

Kemp ainda alegou que o filho do ex-presidente Bolsonaro foi denunciado por movimentações financeiras atípicas no valor de R$ 1 milhão, além de fazer referências ao senado federal à Fabrício Queiroz, figura polêmica ligada à família Bolsonaro.

Flávio também estaria envolvido em denúncias do Ministério Público Federal por omissão de declaração de bens e suspeita de lavagem de dinheiro. 

Na sequência, o deputado João Henrique Catan afirmou que as justificativas do PT são incongruentes, já que a figura “mor” do partido foi condenada em diferentes instâncias por “roubar a nação”. 

“A Presidente Dilma ganhou a eleição e sequer veio a Mato Grosso do Sul pedir os votos, se transformando em ‘persona non grata’. É interessante ver a defesa do PT com relação a algum tipo de processo que existiu e foi encerrado quando tivemos processos apontando o mensalão, petrolão e condenações em 3 instâncias, e o judiciário afirmar que “o Presidente Lula roubou a nossa nação”. 

O autor do projeto, Coronel David, afirmou que não existe nenhuma razão ou justificativa para que a Alems não concedesse o título a Flávio Bolsonaro. 

“Não há nenhum inquérito ou condenação, e mais uma vez, o PT faz aquilo que melhor faz, insistir em ladainha e mentira, e esquecendo que o ídolo ‘mor’ de vocês é um ex-condenado”. 

Para o deputado Zeca do PT (PT/MS), o projeto e os votos da direita vieram de ordem do ex-governador do Estado, Reinaldo Azambuja, presidente do PL, partido de Bolsonaro. 

“Lamento o grau de subserviência de uma casa que deveria ser absolutamente independente às decisões do governador. É claro que o ex-governador Reinaldo Azambuja mandou a tropa votar, eu sei que nós vamos perder, mas vamos resistir”. 

Em justificativa ao voto positivo, a deputada Mara Caseiro, recém filiada ao PL, disse que a homenagem é justa e que Flávio Bolsonaro é um homem “de diálogo, que prega união”. 

“Acredito que é uma medida justa de gratidão a esse homem que tem feito um grande trabalho como senador da república, um homem jovem que tem bons projetos, boas ideias e que vai ser o futuro do nosso Brasil”. 

O projeto foi aprovado com 12 votos a favor e 3 votos contrários. 

Na Câmara

Flávio também receberá a homenagem vindo da Câmara de Vereadores de Campo Grande. A Casa Municipal aprovou o Projeto, de autoria do vereador Rafael Tavares (PL/MS), após a votação da maioria da bancada, com votos contrários apenas dos vereadores do PT. 

De acordo com a proposta, a homenagem e reconhecimento ao senador é concedida “em razão da relevância política e institucional”. 

“Campo Grande sempre recebe muito bem lideranças que representam valores e ideias. O senador Flávio Bolsonaro, nosso pré-candidato, terá um papel relevante no cenário nacional em outubro. Tenho certeza que será bem recebido pelos campo-grandenses”, afirmou Tavares. 

As últimas autoridades a receberem o título foram a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante passagem por Campo Grande na abertura da COP15.

A proposta foi dos vereadores Landmark e Jean Ferreira, ambos do PT e causou divergências na Câmara, tendo quatro votos contrários, dos vereadores André Salineiro (PL), Ana Portela (PL), Herculano Borges (Republicanos) e Rafael Tavares (PL).

Na época, inclusive, Ana Portela chegou a debochar da visita do Presidente à cidade durante a plenária, dizendo para a população “ficar de olho nas ruas porque vai ter um bandido na cidade”. 

Mesmo com os contrários, a homenagem foi aprovada pela maioria dos vereadores da Câmara. 
 

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