Segunda, 20 de Novembro de 2017

Três paraguaios são executados a tiros e queimados na fronteira

27 FEV 2010Por 05h:08
Os paraguaios Ramón Aníbal Román, Derlis Hensch Campelo e Arsênio Aguilera foram assassinados e tiveram seus corpos queimados. Suspeita-se de uma execução promovida pelo narcotráfico por vingança. Um caminhoneiro que passava pela Ruta V, rodovia que liga Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia situada na fronteira com Ponta Porã, a Assunção, deparouse com a cena macabra na noite de quinta-feira, uma fogueira feita com três corpos humanos. O motorista imediatamente acionou a Polícia Nacional, que chegou ao local e viu os cadáveres ainda em chamas. Segundo as informações do setor de relações públicas da Polícia Nacional, Ramón Aníbal Román, de 43 anos, proprietário de uma oficina de funilaria e pintura no Bairro Luz Bella; seu ajudante Derlis Hensch Campelo, de 19 anos; e Arsênio Aguilera foram amarrados, torturados, baleados na cabeça e depois tiveram os corpos incinerados nas margens da principal rodovia no lado paraguaio da fronteira. A esposa de Ramón Aníba l procurou fami l iares por volta das 22h30min de quinta-feira para saber se eles tinham informações do marido. Ela disse que, por volta das 15h, dois homens tinham procurado por ele para fazer um suposto serviço fora da oficina. O funileiro e o ajudante saíram e não retornaram mais. Ainda durante a madrugada de ontem, os corpos foram reconhecidos no necrotério do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero. A Polícia Nacional informou que, ao serem localizados, os três estavam com pés e mãos atados com fitas adesivas e apresentavam perfurações de arma de fogo na cabeça. Não está descartada a hipótese de eles terem sido queimados quando ainda agonizavam. Os três teriam sido executados por traficantes. A polícia suspeita que o funileiro preparava compartimentos falsos em veículos para fazer o transporte de drogas, principalmente de cocaína. A lguns traficantes teriam desconfiado de que apreensões feitas pela polícia nos últimos meses na região de fronteira dos dois países aconteceram com informações que só poderiam ser prestadas pelo funileiro ou pelos seus ajudantes e por isso estavam marcados para morrer.

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