Quinta, 23 de Novembro de 2017

Três de cada 4 ações são de Serra contra Dilma

1 SET 2010Por 06h:09
brasília

A coligação “O Brasil Pode Mais”, do candidato à Presidência José Serra (PSDB), lidera com folga as representações movidas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por propaganda irregular no horário eleitoral da TV.
Das 80 ações propostas no tribunal desde o início da exibição (em 17 de agosto) até a última sexta-feira (27), 60 (75%) são do tucano contra a candidata do PT, Dilma Rousseff. Todas pedem desconto no tempo de Dilma por suposta “invasão” da petista em programas de outros candidatos de sua coligação, “Para o Brasil Seguir Mudando”, principalmente nos Estados.
Boa parte dessas representações contesta propagandas em Santa Catarina, onde a candidata do PT ao governo, a senadora Ideli Salvatti, também elogia Dilma.
A lei não proíbe que candidatos a deputado, governador ou senador associem sua imagem a de algum presidenciável da mesma coligação nacional. Mas para o coordenador jurídico da campanha de Serra, o advogado Ricardo Penteado, as propagandas questionadas vão além, ao promoverem a candidatura de Dilma, em vez da do próprio candidato. Isso, diz, distorce a distribuição do tempo.
A suposta “invasão” é negada pela campanha de Dilma. O advogado da petista Márcio Silva argumenta que o apoio à candidata nas propagandas regionais parte dos próprios candidatos, de forma “espontânea”.
O TSE ainda não julgou nenhuma dessas representações por suposta invasão dos programas. Seguindo recomendação do Ministério Público Eleitoral, os ministros decidiram antes ouvir as coligações regionais para saber se houve ou não pressão da campanha nacional para incluir Dilma nos programas.
As decisões devem ocorrer ainda nesta semana. Caso favoreçam Serra, a propaganda de Dilma terá um desconto de tempo equivalente ao usado para elogios no programa dos aliados.
Do lado oposto, os advogados da campanha de Dilma levaram ao tribunal 17 representações por supostas irregularidades na propaganda de TV, todas contra Serra. A maioria, 12, acusava o tucano de usar jingles que seriam “ofensivos” à petista.

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