Cidades

Tês Lagoas

Três carregamentos de madeira são apreendidos pela PRF na BR-262

Três carregamentos de madeira são apreendidos pela PRF na BR-262

RÁDIO CAÇULA

13/01/2012 - 14h25
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A PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Três Lagoas apreendeu três carregamentos de madeira, ontem (12), no km 21 da BR 262.

Em um veículo Scânia, com placas de Maringá (PR), conduzido por um homem de 32 anos, foram apreendidos 36,5m³ de madeira cerrada Cambará sem nota fiscal e Documento de Origem Florestal. A madeira saiu de Feliz Natal (MT) e tinha como destino a cidade de Porecatu (PR).

Foram apreendidos também 35,7m³ de madeira Cambará no veículo Volvo, com placa de Maringá (PR) e semirreboques de Presidente Prudente (SP). O condutor do veículo, um homem de 34 anos, saiu de Cláudia (MT) e tinha como destino Centenário do Sul (MT).

A terceira apreensão foi a de um carregamento de 41m³ de madeira serrada Cambará que estava sendo transportada no veículo MB AXOR, placa de Maringá (PR) e semirreboques Noma, com placas de Maringá (PR).

Nesse caso, o condutor do veículo, um homem de 42 anos, apresentou documentação, nota fiscal e DOF (Documento de Origem Florestal) com sinais de inautenticidade e transitando fora de rota se fosse considerado o DOF apresentado. A carga saiu de Vera (MT) e tinha como destino a cidade de Americana (SP).

As ocorrências foram encaminhadas à Polícia Federal local.  

Abuso Sexual

PF mira suspeito de armazenar conteúdo de abuso infantil em MS

Investigação identificou imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes em dispositivos eletrônicos; operação cumpriu mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (10)

10/06/2026 15h57

Foto: Policia Federal

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Escudo de São Miguel IV em Três Lagoas, município localizado na região leste de Mato Grosso do Sul.

A ação tem como objetivo combater crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes praticados no ambiente virtual e íntegra uma mobilização nacional de enfrentamento à exploração sexual infantojuvenil na internet.

Durante a operação, os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão expedido pelo Juízo de Garantias da 3ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Campo Grande.

A medida foi autorizada após investigações apontarem que um suspeito estaria armazenando e disponibilizando imagens e vídeos de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes em dispositivos eletrônicos.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início a partir da identificação de atividades suspeitas relacionadas à circulação de conteúdos ilícitos na internet.

Com o avanço das apurações, os agentes reuniram elementos que justificaram a solicitação da medida judicial para aprofundar a coleta de provas e identificar possíveis vítimas e envolvidos.

Os equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação serão submetidos à perícia técnica especializada. A análise do material poderá auxiliar na identificação da extensão dos crimes investigados, bem como na eventual responsabilização de outras pessoas que possam ter participado das práticas criminosas.

A Operação Escudo de São Miguel faz parte de uma série de ações coordenadas pela Polícia Federal em todo o país para combater a exploração sexual infantojuvenil no ambiente digital.

O nome da operação faz referência a São Miguel Arcanjo, símbolo de proteção e combate ao mal, reforçando a proposta de defesa das crianças e adolescentes contra crimes praticados pela internet.

Terminologia adotada

A Polícia Federal destaca que, embora a expressão “pornografia infantil” ainda esteja prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), organismos internacionais e especialistas têm adotado preferencialmente os termos “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”.

A mudança busca evidenciar a gravidade dos crimes e evitar interpretações que possam minimizar a violência sofrida pelas vítimas, reforçando que se trata de registros de abuso e exploração sexual.

Alerta aos pais e responsáveis

Diante do aumento dos crimes praticados no ambiente digital, a Polícia Federal reforça a importância do acompanhamento das atividades online de crianças e adolescentes.

Especialistas recomendam que pais e responsáveis mantenham diálogo constante sobre segurança na internet, acompanhem o uso de redes sociais, jogos e aplicativos de mensagens e orientem os jovens a comunicar imediatamente qualquer contato suspeito, tentativa de aliciamento ou compartilhamento de conteúdo inadequado.

A prevenção e a informação continuam sendo ferramentas fundamentais para proteger crianças e adolescentes dos riscos existentes no ambiente virtual.

Cidades

Comissão da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

A redação em análise, além de reduzir a maioridade penal, reduz a obrigatoriedade do voto e a idade mínima exigida para poder exercer cargos públicos

10/06/2026 15h33

Foto: Câmara dos Deputados

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O placar foi de 44 votos a favor e 18 contra.

A PEC irá agora para uma comissão especial. Já há um acordo entre os deputados para alterar a redação e retirar os trechos relativos à obrigatoriedade do voto e da alteração da idade mínima exigida para candidatura a cargos políticos.

A redação em análise, além de reduzir a maioridade penal, reduz a obrigatoriedade do voto e a idade mínima exigida para poder exercer cargos públicos. O texto permite que um cidadão pudesse ter 16 anos para concorrer a vereador. Hoje, o mínimo é 18. A idade mínima para se candidatar a presidente e senador passaria dos 35 para os 30 anos e de 21 para 18 anos para deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores.

O relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), diz defender que a maioridade seja reduzida no caso de crimes hediondos (como estupro e latrocínio), assim como nos casos de homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Adolescentes de 16 e 17 anos também cumpririam a pena em cela separada a quem tem 18 anos ou mais.

Pessoas a par das tratativas da aprovação da PEC dizem que os deputados Aluisio Mendes (Republicanos-MA) e Mendonça Filho (PL-PE) vão ser, respectivamente, presidente e relator da comissão especial da PEC. Essa foi a mesma dupla que comandou os trabalhos na comissão especial da PEC da Segurança.

"Defendo de forma muito clara e objetiva que a gente possa aprovar essa PEC, avancemos para a comissão especial e possamos oferecer à população o que ela quer: a redução da maioridade penal para 16 anos", disse.

Na comissão, o próprio Mendonça defendeu alterações no texto similares às sugestões apresentadas por Assis e propôs uma adição. "Defendo que a gente possa decidir em referendo popular essa PEC", disse.

A proposta de referendo estava no texto da PEC da Segurança e foi retirada após articulação do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Essa PEC aprovada é de 2015 e de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). A ideia de texto sugerida por Assis vai na mesma linha de quando a Câmara aprovou uma PEC no mesmo ano de 2015 sobre o tema. Essa proposta acabou arquivada no Senado.

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) discursou contra a PEC. "O fortalecimento das trajetórias de adolescentes só ocorrerá pela garantia de direitos, pela expansão de políticas educacionais e pelo fortalecimento do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, e jamais pelo encarceramento de jovens de 16 anos em prisões dominadas pelo crime organizado", afirmou a parlamentar.

Oposicionistas defenderam a redução da maioridade penal. "Queremos apenas o razoável, que é deixar jovens criminosos responderem pelo seu crime", disse Bia Kicis (PL-DF).

O movimento de Leur Lomanto Jr. (União-BA), presidente da CCJ, pautar a PEC que reduz a maioridade penal reflete sinalização já dada pelo presidente da Câmara dos Deputados.

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