Sábado, 25 de Novembro de 2017

TRE recebe mais de 90 impugnações

13 JUL 2010Por 14h:56
LIDIANE KOBER E MARIA MATHEUS

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) recebeu pelo menos 93 pedidos de impugnação de candidaturas. Entre as coligações, A Força do Povo, encabeçada pelo PT, foi a que mais apresentou requerimentos, totalizando 37 solicitações. Porém, o recorde de questionamentos partiu do Ministério Público, com 54 contestações.
Um dos planos do arco de aliança petista é impedir a tentativa de reeleição do deputado Carlos Marun (PMDB) e da eleição do ex-secretário Edson Giroto (PR), candidato a deputado federal. Os dois são homens de confiança do governador André Puccinelli (PMDB). Já na mira da Coligação Amor, Trabalho e Fé, liderada pelo PMDB, está o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que busca vaga de senador.
A iniciativa de tentar impugnar a candidatura de Dagoberto partiu de seus rivais, os deputado estaduais Ary Rigo e Onevan de Matos, que, no ano passado, por causa de divergências políticas, trocaram o PDT pelo PSDB. Os tucanos acionaram a Justiça Eleitoral por considerar Dagoberto ficha-suja, em razão de condenação por improbidade administrativa.
Também corre o risco de conseguir o registro de candidatura o ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci (PT), candidato a deputado estadual. Ele teria deixado de apresentar certidão criminal.
A Coligação A Força do Povo, por sua vez, apresentou 37 pedidos de impugnação contra candidatos rivais. Do total, 23 foram motivados por ausência de documento comprovando desincompatibilização de cargo dentro do prazo legal. Entre eles, figuram Nilene Badeca (secretária estadual de Educação) e os dois suplentes do deputado federal Waldemir Moka (PMDB) na disputa pelo Senado: a primeira-dama de Campo Grande Antonieta Trad (presidente do Instituto Mirim) e o democrata Gino Ferreira (vereador e dirigente do sindicato rural de Dourados).
Marun, que atuou até o início do ano como secretário de Habitação, pode ser impedido de concorrer por condenação em segunda instância por improbidade administrativa. Conforme o advogado do PT, José Valeriano Fontoura, o peemedebista foi condenado em 2006 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por contratar, sem licitação, empresa para construção de casas populares.
Ainda estão na mira da coligação petista pelo menos 12 pedidos de impugnação contra candidatos que tiveram as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou da União (TCU). Na lista, aparecem o ex-deputado estadual Diogo Tita (ex-prefeito de Paranaíba), Ademir Oshiro (ex-diretor da Agência Estadual de Metrologia de MS), Eder Brambilla (ex-prefeito de Corumbá), Edson Giroto (ex-secretário de Obras da prefeitura e do Estado), deputado federal Geraldo Resende (ex-secretário estadual de Saúde), Márcio Monteiro (ex-prefeito de Jardim), Mara Caseiro (ex-prefeita de Eldorado), deputado estadual Júnior Mochi (ex-prefeito de Coxim), deputado estadual Reinaldo Azambuja (ex-prefeito de Maracaju), Simone Tebet (ex-prefeita de Três Lagoas e candidata a vice na chapa de Puccinelli) e do ex-deputado Raul Freixes (ex-prefeito de Aquidauana). Freixes teria também deixado de declarar que é proprietário da Rádio Jovem Pan, além de não se desincompatibilizar de cargo na emissora.
Contra o ex-prefeito de Nova Andradina, Roberto Hashioka (PMDB), candidato a deputado federal, também figura pedido de impugnação por conta da ausência de desincompatibilização e por rejeição de contas.
Dos 54 pedidos de impugnação apresentados pela Procuradoria Regional Eleitoral, duas são contra candidatos quem têm condenações criminais, quatro por rejeição de contas pelo TCE e 48 referem-se a servidores públicos que não comprovaram desincompatibilização. O órgão ainda não divulgou nomes dos candidatos que tiveram pedido de registro contestado.
A Justiça Eleitoral tem até o dia 5 de agosto para julgar e publicar todos os pedidos de registro de candidaturas nos estados. Se o pedido for negado ou houver tentativa de impugnação, o processo sobe para o Tribunal Superior Eleitoral, que tem até 19 de agosto para analisar os casos.
Até o fechamento da edição, o TRE não havia divulgado balanço completo dos pedidos de impugnação.

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