Cidades

BR-163

Traficante abandona uma tonelada de maconha após cair em vala

Traficante abandona uma tonelada de maconha após cair em vala

Gabriel Maymone

07/03/2012 - 16h02
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Um traficante abandonou uma caminhonete Toyota Hillux carregada com 1.392 quilos de maconha após cair na vala de troca de óleo de um posto de combustível, por volta das 3h desta quarta-feira (07), no quilômetro 325 da BR-163, em Rio Brilhante (MS).

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o traficante avistou a fiscalização e entrou no posto para simular abastecimento do veículo. Devido ao nervosismo, o condutor não percebeu a valeta da troca de óleo e ficou entalado.

Ele abandonou o veículo com a carga no local e fugiu. Os funcionários do posto acionaram a PRF, que apreenderam a droga e a encaminharam para a Polícia Civil, que investiga o caso.

Educação

Campeã de gasto com publicidade, UFMS ainda tem sobra de vagas

Relatório do TCU analisou 69 universidades públicas e mostrou que a de Mato Grosso do Sul gastou R$ 4,5 milhões em 5 anos

23/04/2026 08h00

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com relatório divulgado neste mês de abril, apontou que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) já gastou mais de R$ 4,5 milhões em recursos públicos voltados para a publicidade ao longo de cinco anos para divulgar a instituição e suas vagas de cursos.

Mesmo com esses gastos, a universidade pública ainda não consegue garantir que todas as vagas oferecidas sejam preenchidas, o que o órgão fiscalizador avalia como uma problemática a ser enfrentada.

A fiscalização do TCU foi feita para mapear um problema crônico no País, que afeta também o Estado: a falta de ocupação de novas vagas no Ensino Superior. Essa situação passou a ser mais preocupante a partir de 2020 e ainda persiste. 

O Censo da Educação Superior, com dados já consolidados entre 2019 e 2022, mostrou que a ocupação de vagas novas nas universidades federais sofreu uma redução de cerca de 17%. Essa condição prosseguiu até 2024.

Mesmo com os recursos milionários já investidos entre 2019 e 2023, a UFMS ainda não conseguiu garantir a ocupação total de suas vagas.

Contudo, o relatório da auditoria mostra que a UFMS representa ainda um caso melhor na comparação com o cenário nacional. O atual deficit no preenchimento de vagas gira em torno de 8%, abaixo da média do Brasil. 

Para o ingresso deste ano, por exemplo, quando foram ofertadas 9,5 mil vagas para 128 cursos em 10 municípios de Mato Grosso do Sul, ficaram 760 vagas ociosas.

No total, 69 universidades federais foram avaliadas na auditoria para examinar o acesso e o fenômeno da ociosidade (não ocupação) de vagas oferecidas por meio de processos seletivos nos cursos de graduação dessas instituições, com relatoria do ministro Bruno Dantas. 

Além das universidades, a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC) também foram auditadas.
Por conta das condições identificadas, o documento assinado pelos ministros Jorge Oliveira, Walton Alencar Rodrigues, Augusto Nardes, Bruno Dantas, Antonio Anastasia, Marcos Bemquerer Costa e Augusto Sherman Cavalcanti definiu 19 obrigatoriedades a serem seguidas para tentar equalizar as deficiências do ensino público federal, seguindo as premissas da meta 12 (acesso e expansão da Educação Superior), do Plano Nacional de Educação (PNE).

Entre as recomendações e determinações estão a promoção de eventos e fomento de estudos para discussão do processo híbrido de ensino e aprendizagem, alterações no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para incentivar que alunos aprovados possam pleitear vagas de forma menos burocrática tanto em primeira como em segundas chamadas, realizar ações permanentes de divulgação institucional em meios de comunicação, ampliação de ofertas de cursos na modalidade a distância (EaD) e considera a possibilidade de ensino híbrido em casos específicos, além da redução de carga horária e promoção de maior aderência da grade de aulas às necessidades dos estudantes e da sociedade. 

POSIÇÃO DA UFMS

A fiscalização do TCU mostrou que só a UFMS, entre as 69 universidades auditadas, fez um cronograma de gastos com publicidade para promover o ingresso de novos alunos.

UFMS foi a única universidade a investir em publicidade, diz TCU - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado 

“A UFMS é a única universidade federal que realizou alguma campanha de divulgação de forma sistemática nos últimos 4 anos registrada no Sicom. Salienta-se que ocorreu divulgação institucional dos Institutos Federais (R$ 1.195.000,00 em 2023), estando previstos R$ 4 milhões/ano na licitação que estava em andamento em 2024, para a mesma finalidade”, detalhou o relatório.

A instituição também se posicionou e apontou que vem atuando com uma variedade de opções para tentar garantir o ingresso de novos alunos.

“A UFMS tem uma das menores taxas de ociosidade no ingresso do País devido a oferta de diversos processos seletivos como Vestibular, Programa de Avaliação Seriada Seletiva – PASSE, Sistema de Seleção Unificada – SISU, Processo Seletivo de Atletas de alto Rendimento Esportivo, Processo Seletivo Olimpíadas do Conhecimento e Ingresso para pessoas com 60 anos de idade ou mais, além de entradas específicas para portadores de diploma, refugiados e transferência externa”, informou, via assessoria de imprensa. 

As orientações que o TCU indicou para adequação de cursos também já vem sendo tomadas, conforme a universidade. 

“Outra estratégia de sucesso foi a revisão dos projetos pedagógicos dos cursos, reduzindo as cargas horárias e turnos e também a duração dos cursos. A UFMS também oferece auxílios e bolsas que incentivam a permanência e a conclusão dos cursos de graduação”, apontou o relatório. 

Ainda assim, as maiores deficiências de ingressos estão concentradas em cursos que vão formar novos professores. 
“Com uma taxa de 92% de ocupação, a UFMS enfrenta maior desafio nos cursos de licenciatura”, completou.

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Organização

Evento realizado "às pressas" causa transtorno no trânsito

Gravação de DVD realizada em posto de combustível próximo ao Aeroporto de Campo Grande gerou congestionamento na Avenida Duque de Caxias

23/04/2026 08h00

Evento no horário de pico no trânsito causou congestionamento na Avenida Duque de Caxias, em frente ao aeroporto da Capital

Evento no horário de pico no trânsito causou congestionamento na Avenida Duque de Caxias, em frente ao aeroporto da Capital Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A realização do projeto Cê Tá Doido, que trouxe músicos sertanejos para um show de graça e gravação de DVD, causou problemas no trânsito da Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. O evento foi organizado às pressas, já que a definição de onde seria o local da apresentação foi confirmada na manhã de ontem.

O evento, que transformou postos de combustíveis em palco para gravações musicais, contou com apresentações de Ícaro & Gilmar e Humberto & Ronaldo.

O projeto ganhou notoriedade nas redes sociais ao apostar em um formato diferente de show: apresentações gravadas em postos de combustível, com palco em 360° e proximidade com o público, criando um ambiente semelhante a uma confraternização entre amigos. 

A confirmação do endereço do show, no entanto, foi divulgada na manhã de ontem, um posto de combustível na Avenida Duque de Caxias em frente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, a partir das 18h, horário de pico.

Em pronunciamento nas redes sociais, o organizador Rafael Cabral pediu a colaboração do público para evitar transtornos e garantir a segurança. Ele destacou que a escolha de Campo Grande foi feita com carinho, mas reconheceu os desafios logísticos.

Segundo ele, mudanças na estrutura ou no local do evento não são viáveis neste momento, pois poderiam adiar a gravação por até dois meses, em função da agenda dos artistas.

O organizador também ressaltou que houve apoio das autoridades locais desde a apresentação da proposta e afirmou que a equipe trabalha para acomodar o maior número possível de pessoas no espaço do evento.

Ele ainda revelou que participou de uma reunião com autoridades na manhã de ontem, horas antes do show, sem detalhar quais órgãos estiveram presentes.

A reportagem procurou a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para saber como foi realizado o planejamento das interdições, mas, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

TRANSTORNOS

Durante a tarde de ontem a Prefeitura de Campo Grande confirmou interdições parciais na Avenida Duque de Caxias a partir das 15h, horário de pico para motoristas que seguem em direção ao aeroporto.

Perto do horário do show, motoristas sentiram os reflexos das alterações no trânsito. O professor de Educação Física Bruno Silva, de 30 anos, que tinha um voo de Campo Grande para Campinas (SP), relatou atraso no trajeto.

“Demorei cerca de 10 minutos a mais para chegar ao aeroporto. Aparentemente, o caos vai começar a partir de agora”, afirmou por volta das 17h.

O comerciante Fábio Pereira, de 40 anos, disse que já esperava os transtornos.

“Campo Grande não tem estrutura para receber um evento dessa proporção. O horário de pico agrava ainda mais o trânsito em uma via que dá acesso a várias regiões da cidade e também prejudica quem precisa chegar ao aeroporto”, destacou.

Já o administrador Luiz Oliveira afirmou que não tinha conhecimento do evento.

“Nem estava sabendo de show nenhum. Estou voltando para casa e, de repente, esse caos aqui na [Avenida] Duque de Caxias. Se com organização prévia nada funciona nessa cidade, imagina com show marcado em cima da hora”, criticou.

Problemas semelhantes já foram registrados recentemente, como no dia 9, durante o show da banda Guns N’ Roses, que também causou transtornos aos fãs e moradores.

Apesar de gratuito, o evento exigiu cadastro prévio para retirada de ingressos, que se esgotaram rapidamente, cerca de 4 mil entradas foram disponibilizadas. 

PROJETO

Com temática inspirada na Copa do Mundo, o público foi incentivado a comparecer com roupas nas cores do Brasil, com o objetivo de criar uma atmosfera de celebração coletiva durante a gravação do DVD.

A estrutura do evento e a expectativa de grande público ampliam as preocupações com a mobilidade urbana na região. A Avenida Duque de Caxias, importante ligação com a Região da Nova Campo Grande e acesso ao aeroporto, sofreu impactos, especialmente por conta dos estacionamentos irregulares e da presença de ambulantes.

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