Quarta, 22 de Novembro de 2017

Trad volta de mãos vazias de Brasília

5 MAR 2010Por 07h:11
A peregrinação do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad por Brasília, ontem, foi infrutífera. Ele voltou a Campo Grande de mãos vazias, pois não garantiu os R$ 33 milhões pleiteados para recuperar os estragos das chuvas que caíram na Capital nos últimos três meses, principalmente da tromba d’água de sábado. Depois de reuniões com os ministros Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a decisão sobre a liberação do recurso vai depender do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para agilizar a liberação dos recursos, o prefeito declarou “situação de emergência”, nesta semana – após as chuvas intensas do último final de semana –, e com os dados técnicos esteve reunido com o ministro da Integração. Nelsinho mostrou fotos, documentos e projetos de recuperação das áreas afetadas. Depois do encontro, Nelsinho afirmou que “há empenho político para resolver a questão”, explicando que Geddel se comprometeu a liberar o recurso, desde que exista dotação orçamentária. Hoje, o ministro da Integração não tem dinheiro para atender aos municípios afetados por calamidades. No mês passado, houve a liberação de crédito extraordinário por meio da Medida Provisória 480, que garantiu R$ 394 milhões para que o ministério fizesse obras preventivas de desastres, socorro e assistência às pessoas atingidas por desastres ambientais. Medida Provisória Ontem, no período da tarde, o prefeito esteve com o ministro Padilha, ao qual explicou a demanda de Campo Grande. “Há o compromisso de apoio político de Padilha para que o presidente edite nova medida provisória”, disse Nelsinho, destacando que Padilha se mostrou solícito, mas que a decisão dependeria ainda do ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, comandado por Paulo Bernardo – ex-secretário do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos. Entretanto, ontem, Bernardo não estava em Brasília. O prefeito disse que iria se reunir com o secretário-executivo, João Bernardo de Azevedo Bringel, para discutir a questão de Campo Grande. O deputado federal Nelson Trad (PMDB), que acompanhou o prefeito nas reuniões, destacou que a “recepção foi grande”, enfatizando que ficou satisfeito com “certas confissões de amor que ouvi”, referindo-se ao fato de o ministro Padilha ter demonstrado muito carinho por Campo Grande. O senador Delcídio do Amaral (PT), que esteve na reunião com Geddel, afirmou que “precisamos que o ministro Paulo Bernardo abra uma janela orçamentária para garantir os recursos, depende mais do institucional”. Só depois de Paulo Bernardo apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que existe o recurso, o presidente pode editar uma medida provisória que atenderia a Campo Grande. O coordenador da bancada federal, deputado Waldemir Moka (PMDB), afirmou que os deputados federais e senadores estão mobilizados para atender a Campo Grande. Também participaram das reuniões os deputados federais Marçal Filho e Geraldo Resende, do PMDB. Os R$ 33 milhões são necessários para a recuperação das avenidas Nelly Martins (conhecida como Via Parque), Ricardo Brandão, Fernando Corrêa da Costa e Rua Joaquim Murtinho e de uma das cabeceiras do viaduto da Ceará, bem como a construção de mais quatro barreiras de retenção das águas pluviais para reduzir a velocidade das águas que descem da região da Mata do Jacinto.

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