Sexta, 24 de Novembro de 2017

Trabalho do DOF é apresentado para representantes de 11 estados

6 MAI 2010Por 06h:51
Vânya Santos

Representantes de 11 estados brasileiros, que têm fronteira seca com outros países, estiveram ontem em Mato Grosso do Sul para uma visita técnica e para conhecer o trabalho desenvolvido pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF), em Dourados. A partir da experiência do DOF, criado há 23 anos, e do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), que atua em Mato Grosso, será elaborado um manual de procedimento operacional padrão de combate aos crimes praticados nas fronteiras.
O grupo desembarcou em Campo Grande, onde foi recebido pelo secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini. Em seguida, a equipe foi para Dourados, para conhecer o trabalho integrado das polícias Civil, Militar, Federal e Força Nacional, que há dois meses fazem a Operação Sentinela na região.
De acordo com o secretário Jacini, com o interesse da União de investir R$ 60 milhões no reforço do policiamento na região de fronteira de 11 estados, a previsão é de que Mato Grosso do Sul seja beneficiado com a reforma das instalações, na Fazenda Itamarati, em Ponta Porã, que será transformada em unidade avançada do DOF, além da construção de sede do departamento, em Dourados. Jacini contou que será lançado edital de concurso, ainda em 2010, para contratação de novos policiais.
O interesse da Secretaria Nacional de Segurança Pública é de integrar informações entre os 11 estados, que terão conhecimento sobre a forma de atuação das quadrilhas especializadas em crimes na região de fronteira. Além de Mato Grosso do Sul, terão reforço no policiamento Paraná, Rio Grande do Sul, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina.

Helicóptero
Conforme o comandante do DOF, coronel Joel Martins dos Santos, embora não seja prioridade no momento, a União tem recurso disponível para aquisição de um helicóptero para a polícia de fronteira de Mato Grosso do Sul.
Joel Martins explicou que a aeronave facilitaria a atuação da polícia, inclusive no momento de abordar suspeito porque tem condições de pousar em vários locais.

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