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Trabalhadores de usina estão em "missão suicida"

Trabalhadores de usina estão em "missão suicida"

uol

16/03/2011 - 17h20
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Os trabalhadores responsáveis pela refrigeração de quatro dos seis reatores da usina nuclear de Fukushima já estão sendo tratados como heróis pela população japonesa. Os profissionais arriscam suas vidas para reduzir a temperatura dos reatores que foram bastante danificados pelo terremoto e tsunami da última sexta-feira (11).

As equipes de emergência dizem que “não têm medo de morrer”, enquanto encaram níveis de radiação perigosíssimos à saúde.

As explosões e incêndios registrados na central nuclear fizeram aumentar os níveis de radiação do local, obrigando a companhia Tokyo Electric Power Co (TEPCO), responsável por operar o reator, a retirar a maior parte dos empregados.

Todos os empregados foram obrigados a deixar a usina nuclear nesta quarta, depois do aumento dos níveis de radiação. No entanto, pouco tempo depois, os 180 trabalhadores, que se dividem em turno de 50 homens, regressaram à planta, em meio aos temores de uma possível contaminação radioativa. Eles vestem roupas especiais, máscaras e usam tanques de oxigênio.

“As pessoas que trabalham na usina estão lutando sem fugir”, disse Michiko Otsuki, um funcionário da central nuclear de Fukushima 2, na rede social japonesa Mixi. “Agora, apenas posso rezar pela segurança de todos. Por favor, não se esqueçam que há pessoas trabalhando e arriscando suas vidas para proteger as nossas”, completou.

O primeiro-ministro japonês Naoto Kan elogiou os esforços e a coragem dos trabalhadores da usina nuclear. “Eles estão se esforçando ao máximo, sem pensar duas vezes no perigo”, afirmou.

Muitos especialistas consideram a missão desses trabalhadores como suicida. “Estamos chegando a um ponto onde não terá mais retorno. A situação não para de piorar. As equipes de emergência estão em uma missão suicida e, provavelmente, teremos de abandonar o navio com os tripulantes dentro”, disse a médica Michio Kaku à rede de TV americana ABC.

O diretor de pesquisa radiológica de Columbia, David Brenner, assinalou que dado os níveis de radiação detectados nas instalações, os trabalhadores se acham sob um "risco significativo".

"Em muitos sentidos, eles já são heróis, pois vão sofrer uma alta exposição à radiação", explicou Brenner à BBC.

O jornal Yomiuri Shimbun informou na terça-feira que o ministério da Defesa do Japão criticou a agência de segurança nuclear e TEPCO depois que alguns de seus soldados ficaram feridos, provavelmente devido à exposição à radiação. As forças de segurança se deslocaram para o reator 3 quando aconteceu uma explosão na estrutura de contenção.

"Disseram que era seguro e nós acreditamos, por isso trabalhamos lá", explicou o ministério da Defesa. "Conhecemos a proteção sobre radiação, mas não somos especialistas na estrutura de reatores. Quando nos comunicaram que estava a salvo, também acreditamos, embora sentíssemos que não era algo fácil", acrescentou.

Cancelado

Justiça manda União cancelar CPF de homem vítima de fraude em MS

Homem descobriu empresas abertas em seu nome na Bahia ao tentar financiamento imobiliário; Justiça Federal determinou novo CPF e pagamento de R$ 10 mil por danos morais

20/05/2026 16h12

Justiça manda União cancelar CPF de homem vítima de fraude em MS

Justiça manda União cancelar CPF de homem vítima de fraude em MS Foto: Agência Brasil

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A Justiça Federal determinou que a União cancele o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de um morador de Mato Grosso do Sul que teve os dados utilizados por terceiros para a abertura de empresas fraudulentas.

A decisão também estabelece a emissão de um novo número de CPF e o pagamento de R$ 10 mil por danos morais à vítima.

A sentença foi proferida pelo juiz federal Dalton Igor Kita Conrado, da Justiça Federal, após o magistrado reconhecer a comprovação do uso criminoso do documento.

Conforme o processo, o autor da ação é natural de Terenos e afirmou que descobriu a fraude ao tentar realizar um financiamento imobiliário.

Na ocasião, foi informado de que existiam protestos e dívidas vinculadas ao seu nome por causa de empresas abertas em seu CPF no interior da Bahia, estado em que, segundo relatou, jamais esteve.

Além dos protestos, o homem afirmou ter passado a enfrentar diversos transtornos financeiros em razão de débitos e obrigações que não reconhecia como seus.

Na ação, a União alegou ilegitimidade passiva e sustentou a impossibilidade jurídica da emissão de um novo CPF. O argumento apresentado foi o de que os protestos estavam relacionados a débitos de Imposto de Renda Pessoa Física registrados em nome do autor.

Ao analisar o caso, o juiz destacou que a jurisprudência dos tribunais superiores admite o cancelamento do CPF quando há comprovação de fraude. Segundo ele, a medida deve observar o princípio da razoabilidade e considerar a boa-fé da vítima.

Na decisão, o magistrado ressaltou que ficou comprovada a abertura de diversas empresas, além da contratação de dívidas e registros de protestos indevidos em nome do autor.

“A jurisprudência dos tribunais superiores é uníssona quanto à possibilidade de cancelamento de inscrição do CPF, no caso de comprovação de fraude”, afirmou o juiz na sentença.

O magistrado também entendeu que manter o CPF original representaria risco contínuo de novas fraudes e perpetuaria o vínculo indevido do número cadastral com empresas, dívidas e atos jurídicos praticados por terceiros.

Para o juiz, a emissão de um novo número de CPF é uma medida necessária, proporcional e adequada para garantir os direitos da vítima e evitar novos prejuízos.

Na decisão, o magistrado ainda reconheceu a responsabilidade da União em zelar pela segurança dos sistemas de informação e pela integridade dos dados cadastrais.

“É de responsabilidade da ré zelar pela segurança dos sistemas de informação e integridade dos dados, causadores de diversos prejuízos ao autor, inclusive pela inscrição em dívida ativa e protestos, além da impossibilidade de acesso ao financiamento habitacional”, destacou.

chuvas

Pulso de inundação no Pantanal tem recuperação parcial, aponta Embrapa

Pantaneiros estão otimistas com a distribuição dessas águas e estimam que os riscos de incêndios florestais serão menores

20/05/2026 15h30

Chuva no Pantanal próximo a cidade de Corumbá

Chuva no Pantanal próximo a cidade de Corumbá Foto: Silvio de Andrade

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O movimento das águas no Pantanal nos últimos meses, com um reforço de chuvas na chegada do inverno, não indica uma cheia mais intensa, porém, está havendo uma recuperação parcial na dinâmica hidrológica da Bacia do Alto Paraguai, segundo levantamentos da Embrapa Pantanal, com sede em Corumbá.

Os pantaneiros estão otimistas com a distribuição dessas águas e estimam que os riscos de incêndios florestais serão menores, como no ano passado.

O nível do Rio Paraguai em Ladário – onde fica a principal régua de monitoramento da planície – não deve atingir a marca de 2025 (3,31m, em julho). Segue em elevação lenta e registrou 2,23m nesta quarta-feira (na mesma data, no ano passado, marcou 2,70m).

Segundo o último boletim do Serviço Geológico do Brasil, que também monitora a bacia, da nascente (Barra dos Bugres, MT) a Porto Murtinho o nível do rio está dentro da normalidade, mas abaixo da média.

Embora o volume de chuvas tenha revertido o déficit acumulado desde 2019, “a distribuição temporal entre outubro de 2025 e março de 2026 foi cerca de 10% a 12% inferior à média histórica para toda a bacia”, aponta a Embrapa Pantanal.

As águas chegaram aos campos,com maior intensidade em algumas regiões (como no Abobral, na Nhecolândia, em Corumbá), sem causar alagamentos prolongados, ressurgindo, contudo, os corixos (pequenos cursos).

Favorece a pecuária

Segundo o pesquisador Carlos Padovani, da Embrapa Pantanal, a análise das chuvas de toda a bacia, baseada em dados estimados por sensores em satélites, mostra forte irregularidade intra-sazonal, com destaque para janeiro de 2026.

“Este mês apresentou nível expressivo de pouca chuva, contrastando com fevereiro, quando houve recuperação pontual”, avaliou. A distribuição da chuva – aponta - não sustentou um pulso de inundação contínuo e espacial.

O comportamento das águas não deverá prejudicar a navegação (cargas e o turismo), sendo a pecuária bovina praticada nas áreas próximas ao Rio Paraguai a atividade socioeconômica mais beneficiada.

"Nessas áreas, os solos mais férteis e a boa disponibilidade de água favorecem o desenvolvimento das pastagens nativas, principal fonte de alimento dos animais. Por outro lado, uma cheia pequena é desfavorável à produção pesqueira”, cita o pesquisador.

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