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TJMS manda Estado ampliar jornada para planejamento de aulas

TJMS manda Estado ampliar jornada para planejamento de aulas

Edivaldo Bitencourt

12/04/2012 - 08h30
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“O Estado teve quase um ano para se organizar”, afirmou o advogado da entidade, Ronaldo de Souza Franco, sobre a alegação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), de que a medida poderá colocar em risco o equilíbrio econômico e financeiro estadual. Na sessão de julgamento ontem, o procurador estadual Nilton Kioshi, informou que a contratação de professores para ampliar a jornada extraclasse de 25% para 33% terá impacto de R$ 40 milhões por ano aos cofres públicos.

“É uma grande vitória dos trabalhadores na educação”, comemorou o presidente da Fetems, Roberto Magno Botarelli César. Ele afirmou que a entidade defende que a medida seja implementada em 2013 para não causar transtornos ao atual calendário escolar. “Oito meses é um bom tempo para se adequar”, afirmou.

Polêmica
O Governo estadual já cumpre o piso nacional, de R$ 1.451. No entanto, a polêmica está na ampliação do tempo destinado para o planejamento das aulas. O governador André Puccinelli é contra o aumento de oito pontos percentuais. Ele chegou a informar que a medida exigiria a contratação de 4 mil docentes, o que significaria ampliar o quadro, atualmente em 19 mil professores, em 21%. Ontem, o Estado reduziu os números para 1,7 mil, próximo da previsão inicial da Fetems, de 1,5 mil novos trabalhadores.

Como o Governo não cumpriu a lei após o Supremo Tribunal Federal rejeitar a Adin em abril do ano passado, a Fetems ingressou com mandado de segurança em janeiro deste ano. O desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte concedeu liminar, mas recuou e suspendeu a decisão após o Estado alegar impacto de R$ 5 milhões por mês nas finanças. Ontem, o Órgão Especial analisou e concedeu, por unanimidade, o mandado de segurança, determinando o cumprimento da legislação.

Agora, segundo Franco, a Fetems vai ajuizar ações individuais para cobrar o pagamento pelo trabalho extra dos professores. Pela lei, eles deveriam trabalhar 67%, mas estão cumprindo 75% da jornada dentro da sala de aula. Eles vão cobrar o pagamento dos 8% que deveriam dedicar para o planejamento das aulas. De acordo com o advogado, o Governo pode recorrer, mas o recurso não terá efeito suspenso. O Correio do Estado procurou a secretária estadual de Educação, Maria Nilene Badeca da Costa, para comentar a decisão do tribunal, mas ela estava em reunião e não retornou às ligações.  

STF

Supremo têm maioria para liberar que penduricalhos retroativos sejam pagos

Com voto do ministro Luiz Fux em julgamento virtual neste sábado (27), o placar está 5 votos a 0 pela liberação

27/06/2026 15h30

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) Divulgação/ Agência Brasil

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Supremo Tribunal Federal, o STF formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. Com o voto do ministro Luiz Fux durante julgamento virtual neste sábado (27), o placar está 5 votos a 0 pela liberação.

Os votos anteriores foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino, que propuseram que o pagamento das indenizações respeite um limite de 35% do teto do funcionalismo público.

Em seu voto, Fux, entretanto, defendeu que não deve haver teto para o pagamento de direitos já adquiridos, como férias e licenças não aproveitadas, argumentando que a reparação deve ser integral.

O julgamento virtual segue até a próxima terça-feira (30). Quatro ministros ainda precisam votar.

Entenda
Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, ultrapassam a remuneração máxima definida constitucionalmente, hoje de R$ 46,3 mil.

Em 25 de março, por unanimidade, os ministros decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.

 

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CRIME

Homem é preso por importunação sexual durante Arraiá da UFGD

Jovem de 26 anos denunciou que teve as nádegas apalpadas enquanto trabalhava em uma barraca da festa; suspeito foi preso em flagrante

27/06/2026 14h30

Suspeito foi levado para a Depac de Dourados e autuado em flagrante por importunação sexual

Suspeito foi levado para a Depac de Dourados e autuado em flagrante por importunação sexual Divulgação

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Um homem de 27 anos foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (26), acusado de importunação sexual durante a 17ª edição do Arraiá da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Dourados News, o caso aconteceu por volta das 21h, quando uma jovem de 26 anos, que trabalhava em uma das barracas do evento, denunciou ter sido vítima de abuso.

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria passado a mão nas nádegas da vítima enquanto ela realizava o atendimento ao público. Logo após o ocorrido, a mulher acionou a equipe de segurança da festa, que comunicou a Polícia Militar.

Os policiais localizaram e abordaram o homem ainda no local. Conforme o registro da ocorrência, ele apresentava sinais evidentes de embriaguez.

Apesar de negar a acusação, o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde foi autuado em flagrante pelo crime de importunação sexual.

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