Sexta, 17 de Novembro de 2017

TJ indefere pedido de prisão e afastamento de Ari Artuzi

17 MAR 2010Por 07h:13
O Tribunal de Justiça indeferiu o pedido de prisão e afastamento do prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), feito pelo Ministério Público Estadual. O prefeito é acusado de formação de quadrilha e fraudes em licitações, entre outros crimes. A decisão foi proferida na tarde de ontem, pelo desembargador Claudionor Abss Duarte, conforme informou o advogado de Artuzi, Newley Amarilla. O TJ ainda não analisou a denúncia apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Miguel Vieira, com base nas investigações que culminaram na Operação Owari. O advogado do prefeito informou que Artuzi ainda não foi intimado. Quando isso acontecer, ele terá 15 dias para apresentar defesa preliminar e só depois os desembargadores vão decidir entre acolher a denúncia e dar continuidade à ação penal ou rejeitá-la. O processo corre em segredo de justiça. Conforme o Ministério Público, a campanha eleitoral de Artuzi foi financiada e comandada por Sizuo e Eduardo Uemura. Como prova, o MP apresentou um recibo, preenchido em nome de Artuzi, no valor de R$ 25 mil, datado de 8 de agosto de 2008. O documento foi apreendido pela Polícia Federal no escritório financeiro da família Uemura em 7 de julho do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Owari. Também foi encontrado um caderno com as anotações da movimentação financeira do grupo Uemura, onde constava o nome de Artuzi e, ao lado, a quantia de R$ 100 mil. Na mesma lista, estava o nome do vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR) e, ao lado, o valor de R$ 5.250,00. A lém disso, durante a campanha, a presidente do comitê financeiro de Artuzi, Maria Luna, foi flagrada com R$ 10 mil ao sair do escritório de Sizuo Uemura, depois de pedir por telefone, em conversa registrada pela PF, um “adiantamento” em nome do então candidato. Os federais registraram, ainda, diálogos que revelam o pagamento, pelos Uemura, de combustível para a campanha do pedetista. A denúncia do Ministério Público aponta que, menos de 40 dias depois de eleito, o prefeito tentou negociar a terceirização da rodoviária de Dourados e do serviço de abastecimento de água. A intenção, ainda conforme o MP, era beneficiar empresas ligadas à família Uemura. Em troca de facilitar a atuação dos Uemura em contratos fraudulentos, o prefeito teria recebido vantagens como dinheiro, viagens e até um carro de luxo. O MP também denunciou outras dez pessoas, além de Ari Artuzi: Sizuo Uemura, Eduardo Uemura, Darci Caldo (ex-secretário de Governo), Jorge Antônio Dauzacker (ex-assessor especial da prefeitura), Astúrio Dauzacker (diretor do Departamento de Habitação da prefeitura), Fabiano Furucho (engenheiro da prefeitura), Sandro Ricardo Barbara (ex-secretário de Saúde) e os vereadores Sidlei Alves (presidente da Câmara de Dourados), Paulo Henrique Bambu e Humberto Teixeira Júnior (líder do prefeito na Câmara).

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