Cidades

Avanço

Testes rápidos para hepatites e sífilis chegam a MS

Testes rápidos para hepatites e sífilis chegam a MS

Laís Camargo

28/10/2011 - 00h02
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Uma das barreiras para o diagnóstico e tratamento de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) é o custo dos testes e dos medicamentos. Porém, a rede estadual de saúde oferece o serviço gratuitamente, inclusive com testes rápidos de Aids, que fornecem o resultado em 15 minutos. Funcionários da área da saúde já começaram a receber treinamento em Mato Grosso do Sul para aplicar testes rápidos também para sífilis e hepatites virais (B e C), que até o começo de 2012 já devem ser disponibilizados.

Cerca de mil testes rápidos de HIV são realizados por mês no Estado, fornecidos pelo governo federal. O caráter de urgência para aplicação do teste é regulamentado e define como população vulnerável as prostitutas, homossexuais, pessoas com sintomas, com outra DST, com tuberculose, além de populações afastadas, como indígenas, rurais e moradores de rua. “Este teste rápido começou com o projeto Nascer, quando a gestante não fez pré natal e está em trabalho de parto, era feito o teste antes para evitar contaminação do bebê com o vírus. Ao longo dos anos foi estendido para outros grupos”, aponta a técnica do Programa Estadual DST/Aids, Florinda de Almeida.

Mesmo fora do grupo de vulneráveis, o teste laboratorial é gratuito para a população e está disponível nos postos de saúde e fica pronto em 15 dias. Nas unidades 24h são feitos apenas em casos de violência sexual e acidentes de trabalho. No procedimento é retirada uma gota de sangue, como o medidor de glicose, e o equipamento aponta em 15 minutos se a pessoa possui anticorpos para o vírus HIV, o que indica contaminação. “Os dois testes são bastante confiáveis, quase 100% de certeza. Depois de confirmada a doença, o tratamento é gratuito”, afirma Florinda.

Avanços

Com os exames para diagnóstico disponíveis, fica mais fácil contabilizar. No Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Capital, por exemplo, foram 2.659 testes no primeiro semestre. Destes, oito estavam infectados com o vírus da Aids, todos homens. O trabalho maior tem sido na prevenção, que reflete nos números e na qualidade de vida da população posteriormente. “Agora as pessoas têm acesso a preservativos e podem fazer o teste sem pagar. Com o diagnóstico precoce o tratamento tem mais eficiência”, exalta Florinda.

Uma novidade do Ministério da Saúde é a Rede Cegonha, que disponibiliza o teste rápido também para gestantes e seus parceiros durante o pré natal, para antecipar o tratamento. A rede inclui os novos testes de sífilis e hepatites. Atualmente o Centro-Oeste do Brasil é a região que mais têm detecções de sífilis no país, porém a que possui menos casos de bebês que herdaram a doença da mãe no parto.

Sífilis

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência, as pessoas se despreocupam e não buscam diagnóstico e tratamento. Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode até levar à morte.

Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.

Estimativa OMS

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença. No Brasil, as estimativas da OMS de infecções de sífilis por transmissão sexual, na população sexualmente ativa, a cada ano, são de 937 mil casos. 

Saúde

Prefeitura de Campo Grande estabelece novas regras para agentes de saúde

Nova resolução da Sesau estabelece prazos rígidos para registro de atendimentos, reforça controle sobre dados da Atenção Primária e prevê responsabilização administrativa em caso de irregularidades.

04/08/2026 17h01

Agentes Comunitários de Saúde durante atividade da rede municipal de Campo Grande; nova resolução da Sesau estabelece regras mais rígidas para o registro da produção e reforça a fiscalização das informações lançadas no sistema.

Agentes Comunitários de Saúde durante atividade da rede municipal de Campo Grande; nova resolução da Sesau estabelece regras mais rígidas para o registro da produção e reforça a fiscalização das informações lançadas no sistema. Foto: Divulgação SES

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A Prefeitura de Campo Grande publicou uma nova resolução que reforça o controle sobre o trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e estabelece uma série de regras para o registro, validação e monitoramento das atividades desenvolvidas na Atenção Primária.

A medida, divulgada no Diogrande desta terça-feira (4), cria um cronograma obrigatório para alimentação da plataforma e-Agentes, amplia a fiscalização sobre os dados enviados ao sistema e prevê consequências administrativas para casos de descumprimento das normas. 

A regulamentação determina que todos os atendimentos realizados pelos agentes deverão ser registrados até o terceiro dia útil de cada mês, considerando a produção do mês anterior.

Na sequência, os dados deverão ser conferidos e validados pelos enfermeiros responsáveis pelas equipes entre o quarto e o sétimo dia útil, antes da análise final da gestão municipal, que fará o fechamento da competência até o dia 20 de cada mês. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a iniciativa busca padronizar os registros realizados na Atenção Primária, aumentar a confiabilidade das informações inseridas nos sistemas oficiais e fortalecer o monitoramento das atividades executadas pelas equipes de saúde da família.

A resolução estabelece que todas as informações lançadas na plataforma deverão corresponder integralmente aos registros físicos produzidos pelos profissionais durante as visitas domiciliares e demais ações em campo. 

A norma também deixa claro que divergências entre os documentos físicos e os dados inseridos no sistema poderão resultar na desconsideração da produção registrada, além da adoção de medidas administrativas cabíveis.

Mesmo quando a produção for validada por enfermeiros ou gestores das unidades, a responsabilidade pela veracidade das informações permanecerá sendo do agente comunitário que realizou o lançamento. 

Outro ponto previsto na regulamentação é que produções devolvidas para correção deverão ser ajustadas em até um dia útil. Após o encerramento dos prazos estabelecidos, os registros não serão considerados para fins de validação e processamento pela gestão municipal, salvo em situações excepcionais previstas na própria norma. 

A resolução disciplina ainda como deverão ser adotados procedimentos em caso de indisponibilidade dos sistemas eletrônicos.

Quando houver falhas oficialmente reconhecidas, os agentes poderão utilizar registros manuais, mas esses dados precisarão ser posteriormente inseridos no sistema oficial, mantendo total correspondência com os documentos físicos produzidos durante as atividades em campo. 

Além de estabelecer o fluxo operacional, a Sesau definiu diferentes estágios para acompanhamento da produção, como "aguardando validação", "aprovado pelo coordenador municipal" e "revise seus indicadores", permitindo que os profissionais acompanhem em tempo real a situação de cada competência registrada.

A norma também determina que os agentes deverão monitorar continuamente o status de sua produção e comunicar imediatamente qualquer inconsistência identificada antes do fechamento mensal. 

De acordo com o texto, o descumprimento dos prazos, o lançamento de informações inconsistentes, a divergência entre registros físicos e digitais ou qualquer irregularidade na alimentação da plataforma poderá ensejar responsabilização administrativa, sempre assegurados o contraditório e a ampla defesa.

A Secretaria também assume o compromisso de promover capacitações periódicas para orientar as equipes sobre o correto uso da plataforma e dos sistemas oficiais. 

A resolução entra em vigor 60 dias após sua publicação, período em que a Prefeitura pretende preparar as equipes para a adoção das novas regras e do novo fluxo de monitoramento da produção da Atenção Primária à Saúde.

Segurança na Fronteira

Operação na fronteira de MS causa prejuízo de R$ 41 milhões ao crime

Coordenada pelo Comando Militar do Oeste, Operação Jaguaretê-Oeste mobiliza mais de 600 militares e intensifica ações contra tráfico de drogas, contrabando, descaminho e crimes ambientais em quatro estados.

04/08/2026 16h31

Militares do Comando Militar do Oeste realizam patrulhamento durante a Operação Jaguaretê-Oeste, que reforça o combate ao tráfico e ao contrabando na faixa de fronteira.

Militares do Comando Militar do Oeste realizam patrulhamento durante a Operação Jaguaretê-Oeste, que reforça o combate ao tráfico e ao contrabando na faixa de fronteira. Foto: CMO

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O Comando Militar do Oeste (CMO) intensificou o combate ao crime organizado na faixa de fronteira brasileira com a realização da Operação Jaguaretê-Oeste, uma força-tarefa que já provocou um prejuízo estimado em R$ 41,2 milhões às organizações criminosas.

A ofensiva, que reúne mais de 600 militares e agentes de diversos órgãos de segurança e fiscalização, concentra esforços no enfrentamento ao tráfico de drogas, ao contrabando, ao descaminho e aos crimes ambientais em uma das regiões mais sensíveis do país.

Sob coordenação do CMO, a operação abrange a faixa de fronteira dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, reunindo instituições federais e estaduais em uma atuação integrada.

As ações são desenvolvidas conforme o planejamento operacional e as competências legais de cada órgão, fortalecendo o compartilhamento de informações e a resposta conjunta às organizações criminosas que utilizam a região para o transporte de drogas, armas e mercadorias ilegais.

O balanço parcial da operação, atualizado até o último dia 2 de agosto, revela a dimensão da ofensiva. As equipes apreenderam 6,5 toneladas de maconha, 34 quilos de cocaína, 94 quilos de skunk, 12 quilos de pasta base de cocaína, 11,9 quilos de drogas sintéticas e outros 194 quilos de substâncias ilícitas.

Militares do Comando Militar do Oeste realizam patrulhamento durante a Operação Jaguaretê-Oeste, que reforça o combate ao tráfico e ao contrabando na faixa de fronteira.Cão farejador auxilia militares durante fiscalização de ônibus na Operação Jaguaretê-Oeste, uma das ações de combate ao tráfico de drogas e ao contrabando. Foto: CMO.

Além dos entorpecentes, foram retiradas de circulação diversas armas de fogo e munições, 21 veículos utilizados em atividades criminosas e mais de 79,9 mil pacotes de cigarros contrabandeados.

Segundo o Comando Militar do Oeste, o conjunto das apreensões representa um prejuízo estimado em R$ 41.251.010 às atividades ilícitas, resultado considerado estratégico para enfraquecer a estrutura financeira das organizações criminosas que atuam na faixa de fronteira.

As ações incluem patrulhamentos terrestres e fluviais, instalação de postos de bloqueio e controle, fiscalização de pessoas, veículos e embarcações, além de operações de inteligência voltadas à identificação de rotas utilizadas pelo tráfico internacional de drogas e pelo contrabando.

Militares do Comando Militar do Oeste realizam patrulhamento durante a Operação Jaguaretê-Oeste, que reforça o combate ao tráfico e ao contrabando na faixa de fronteira.Embarcação empregada pela Operação Jaguaretê-Oeste reforça a fiscalização de rios utilizados como rotas para crimes transfronteiriços. Foto: CMO

A Operação Jaguaretê-Oeste também evidencia o fortalecimento da cooperação entre as Forças Armadas e os órgãos de segurança pública.

Mais de 600 militares participam da ofensiva, com apoio de agentes de instituições parceiras e emprego de viaturas, embarcações e outros meios logísticos destinados ao monitoramento permanente da região de fronteira.

Militares do Comando Militar do Oeste realizam patrulhamento durante a Operação Jaguaretê-Oeste, que reforça o combate ao tráfico e ao contrabando na faixa de fronteira.Postos de bloqueio e fiscalização fazem parte das ações integradas realizadas na faixa de fronteira durante a operação. Foto: CMO.

De acordo com o Comando Militar do Oeste, a integração entre as instituições busca ampliar a capacidade de resposta do Estado contra o crime organizado, dificultando a atuação de quadrilhas que exploram a extensa faixa de fronteira brasileira para abastecer mercados ilegais em diferentes regiões do país.

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