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Terror do crime organizado, juiz Odilon trocará toga pela tribuna e teme vingança

Terror do crime organizado, juiz Odilon trocará toga pela tribuna e teme vingança

FAUSTO BRITES

03/02/2014 - 17h30
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Responsável em quebrar a espinha dorsal do crime organizado - principalmente dos traficantes de droga -, com suas pesadas sentenças, o juiz federal Odilon de Oliveira está prestes a se aposentar. Mas, promete continuar sua jornada em defesa da cidadania, desta feita disputando mandato eleitoral, provavelmente uma cadeira na Câmara Federal ou Senado por Mato Grosso do Sul.

O magistrado, que vive 24h por dia cercado de um forte esquema de segurança, não esconde que teme por sua vida. Afinal, ao longo desses anos, foi por diversas vezes ameaçado e muitos planos para assassiná-lo foram descobertos e abortados. Até um ‘‘Consórcio do Crime’’ foi feito para eliminá-lo e sua cabeça colocada a prêmio por valores que chegaram a ultrapassar US$ 100 mil.

“Temo sim pela minha vida. Tenho receio. Mas não tenho pavor”, afirma ele, lembrando que pode ser vítima de vingança. “Cabe a gente se cuidar”, disse ele durante entrevista ao Portal Correio do Estado (veja o vídeo).

Para se ter uma ideia de 2006 a 20010, por sentenças de Odilon de Oliveira, a Justiça sequestrou R$ 17 milhões; 32,5 mil hectares em 80 imóveis rurais; 14 mil cabeças de gado, 170 imóveis urbanos e 500 veículos (carros populares a luxuosos)

Em 2011, durante palestra para secretários municipais de Educação, o magistrado disse que o patrimônio sequestrado dos integrantes do crime organizado, em sua juridisdição, superava R$ 1 bilhão. 

Em 2013 já eram quase R$ 2 bilhões em bens confiscados do crime organizado, especialmente do tráfico de drogas e do contrabando de cigarros. São bens adquiridos pela lavagem de dinheiro, manobra onde se verifica, a ocultação (ou dissimulação), a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal.

O magistrado defende, em suas palestras, que esse volume de recursos sejam aplicados em educação de qualidade como mecanismo eficaz de prevenção e combate ao uso e ao tráfico de drogas. E, para isso, deveria ser dado preferência aos cursos profissionalizantes, período integral e educadores especializados que pudessen ser atraídos com salários dignos e valorizados.

E essa educação de qualidade é que será uma de suas bandeiras assim como saúde que atenda de forma ampla a população e a segurança pública. Setores que deixam muito a desejar no País. Quem sabe, o homem que tem feito o crime organizado dobrar a espinha dorsal, possa também contribuir, da tribuna em Brasília, para que benefício à população não seja mero ‘‘dobrar de língua’’ - simples frase feita - de políticos mais compromissados com seus interesses do que o respeito à cidadania.

 

 

TENTATIVA DE GOLPE

Golpistas tentam aplicar golpe com nome da Agetran

Contato oficial da Agência é feita por Correios, aplicativos oficiais e publicação no Diário Oficial do município

13/04/2026 11h28

Divulgação

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) divulgou nessa segunda-feira (13), que golpistas estão utilizando o nome e imagem da instituição para aplicar golpes por meio de mensagens no WhatsApp à população.

O golpe enviava uma mensagem pronta informando à vítima sobre uma falsa notificação administrativa. A Agetran em nota informou que "não realiza o envio de notificações ou autuações por meio do aplicativo WhatsApp".

E ainda reforçou que todas as notificações oficiais da Agência relacionadas a infrações de trânsito chegam exclusivamente por meio de canais oficiais, sendo eles: correspondência enviada pelos Correios, pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CNH Brasil) e por meio de publicações no Diário Oficial do Município.

Quanto as infrações de mobilidade, como estacionar sobre faixas e ciclovias, dirigir sem atenção, manusear celular, e alta velocidade, por exemplo, são comunicadas também por correspondência enviada pelos Correios, e por equipes de fiscalização devidamente identificadas, além de publicações no Diário Oficial do Município.

A Agetran orienta que em caso de recebimento de mensagens desse modelo, o cidadão:

não realize qualquer tipo de pagamento;
não forneça dados pessoais;
desconsidere o contato realizado e verifique os outros canais oficiais de comunicação do órgão;

Segundo informações, ainda estão sendo investigadas os fatos, possíveis vítimas e responsáveis pela tentativa de golpe. Bem como estão tomando medidas cabíveis pelo uso indevido do nome da instituição.

Em caso de dúvidas ou necessidade de esclarecimentos, a sede da Agência Municipal de Transporte e Trânsito fica disponível para esse serviço das 07h30 às 13h, na avenida Gury Marques, 2395, no bairro Universitário.

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DISPUTA POR MANSÃO

Secretaria publica vacância em cargo do fiscal morto por Bernal

Roberto Carlos Mazzini era pertencente ao quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul, com vacância se dando pela morte do servidor no último dia 24 de março

13/04/2026 10h57

Fiscal tributário foi morto quando tentava tomar posse de casa que havia comprado em leilão

Fiscal tributário foi morto quando tentava tomar posse de casa que havia comprado em leilão Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Através do Diário Oficial Eletrônico (DOE) de Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) anunciou nesta segunda-feira (13) a vacância para o cargo de fiscal tributário após a morte de Roberto Carlos Mazzini pelas mãos do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. 

Conforme o texto assinado pelo secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio César Mendes de Oliveira, fica declarada a vacância para o cargo de Fiscal Tributário Estadual na Sefaz. 

A resolução aponta que Roberto Carlos Mazzini era pertencente ao quadro permanente de pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul, com a vacância se dando justamente pela morte do fiscal no último dia 24 de março.

Localizada na Rua Antônio Maria Coelho, número 3242, no Bairro Jardim dos Estados em Campo Grande, uma mansão que acumula dívidas de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) que chegam na casa de R$345 mil, foi palco da morte do fiscal. 

Sobre a mansão, vale destacar que a casa de 680 metros quadrados foi tomada pela Caixa e, após o arremate pelo leilão, estava nessa disputa de posse, sendo que Mazzini mantinha a  tinha a esperança de receber em torno de R$ 850 mil do ex-prefeito a título de aluguel mensal de R$ 24,1 mil retroativo a abril de de 2023, quando o banco tomou a casa de Alcides Bernal. 

Além disso, o valor do IPTU é alto, R$344.923,14, já que essa casa trata-se de uma construção antiga, com área construída localizada em área nobre da Capital, em um terreno de 1,4 mil metros  quadrados.

Para fins de comparação das dimensões dessa mansão, um terreno convencional, de 12 metros por 30, soma um total de 360 metros quadrados. 

Relembre

Como já abordado amplamente pelos noticiários locais, Roberto Carlos Mazzini chegou na residência junto de um chaveiro, identificado como Maurílio da Silva, antes das 13h. 

A morte do fiscal tributário, Roberto Carlos Mazzini, pelas mãos do ex-prefeito da Capital, Alcides Bernal, foi captada pelas câmeras de circuito interno privado que fazem o monitoramento da mansão. Nas mãos da polícia, devem ajudar a esclarecer os fatos na disputa por esse imóvel onde o crime foi registrado. 

Sendo que o portão social foi aberto por volta de 12h56, após conseguirem acesso ao imóvel, Roberto e Maurílio foram rumo à porta de entrada. Alcides Bernal teria chegado na mansão às 13h44.

"Pelas imagens de câmeras fornecidas pela empresa, o senhor Alcides Bernal chegou ao local em seu veículo, desceu do veículo já com uma arma de fogo, foi em direção à vítima, e efetuou dois disparos", cita o texto oficial do boletim de ocorrência. 

Em um primeiro momento, o crime envolvendo o radialista, vereador por dois mandatos e ex-prefeito, foi noticiado como uma recusa de Bernal em entregar o imóvel que em um primeiro pregão ainda em 2023 foi ofertado por R$3,7 milhões, mas ninguém se interessou. 

Posteriormente, a vítima Roberto Carlos Mazzini foi identificada como fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), considerado um dos cargos mais cobiçados do Executivo Estadual, acabou comprando a mansão quando o valor caiu para R$2,4 milhões.

Ainda em 24 de março, o ex-prefeito de Campo Grande justificou que matou a tiros fiscal tributário na tarde desta terça-feira (24), “para se defender”, com a defesa apontando que Bernal inclusive teria acionado os bombeiros e que "não sabia da morte". 

 

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