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Terremotos mataram mais de 780 mil na década passada

Terremotos mataram mais de 780 mil na década passada

terra

04/11/2011 - 05h30
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Os terremotos mataram mais de 780 mil pessoas na década passada, o que corresponde a quase 60% de todos os óbitos relacionados com essas catástrofes, segundo um estudo que será publicado na edição de sexta-feira da revista científica The Lancet.

"Além destas mortes, os terremotos afetaram diretamente dois bilhões de pessoas neste período", acrescentou.

O terremoto mais letal, um evento de magnitude 7, ocorreu em 12 de janeiro de 2010 no Haiti, onde morreram 316.000 pessoas.

A ele se seguiu a tsunami que varreu o Oceano Índico em 26 de dezembro de 2004, causado por um tremor de magnitude 9,1, no qual morreram 227 mil pessoas.

Em terceiro lugar está o terremoto de magnitude 7,9, registrado em 12 de maio de 2008 na província de Sichuan (sudoeste da China), que matou um total de 87,5 mil pessoas.

O estudo visa a fornecer aos profissionais que atuam em trabalhos de emergência e desenvolvedores de políticas um retrato da escala dos terremotos enquanto prioridade de saúde e alertar médicos sobre os tipos de ferimentos com os quais eles podem se ver confrontados.

"Terremotos maciços podem resultar em taxas de vítimas variando de 1% a 8% entre a população de risco", destacou.

"As proporções informadas de mortos e feridos variam, mas em muitos estudos parece ser de 1 a 3, aproximadamente", acrescentou.

O número de mortos aumenta em ondas, começando com os óbitos imediatos causados pelo desmoronamento de prédios, seguidos horas depois das pessoas que morrem em decorrência de ferimentos em órgãos internos, acrescentou a pesquisa.

Uma terceira onda ocorre nos dias e semanas seguintes, em pessoas afetadas por septicemia e falência de múltiplos órgãos.

Entre os sobreviventes, os principais ferimentos são relacionados com a violenta compressão de rins, fígado e baço, seguidos de lesões na medula, fraturas e lacerações.

As crianças são o grupo mais vulnerável e são de 25% a 53% dos pacientes relacionados com terremotos.

Além das operações imediatas de busca e resgate, os profissionais de assistência precisam lidar com problemas derivados de doenças infecciosas em abrigos superlotados.

Ao contrário do senso comum, os cadáveres não representam um perigo, a menos que haja um surto de cólera.

No longo prazo, os terremotos também têm um forte impacto na saúde mental, com alta prevalência da depressão.

O estudo foi realizado por Susan Bartels, do Centro Médico Diaconisa Beth Israel, em Boston, Massachusetts, e por Michael van Rooyen, do Hospital Brigham para Mulheres, também em Boston.

Os dois alertaram que as ameaças provocadas pelo terremoto devem se intensificar à medida que a população mundial cresce e as cidades se expandem para regiões vulneráveis.

Entre as cidades situadas em regiões sísmicas estão Tóquio (32 milhões de habitantes), Cidade do México (20 milhões), Los Angeles (15 milhões) e Istambul (9 milhões), observaram os autores.

RECURSOS FEDERAIS

União autoriza repasse de R$ 204 mil para Campo Grande após temporal

Portaria publicada nesta terça-feira (3) prevê recursos para ações de Defesa Civil

03/11/2026 09h15

Governo Federal autorizou mais R$ 204 mil para ações de Defesa Civil em Campo Grande após danos provocados por temporal

Governo Federal autorizou mais R$ 204 mil para ações de Defesa Civil em Campo Grande após danos provocados por temporal Marcelo Victor

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O Governo Federal autorizou um novo repasse de R$ 204.680,00 para Campo Grande, destinado à execução de ações de resposta a desastres. A medida consta na Portaria n° 3.719, publicada nesta terça-feira (3), no Diário Oficial da União (DOU), pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

O recurso será destinado à Prefeitura de Campo Grande para a realização de ações de Proteção e Defesa Civil, conforme solicitação registrada no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres.

De acordo com a publicação, o valor será transferido em parcela única, por meio de transferência legal, e deverá ser utilizado exclusivamente nas ações previstas no pedido apresentado pelo município.

A portaria também estabelece prazo de 180 dias, contados a partir da publicação, para a execução das medidas. Após o encerramento desse período, ou do último pagamento realizado antecipadamente, a administração municipal terá até 30 dias para apresentar a prestação de contas final.

Apesar da autorização, a publicação não confirma que o dinheiro já tenha sido efetivamente depositado nos cofres municipais, tampouco informa se houve início da execução das ações previstas.

Outros repasses

Este é o terceiro repasse autorizado pelo Governo Federal para Campo Grande nas últimas semanas, após os estragos provocados pelo temporal que atingiu a Capital em setembro.  

O primeiro, no valor de R$ 496.456,89, foi autorizado pela Portaria nº 3.565, publicada em 19 de outubro, para atender ações emergenciais de resposta e Defesa Civil relacionadas aos danos causados pelas fortes chuvas.

Já o segundo repasse, de R$ 759.500,00, foi autorizado em 26 de outubro e destinado a medidas de assistência às famílias atingidas, incluindo a aquisição de materiais como telhas e kits de fixação para reparos em imóveis danificados.

Com a nova autorização publicada nesta terça-feira, os recursos federais destinados ao município por meio das três medidas ultrapassam R$ 1,3 milhão.

Entretando, os valores correspondem a autorizações de repasse, o que não significa, necessariamente, que todos os recursos já tenham sido transferidos ou utilizados pela Prefeitura.

A nova portaria, assinada pelo secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff Barreiros, determina ainda que a aplicação dos recursos fique restrita às finalidades autorizadas, com posterior prestação de contas à União.

    

BALANÇO

Chuva de 76 milímetros e ventos de 109 km/h deixam estragos no sul de MS

Houve transbordamento de rios, destelhamento de casas e comércios, queda de árvores e apagão na rede de energia e telefonia

03/11/2026 08h54

Árvores caídas pela rua após o temporal

Árvores caídas pela rua após o temporal Foto: Portal de Notícias Cenário MS

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Feriado Finados foi de temporais na região Sul de Mato Grosso do Sul.

A tempestade veio acompanha de chuvas, ventos, raios, relâmpagos, trovoadas e granizo.

O temporal ocorreu na tarde e noite desta segunda-feira (2), após calor intenso em todas as regiões do Estado, com termômetros variando entre 30°C e 36°C, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As pancadas foram suficientes para amenizar o calorão que fez durante o dia, melhorar a qualidade de respiração e aumentar a umidade relativa do ar.

Confira os acumulados:

Árvores caídas pela rua após o temporal

Confira as rajadas de vento:

Árvores caídas pela rua após o temporal

Conforme apurado pela reportagem, o temporal causou diversos estragos na cidade, como transbordamento de rios, destelhamento de casas e comércios, queda de árvores, alagamento de ruas e avenidas, queda de energia, desabrigo de famílias, queda de postes de luz, abertura de buracos nas ruas, apagões na rede de internet e telefonia, queda de portões e muros, entre outros.

Segundo o Portal Cenário MS, em Santa Rita do Pardo, a força dos ventos arrancou o forro de um posto de combustíveis, destruiu a estrutura de um ponto de ônibus e quebrou portas de vidro.

No Dia de Finados, o acesso ao cemitério da cidade amanheceu bloqueado por cerca de oito eucaliptos derrubados sobre a estrada.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, o rio Ivinhema chegou a transbordar entre Angélica e Ivinhema.

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