Cidades

LEI ANTIFUMO

Terminais da Capital começam a receber fiscalização

Terminais da Capital começam a receber fiscalização

VIVIANNE NUNES

23/11/2010 - 00h02
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Apesar da proibição prevista em lei sobre o hábito de fumar em locais de uso coletivo, a maioria dos usuários do transporte coletivo de Campo Grande ignoram a determinação e fumam nos terminais de ônibus. Pensando em conscientizar esse público a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) começa hoje, a partir das 14h, um projeto que pretende esclarecer o fumante. A informação é da gerente do programa de Controle e Prevenção do Tabagismo da Sesau, Maria Leonete Vinholli. O primeiro local a ser visitado pela equipe é o Terminal Nova Bahia. Vamos entregar folders e explicar a lei aos fumantes que estiverem no local sobre o fato de que, mesmo sendo um ambiente aberto, é de uso coletivo e não pode fumar la”, afirmou.

Leonete explica que as pessoas que têm o interesse por deixar o hábito podem receber a ajuda de profissionais especializados nisso através do programa de prevenção que distribui adesivos e gomas de mascar para as pessoas que querem se livrar do vício do cigarro. Para isso, o interessado precisa procurar uma unidade de saúde mais próxima de sua casa e fazer o cadastro. Uma psicóloga entra em contato e começa uma avaliação sobre cada caso e suas necessidades.

A lei Antifumo foi sancionada em Campo Grande pelo prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) no dia 30 de março e com ela, os fumantes não podem fazer o uso de cigarros, cigarrilhas, cachimbos ou charutos dentro de espaços coletivos como lanchonetes, boates, restaurantes, supermercados, padarias, praças de alimentação, ambientes de trabalho, estudo, casas de espetáculos, áreas comuns de condomínios, transporte coletivo, viaturas e táxis.

A campanha de conscientização em terminais de ônibus começa hoje e vai até o dia 30, percorrerndo todos os pontos da cidade. Amanhã, a partir das 08h30min até as 10h30min a equipe estará no Terminal General Osório.

INTERIOR

Sobrinho usou panela e maquita para cometer 8° feminicídio de MS em 2026

Acusado pela morte de Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, disse que estava drogado e chegou a pedir para se limpar em posto de gasolina antes de ser preso às margens de córrego

24/03/2026 08h59

Reprodução

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Maurício da Silva, de 21 anos, confessou aos agentes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que o 8° feminicídio registrado no Estado neste ano aconteceu por motivo fútil e que uma panela e até uma maquita foram usadas para cometer o crime contra a própria tia ainda nas primeiras horas da manhã de segunda-feira (24). 

Como bem acompanha o Correio do Estado, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande, sendo a oitava vítima de feminicídio no Mato Grosso do Sul em 2026 e interrompendo o intervalo de 15 dias sem registros desse crime

Esse indivíduo, conhecido nos meios policiais como "Maurição", foi preso em flagrante enquanto se lavava na beira do Córrego Arroz Doce. 

Encontrado ensanguentado durante a abordagem, em um primeiro momento ele chegou a disse que já encontrou a tia morta e que o sangue em suas roupas seria o resultado de uma tentativa de reanimação. 

Já na delegacia, conforme exposto pela PCMS em nota, Maurício inicialmente negou ser o responsável pelo crime, mas confessou após ser confrontado com os resultados das diligências. 

Assumindo aos agentes que estaria drogado, "Maurição" disse que foi até a casa de Fátima e que a discussão teria começado por motivo fútil não especificado. 

Além disso, Maurício da Silva confessou que matou Fátima Aparecida da Silva com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

Escalada de feminicídios

Com a morte de Fátima Aparecida da Silva, Mato Grosso do Sul passa a registrar oito feminicídios em menos de 3 meses completos de 2026.

Levantamento recente aponta que, entre janeiro e o início de março, o estado já havia contabilizado seis casos em diferentes municípios, muitos deles cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

A morte mais recente antes deste caso ocorreu no início da manhã de sábado (7), em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande. Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Já o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Agora, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, é o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime.

 

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Meio Ambiente

Rio da Prata vira prioridade para preservar peixes de água doce

Região é um dos principais atrativos naturais de Bonito e passa por secas constantes nos últimos anos, além de espécies retiradas por conta da falta de água

24/03/2026 08h15

Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participou de coletiva de imprensa na tarde de ontem

Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participou de coletiva de imprensa na tarde de ontem Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Brasil tenta colocar o Rio da Prata, que é um dos principais atrativos de Bonito e que vem convivendo com secas severas nos últimos meses, como prioridade para preservação de peixes de água doce durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, sigla em inglês), realizada em Campo Grande.

Uma das funções da conferência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) é justamente a negociação entre nações para que a maior parte das espécies migratórias consigam ser incluídas no tratado.

Acontece hoje o lançamento da Avaliação Global de Peixes Migratórios de Água Doce, que pode ter Mato Grosso do Sul como ponto crucial.

“Elaborado por especialistas científicos da CMS, utilizando extensos conjuntos de dados globais e avaliações da IUCN sobre quase 15.000 espécies de peixes de água doce, o relatório oferece a visão geral mais abrangente até o momento sobre as necessidades de conservação de peixes migratórios de água doce”, explica a CMS.

De acordo com informações enviadas à reportagem pela própria convenção, uma das prioridades é incluir o Rio da Prata neste documento, além de quererem a inclusão do bagre-pintado, um dos peixes de couro mais icônicos e valorizados no estado de Mato Grosso do Sul, especialmente na região do Pantanal e bacia do Rio Paraná.

“As bacias hidrográficas prioritárias incluem o Amazonas e o Rio da Prata-Paraná, na América do Sul; o Danúbio, na Europa; o Mekong, na Ásia; o Nilo, na África; e o Ganges-Brahmaputra, no subcontinente indiano”, pontua a convenção em nota.

Em suma, espécies migratórias presentes neste segundo apêndice “exigem um acordo internacional para sua conservação e gestão”, com o objetivo de “garantir que os esforços de proteção e gestão estejam alinhados além-fronteiras, para que os ganhos de conservação em um país não se percam em outro”.

Ademais, a convenção informou que 325 espécies de peixes migratórios de água doce identificadas como candidatas a ações internacionais coordenadas de conservação no âmbito da CMS, além das 24 espécies já listadas nos Apêndices 1e 2, com 55 dessas presentes em águas sul-americanas.

CRISE

Como reportado pelo Correio do Estado recentemente, a Bacia do Rio da Prata, mais especificamente na região de Jardim, vive grandes crises nos últimos meses. Em setembro, por conta das secas, os peixes ficaram ilhados e precisaram ser resgatados por um grupo de voluntários, ação que não é novidade nos últimos anos.

O Rio da Prata está ficando pressionado em áreas onde não estão instalados atrativos turísticos, onde está o afluente Rio Verde, também no município de Jardim. Além do turvamento, que representa carregamento de sedimentos para o leito do rio, cerca de 11 quilômetros do curso d’água desapareceram.

Em agosto de 2024 houve a identificação de que 200 peixes – entre eles a espécie ameaçada dourada, além de cascudo, curimbatá, piraputanga, piau e piapara – ficaram ilhados. As espécies só sobreviveram graças a uma operação para conseguir transferi-los a uma outra parte do Rio da Prata com maior volume de água.

Por isso, no ano passado o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), decidiu prorrogar por mais um ano o inquérito civil que apura as causas da seca em parte do Rio da Prata. 

A investigação foi instaurada em 12 de julho de 2024, com o objetivo de aprofundar a análise de impactos ambientais e possíveis ações humanas irregulares na cabeceira do rio.

Conforme o MPMS, a decisão de prorrogar o inquérito, foi assinada pela promotora de justiça substituta Laura Alves Lagrota, com o argumento de que era necessário concluir diligências ainda em andamento, como a verificação do retorno à normalidade do fluxo hídrico no trecho afetado.

PRIMEIRO DIA

Ontem, ocorreu o primeiro dia da COP15 em Campo Grande. Um dos principais acontecimentos deste início foi o lançamento do relatório parcial do Estado das Espécies Migratórias do Mundo 2026, que aconteceu no começo da tarde e contou com a presença da ministra Marina Silva e do presidente desta conferência, João Paulo Capobianco.

Este relatório serve para atualizar o desenvolvimento das espécies migratórias desde a última COP, que foi realizada em 2024, no Uzbequistão.

Ele revela uma queda populacional de 49% das espécies migratórias protegidas pela CMS durante os dois últimos anos.

Além disso, o porcentual representa alta de 5% na perda da fauna em apenas dois anos. O número de espécies ameaçadas de extinção também aumentou de 22% para 24% no mesmo período.

Diante disso, muitas das negociações e decisões desta COP15 vão passar pelos dados apresentados neste relatório.

“O Brasil assume um compromisso para os próximos três anos. Ou seja, não se encerra nesta COP, por mais bem-sucedida que ela seja, o trabalho do Brasil. O Brasil decidirá, por três anos, que nós temos um compromisso assumido pelo Presidente da República, pelo governo brasileiro, de colaborar com a Convenção”, afirma Capobianco.

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