Sexta, 17 de Novembro de 2017

Térmicas são ligadas e Estado eleva receita em R$ 5 milhões

30 JUN 2010Por 07h:45
ADRIANA MOLINA | VERA HALFEN

A ativação das termelétricas William Arjona, em Campo Grande, e Luiz Carlos Prestes em Três Lagoas, devem consumir juntas até 2 milhões m³ de gás por dia, elevando a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), em torno de R$ 5 milhões por mês. A estimativa de crescimento é de 10%, baseado na entrada de 20 milhões m³/dia.
De acordo com o deputado Paulo Duarte, “esse montante chega aos cofres do Governo totalmente livre de custos. O ICMS do gás foi um grande achado”, diz. Ele lembra, também, que o incremento de R$ 5 milhões/mês – considerando-se que o Estado arrecada cerca de R$ 50 millhões de ICMS/mês apenas com o gás natural – também deverá aumentar a participação de recursos aos municípios.
O gerente de novos negócios da MSGás, Alexandre Brum, explica que por enquanto apenas a termelétrica William Arjona foi ativada. “A Abegás nos informou ontem que os reservatórios das hidrelétricas estão muito baixos e que as termelétricas serão ativadas novamente nesta semana para sustentar o sistema de energia do País. Se as duas que temos forem acionadas em suas capacidades máximas, pode ocorrer consumo expressivo de gás aqui no Estado”,
Segundo ele, as termelétricas Willian Arjona, na Capital, e a Luis Carlos Prestes, pertencente à Petrobras, em Três Lagoas, poderão chegar consumir juntas até 2 milhões de metros cúbicos ao dia em julho, por conta da alta demanda provocada pelo tempo seco. E como a meteorologia prevê chuvas apenas depois do dia 9 no Estado, o alto consumo de gás estimado pela Companhia deve ser confirmado. A Arjona tem capacidade de geração de 190 MW e, a Prestes 240 MW.
O volume de gás consumido no Estado disparou, revelando alta de 1.180%, passando de cerca de 100 metros cúbicos ao dia em maio, para mais de 1,28 milhão de metros cúbicos por dia, entre 25 e 29 de junho, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) e a Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul (MS Gás).

Expansão do setor
Independente das pontuais gerações de energia elétrica, motivadas pela estiagem, o consumo de gás tem aumentado significativamente em Mato Grosso do Sul. Apenas no último ano o crescimento foi de 83%, saltando de 128 mil metros cúbicos por dia em maio de 2009, para 234,4 mil metros cúbicos ao dia no mesmo mês deste ano.
O grande responsável por esse acréscimo foi o setor industrial, que usou 96% mais gás no período, passando de 91 mil para 179,7 mil metros cúbicos por dia. E uma das que mais contribuíram para essa expansão foi a empresa Votorantim, que chegou a consumir 300 mil metros cúbicos em um único dia por conta de aumentos nas linhas de produção.
Também apresentou alta expressiva o segmento Gás Natural Comprimido (GNC) do Estado que, por conta do início da operação da Cerâmica Fornari, em Rio Verde, em maio, passou a registrar consumo de 21,8 mil metros cúbicos ao dia, contra apenas 900 metros em maio de 2009, revelando crescimento de 2.322%. O gás residencial teve elevação de 14,3%, porém, a mesma realidade não vive o setor automotivo, que no último ano verificou queda de 10% no consumo em Mato Grosso do Sul.

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