Cidades

SAÚDE

Terapia com bonsai ajuda a coordenação motora e a concentração

Terapia com bonsai ajuda a coordenação motora e a concentração

FOLHA

17/08/2011 - 20h00
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Na aula de bonsai, Tsuneo Takada, 82, aperta com força a tesoura de cortar galhos e levanta para ver como a árvore está crescendo. Nada surpreendente se ele não tivesse perdido parte dos movimentos em um derrame, do qual se recupera há quatro anos.

"Os médicos disseram que ele tinha dois anos para se recuperar. Depois, era difícil ter melhora", lembra Cleide Takada, 54, filha de Tsuneo.

Foram dois anos de terapia, sem muito resultado. Até que a família convidou Kenji Sugui, paisagista que cuidava do jardim japonês da casa, para ensinar bonsai a Tsuneo duas vezes por semana.

Sugui nunca tinha feito isso. O bonsai era um hobby, adotado depois de ele ter trocado a publicidade pelo paisagismo, há 12 anos.

"O bonsai foi uma saída para mim. Eu tive problemas de saúde por ansiedade. Funcionou como terapia."

No começo, as aulas foram orientadas por Cecilia Biesemeyer, terapeuta ocupacional. Mesas e apoios foram adaptados. Os resultados começaram a aparecer logo.

"É uma atividade que deixa ele feliz, nem percebe que está se exercitando, não pensa que é uma tarefa como os outros exercícios", diz Cleide. Segundo ela, seu pai não para de melhorar.

Não foi um milagre. "O bonsai é uma atividade que estimula a capacidade de planejamento, a coordenação motora e a concentração. Além do mais, é algo de que esse paciente gosta", diz a terapeuta. Sempre que pode, ela utiliza a jardinagem na reabilitação de pessoas com dificuldades motoras.

Para Fábio Noronha, autor do livro "Cultivando Bonsai no Brasil" (Escrituras, 172 págs., R$ 36,90), essas miniaturas vivas exigem mais dedicação do que plantas comuns, fazendo com que a pessoa estabeleça um vínculo afetivo com elas. "É uma relação intensa e benéfica. Quem sofre de ansiedade melhora com a prática."

Noronha diz que qualquer um pode ter um bonsai, se estiver disposto a cuidar dele. "Não é frágil ou difícil. Mas as pessoas são acostumadas a ter plantas como se fossem objetos. Um bonsai não sobrevive se for esquecido."

Negócios

MS Florestal abre oportunidades para pequenos fornecedores em MS

Rodada promovida pelo Sebrae/MS aproxima micro e pequenas empresas de grandes indústrias do setor de florestas plantadas e celulose, impulsionando oportunidades em mais de dez municípios

09/07/2026 17h49

Foto: Agro Agência

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A expansão da cadeia de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul abriu uma nova frente de oportunidades para micro e pequenas empresas.

Nesta quinta-feira (9), a MS Florestal participou de uma rodada de negócios promovida pelo Sebrae/MS, em Três Lagoas, para apresentar demandas de fornecimento e estimular empresários da Costa Leste do Estado a integrarem a cadeia produtiva de uma das atividades econômicas que mais crescem na região.

A iniciativa reuniu centenas de empreendedores durante o Encadear Summit e teve como foco aproximar pequenos negócios das grandes empresas instaladas em Mato Grosso do Sul, fortalecendo a economia regional por meio da geração de contratos, circulação de renda e desenvolvimento de fornecedores locais.

Segundo a MS Florestal, a companhia busca ampliar sua rede de parceiros em diferentes segmentos, principalmente nas áreas de manutenção de equipamentos mecânicos, caminhões, veículos leves e máquinas agrícolas.

Também há demanda por empresas voltadas à construção de alojamentos, fornecimento de refeições por restaurantes e transporte especializado de máquinas e equipamentos.

De acordo com o gerente de Suprimentos da MS Florestal, Willians Jesus Michalowski, o crescimento das operações da empresa tem elevado a necessidade de novos fornecedores aptos a atender às exigências técnicas e operacionais da companhia.

"A demanda vem aumentando continuamente e ainda existe limitação na oferta de fornecedores em algumas áreas. O transporte de máquinas, por exemplo, é um segmento que tem apresentado crescimento significativo", afirmou.

As principais oportunidades estão concentradas nos municípios de Santa Rita do Pardo, Bataguassu e Três Lagoas, regiões que concentram parte das operações florestais da empresa e onde novos investimentos vêm sendo realizados.

Desenvolvimento regional

Durante o evento, o diretor de Operações Florestais da MS Florestal, José Marcio Bizon, destacou que a estratégia da companhia vai além da contratação de serviços e busca fortalecer o ambiente de negócios nas cidades onde atua.

Segundo ele, o desenvolvimento da empresa está diretamente ligado ao fortalecimento da economia local.

"Acreditamos que o crescimento da empresa só faz sentido quando também gera benefícios para a comunidade. Por isso, investimos na preparação de empreendedores locais para que se tornem fornecedores qualificados, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico e social da região", afirmou.

A proposta da companhia é ampliar a participação de empresas sul-mato-grossenses em sua cadeia de suprimentos, reduzindo a dependência de fornecedores de outros estados e incentivando a geração de empregos e renda nos municípios da Costa Leste.

Expansão das florestas plantadas impulsiona negócios

O avanço do setor florestal também foi destacado pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Arthur Falcette, que ressaltou a integração entre os municípios da região para aproveitar o ciclo de investimentos impulsionado pelas indústrias de celulose.

Segundo o secretário, a expansão das florestas plantadas tem estimulado uma atuação conjunta entre as cidades, fortalecendo o desenvolvimento regional.

"É muito positivo ver que os municípios estão trabalhando de forma integrada, sem disputas, entendendo que quando uma cidade cresce, toda a região também avança. Os investimentos estão se espalhando pela Costa Leste de Mato Grosso do Sul e isso é resultado de planejamento e muito trabalho", afirmou.

Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul consolidou-se como um dos principais polos brasileiros da indústria de celulose, atraindo investimentos bilionários e ampliando significativamente a demanda por prestadores de serviços, fornecedores de insumos e empresas especializadas em logística, manutenção e infraestrutura.

Como se tornar fornecedor

Para participar da cadeia de fornecimento da MS Florestal, as empresas interessadas precisam estar regularmente constituídas, com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), inscrição estadual e demais documentações exigidas pela legislação em situação regular.

Além da regularidade fiscal, é necessário cumprir as Normas Regulamentadoras (NRs) relacionadas à atividade desempenhada e atender aos critérios técnicos estabelecidos pela empresa.

O cadastro de potenciais fornecedores é realizado por meio da plataforma disponibilizada pela MS Florestal e representa a porta de entrada para futuras oportunidades de contratação à medida que novos projetos e demandas forem sendo abertos pela companhia.

O cadastro de empresas interessadas em fornecer produtos e serviços para a MS Florestal está disponível no link abaixo.https://wa.me/qr/IYLSDJL44KUGD1

Investigação

Relatório preliminar aponta perda de controle em avião que caiu em Campo Grande

Documento do CENIPA registra que a aeronave perdeu o controle durante o voo antes da queda que matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff. A investigação segue em andamento e ainda não aponta as causas do acidente

09/07/2026 17h29

Paulo Ribas/Correio do Estado

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O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) divulgou, nesta quinta-feira (9), o relatório preliminar sobre a queda do avião de pequeno porte que matou o piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, na manhã do último dia 3 de julho, em Campo Grande.

O documento traz as primeiras informações técnicas levantadas pelos investigadores e aponta que a aeronave perdeu o controle durante o voo antes de colidir contra uma área de mata nas proximidades do Aeródromo Santa Maria.

Apesar da constatação inicial, o órgão enfatiza que ainda não é possível afirmar quais fatores provocaram o acidente. O reporte preliminar possui caráter exclusivamente informativo e não identifica responsabilidades nem apresenta conclusões sobre as causas da ocorrência.

A investigação permanece em andamento e poderá levar meses até a divulgação do relatório final.

Conforme o documento, a aeronave ficou completamente destruída com o impacto. Os destroços foram espalhados pela área de vegetação onde ocorreu a queda, dificultando os trabalhos iniciais das equipes de resgate e dos investigadores.

O relatório também informa que a aeronave envolvida no acidente era um Embraer/Neiva EMB-810D Seneca III, matrícula PT-WYQ, fabricado em 1983.

O modelo é um bimotor a pistão de pequeno porte homologado para transportar até seis passageiros, além do piloto, totalizando sete ocupantes, com peso máximo de decolagem de 2.155 quilos.

Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião é certificado na categoria "Normal", destinada à aviação geral e executiva, além de estar autorizado a operar conforme o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 135, que disciplina serviços de táxi aéreo e outros tipos de transporte aéreo não regular.

Na manhã do acidente, a aeronave havia decolado do Aeródromo Santa Maria com destino ao Pantanal sul-mato-grossense. A pesquisadora seguiria para mais uma etapa de seus estudos científicos sobre tamanduás, desenvolvidos no bioma brasileiro há mais de uma década.

Pouco tempo após a decolagem, o avião perdeu altitude e caiu em uma região de mata de difícil acesso, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e da Força Aérea Brasileira (FAB). As duas vítimas morreram ainda no local.

Henrique Martin de Carvalho era piloto experiente e atuava no transporte aéreo regional. Já Lydia Theresia Möcklinghoff era uma pesquisadora alemã reconhecida internacionalmente pelos estudos sobre tamanduás no Pantanal brasileiro, trabalho desenvolvido desde 2009 e considerado referência na conservação da fauna do bioma.

Investigação continua sem apontar causas

Logo após o acidente, investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), sediado em São Paulo e vinculado ao CENIPA, foram deslocados para Campo Grande para iniciar a chamada Ação Inicial da investigação.

Nessa fase, os especialistas realizaram o mapeamento completo da área do acidente, documentaram a posição dos destroços, coletaram vestígios, registraram fotografias, analisaram as condições da aeronave, reuniram documentos técnicos e ouviram pessoas relacionadas ao voo.

O CENIPA explica que esse procedimento busca identificar todos os fatores que possam ter contribuído para a ocorrência, sempre com foco na prevenção de novos acidentes.

Diferentemente de investigações conduzidas pela Polícia Civil ou pelo Poder Judiciário, o trabalho do órgão não tem finalidade de atribuir culpa ou responsabilidade criminal, mas sim de compreender tecnicamente as circunstâncias que levaram ao acidente para aperfeiçoar a segurança da aviação brasileira.

O órgão também reforça que todas as informações constantes no reporte preliminar poderão ser alteradas, complementadas ou revisadas conforme novas evidências forem surgindo durante a investigação.

Nos próximos meses, os investigadores deverão analisar registros de manutenção da aeronave, documentação operacional, condições meteorológicas, comunicações entre piloto e órgãos de controle, planejamento do voo, histórico do equipamento e demais elementos considerados relevantes para reconstruir a sequência dos fatos.

Somente ao término desse trabalho será publicado o Relatório Final, documento que poderá apresentar os fatores contribuintes identificados e recomendações de segurança destinadas a reduzir o risco de novos acidentes semelhantes.

Paralelamente à investigação aeronáutica, a Polícia Civil também apura o caso. A expectativa é de que o laudo pericial elaborado pela corporação seja concluído ainda na primeira quinzena deste mês.

Até lá, as autoridades mantêm cautela e descartam qualquer conclusão definitiva sobre o que provocou a tragédia.

Relembre o acidente

O acidente ocorreu na manhã de 3 de julho, poucos minutos após a decolagem do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande.

A aeronave seguia para o Pantanal sul-mato-grossense, onde a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff realizaria mais uma expedição científica dedicada ao estudo dos tamanduás.

Pouco depois da decolagem, o avião caiu em uma área de mata de difícil acesso, mobilizando uma grande operação de resgate envolvendo Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Científica, Força Aérea Brasileira e equipes do CENIPA.

Henrique Martin de Carvalho e Lydia Theresia Möcklinghoff morreram no local. A pesquisadora era considerada uma das principais especialistas em tamanduás do mundo e desenvolvia pesquisas no Pantanal desde 2009, contribuindo para projetos de conservação da fauna brasileira.

O caso marcou o primeiro acidente aéreo com vítimas fatais registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.

Corpo da pesquisadora segue no Brasil à espera de definição da família

Seis dias após o acidente aéreo que vitimou a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos, e o piloto Henrique Martin de Carvalho, o corpo da cientista permanece no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), em Campo Grande.

As autoridades estaduais ainda aguardam uma decisão dos familiares da pesquisadora, na Alemanha, para dar continuidade aos procedimentos de liberação e ao traslado internacional dos restos mortais. Até que haja essa definição, o corpo segue sob responsabilidade do Estado.

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