Domingo, 19 de Novembro de 2017

Temerosos com avanço de erosão, moradores deixam condomínio

2 MAR 2010Por 05h:49
Moradores do Residencial Cachoeirinha II – que teve a área de lazer destruída pelo temporal que atingiu Campo Grande no sábado –, começaram a sair de casa temerosos que os deslizamentos de terra continuem e atinjam os blocos de apartamentos. O Corpo de Bombeiros vistoriou o local e garante que, por enquanto, não há risco de que a erosão avance. Contudo, a corporação pede que as famílias fiquem alerta e avisem caso percebam algum risco. Eri ka Jacobi, 30 a nos, mora em um dos apartamentos do Bloco J, que está mais próximo dos estragos, d isse que passou a noite em claro com medo de que o pior acontecesse. “A gente não domina a natureza. Não dá para saber se o resto do condomínio não vai desabar se chover mais”. Ela mora no local com o marido e duas filhas – uma de 6 anos e outra de 6 meses –, mas disse que, embora sejam proprietários do apartamento, estão procurando casa para alugar. “Não vou ficar aqui enquanto não tiver garantia que a situação não vai piorar. Hoje mesmo (ontem) estamos indo passar uns dias na casa da minha mãe”. De acordo com o segurança do residencial, Adilson Burgos, 27 anos, outros moradores do mesmo bloco passaram a noite de domingo fora de casa. “O pessoal está com medo mesmo”, contou. Segundo a administração do condomínio, três famílias deixaram suas residências no domingo. Plaenge Apesar de não ter sido atingido diretamente pelos estragos provocados pela chuva, moradores do Residencial Jardins do Jatobá também mostraram-se preocupados com a situação por estarem próximos ao Córrego Prosa que, com a chuva de sábado, “engoliu” trecho da Rua Ceará e da Avenida R icardo Brandão. Contudo, a Plaenge – empresa que construiu o residencial – garantiu, via assessoria de imprensa, que a estrutura do Jardins do Jatobá não foi afetada. (AZ)

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