Cidades

CATÁSTROFES

Temer e Cardozo estudam mudanças legislativas para prevenção

Temer e Cardozo estudam mudanças legislativas para prevenção

AGÊNCIA BRASIL

20/01/2011 - 06h30
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O vice-presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vão apresentar ao Congresso Nacional um projeto de reformas legislativas referente à ocupação e ao uso do solo, com o intuito de prevenir catástrofes como a que afeta atualmente o Rio de Janeiro.

Em reunião hoje (19) à tarde, Temer e Cardozo começaram a traçar as diretrizes do pacote. Elas serão discutidas posteriormente com representantes de outros ministérios e apresentadas à presidenta Dilma Rousseff. As mudanças na lei poderão ser apresentadas ao Congresso na forma de projeto de lei, de medida provisória ou de decreto legislativo.

“O Ministério da Justiça e a Vice-Presidência foram incumbidos pela presidenta da República de encontrar fórmulas legislativas para prevenir acidentes dessa natureza. A ideia é apresentar, logo na abertura do ano legislativo [as propostas] o que não puder ser feito por medida provisória”, explicou Temer. O ano legislativo começa em fevereiro.

O principal foco das mudanças deve ser o Estatuto das Cidades. Temer e Cardozo afirmam que não se trata de uma revisão geral e profunda do estatuto, mas admitem que ele será aperfeiçoado. Os dois pretendem, por exemplo, mudar a regra que prevê a obrigatoriedade de plano diretor para ocupação e uso do solo apenas para cidades com mais de 20 mil habitantes.

“às vezes, uma cidade que ainda não tem essa população já apresenta ocupação irregular em áreas de risco. Aí, quando ela completa os 20 mil habitantes e vai fazer o plano, a situação já está consolidada. Então, devemos mexer nessa regra”, afirmou o vice-presidente.

Outro ponto a ser estudado pelos dois será a questão da ocupação de áreas de encostas. Eles devem procurar uma forma legislativa de impedir essa ocupação e de responsabilizar prefeitos e municípios que permitam a situação. “Só que nós precisamos encontrar uma forma de penalizar o prefeito e o município, sem prejudicar a população que vive naquele município”, disse Temer.

O vice-presidente e o ministro da Justiça deverão tratar do assunto com a presidenta Dilma em reunião na próxima semana. Para apresentar o plano de reformas já na volta dos trabalhos legislativos, Temer e Cardozo terão de concluir o estudo até o dia 2 de fevereiro.

180

Campanha contra a violência à mulher leva canal 180 para as contas de luz

As contas de energia elétrica em todo o País terão o canal de denúncias disponível; contas de março da Energisa já foram atualizadas

09/04/2026 17h30

Canal 180 vai estar escrito em todas as contas de energia elétrica

Canal 180 vai estar escrito em todas as contas de energia elétrica Arquivo Correio do Estado

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Com foco na campanha de combate à violência doméstica, as distribuidoras de energia elétrica do País passam a incluir o número 180 nas contas de energia. A iniciativa é inédita no Brasil e pretende ampliar o acesso à proteção e enfrentamento da violência doméstica. 

O 180 é um canal direto para atendimento à mulher. Em Mato Grosso do Sul, a Energisa atende mais de 1,2 milhão de clientes em 74 municípios do Estado. As contas do mês de março emitidas no Estado já vieram contendo as frases “Violência contra a mulher é crime. Não se cale. Denuncie. Ligue 180”, no campo laranja da conta. 

A iniciativa é uma parceria do Governo Federal no âmbito do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e já começou a ser implementada pelas distribuidoras em todo o País, alcançando mais de 212 milhões de pessoas. 

“Assim como a energia elétrica que chega às casas de nossos clientes 24 horas por dia, o Ligue 180 também está disponível em tempo integral para acolher e orientar mulheres em situação de violência. Ao incluir esse número em todas as contas de luz, reforçamos nosso compromisso não apenas com a prestação de um serviço essencial, mas também com a proteção da vida e da dignidade” afirma o gerente de Serviços Comerciais da Energisa Mato Grosso do Sul, Artur Gandra.

O movimento acontece em meio a um aumento de casos de feminicídio em todo o País. No ano passado, foram 1.568 vítimas do crime, um aumento de 4,7% com relação a 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

Em 2024, mais de 257 mil mulheres sofreram lesão corporal causadas por terceiros no contexto de violência doméstica. Outras 51 mil foram vítimas de violência psicológica. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. 

O Ministério das Mulheres mostrou que o canal 180 realizou mais de 1 milhão de atendimentos em 2025, uma média de 3 mil por dia. Ainda foram realizadas 155.111 denúncias de violência. 

Somente no mês de janeiro deste ano, foram 90.758 atendimentos e 15.575 denúncias. Em Mato Grosso do Sul, desde o início do ano, foram recebidas 5.877 denúncias de violência doméstica e 9 feminicídios no Estado.

“Levar o 180 para dentro dos lares por meio da conta de luz é uma estratégia necessária para ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de proteção. Muitas mulheres ainda enfrentam barreiras para denunciar ou não sabem onde buscar ajuda. Quando essa informação chega de forma direta e permanente, aumentamos as chances de romper o ciclo da violência”, afirma Patrícia Audi, presidente da Abradee.

Canal 180

O serviço do 180 é gratuito, confidencial e funciona 24 horas por dia. O canal é voltado para o registro de denúncias, além de oferecer orientações sobre direitos, informações sobre a legislação e encaminhamento para atendimentos especializados e autoridades competentes. 

Ao incluir o número nas contas de luz, as distribuidoras ampliam o alcance da informação, especialmente em contextos em que a vítima pode estar isolada ou com acesso restrito a outros meios de denúncia.


 

Atualização

Receita Federal atualiza regras para acesso a serviços digitais; veja

Nova instrução normativa fortalece o uso da conta gov.br, regulamenta a representação digital

09/04/2026 16h45

Foto: Divulgação

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A Receita Federal do Brasil publicou nesta quinta-feira (9), uma instrução normativa que atualiza e padroniza as regras de acesso aos seus serviços digitais, medida que amplia a segurança e a eficiência no uso das plataformas eletrônicas.

A norma, em vigor desde a última segunda-feira (6), também consolida o Portal de Serviços da Receita Federal como principal agregador de serviços online, em substituição gradual ao e-CAC.

O novo regulamento estabelece a conta gov.br como principal meio de identificação digital dos usuários, exigindo níveis de segurança compatíveis com o tipo de serviço acessado. Para pessoas jurídicas, o acesso poderá ser feito pelo responsável legal do CNPJ, com uso de certificado digital ou por terceiros autorizados.

A instrução também define conceitos-chave, como serviços exclusivos e compartilhados, autorização de acesso, procuração digital e representante digital.

Na prática, usuários poderão autorizar terceiros a atuar em seu nome no ambiente eletrônico da Receita, com poderes para enviar documentos, apresentar pedidos, interpor recursos e assinar digitalmente.

As autorizações podem ser concedidas diretamente pelo titular ou mediante solicitação formal, com validação obrigatória em ambiente digital.

A Receita prevê ainda mecanismos de controle, como limites para número de autorizações e possibilidade de bloqueio ou suspensão em caso de irregularidades, indícios de fraude ou uso indevido, medida que inclui a proibição de sistemas automatizados não autorizados.

O acesso aos serviços poderá ser bloqueado em situações como irregularidade no CPF ou CNPJ, ou inconsistências cadastrais, permanecendo restrito até a regularização. A norma também trata de casos específicos, como cancelamento automático de autorizações em caso de falecimento e possibilidade de atendimento presencial em situações excepcionais.

Saiba*

O novo portal é integrado com sistemas como o eSocial e a Redesim, o que amplia a centralização dos serviços digitais. 

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