Quarta, 22 de Novembro de 2017

Tarifa de ônibus é unificada e congelada em R$ 2,50

24 FEV 2010Por 06h:45
O valor da passagem de ônibus será unificado, congelado em R$ 2,50 a partir de 1º de março, conforme anunciado na noite de ontem pelo presidente da Agência Municipal de Regulação, Marcelo Amaral. O valor foi definido por meio de estudo técnico feito por equipe das agências Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e de Regulação. Atualmente, 68% dos mais de 4,8 milhões de passageiros que utilizam cartão no sistema de transporte coletivo urbano deixarão de pagar R$ 2,30 para arcar com despesa de R$ 2,50. Já as pessoas que pagam a passagem em dinheiro continuarão pagando R$ 2,50. “Pedimos duas planilhas, uma feita pela prefeitura e outra pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), uma deu custo de R$ 2,55 e outra de R$ 2,56. Para evitar aumentar a tarifa, vou unificar e congelar a R$ 2,50”, justificou o prefeito da Capital, Nelsinho Trad. O administrador municipal explicou que existe um apelo para que o dinheiro seja retirado de circulação dos ônibus em função dos constantes assaltos. “Vou exigir da empresa que faça divulgação para que as pessoas só usem o cartão e também que se coloquem vários pontos de venda de passagem”, adiantou. Os atuais 50 pontos de venda devem ser ampliados para 200. De acordo com o presidente da Agência de Regulação, Marcelo Amaral, em 2009 o custo da passagem para as empresas era de R$ 2,46, no entanto, os valores fixados quando do reajuste foram de R$ 2,30 para pagamento com cartão e R$ 2,50 para pagamento em dinheiro. Com base no estudo que verificou os custos fixos e variáveis do sistema de transporte de janeiro a 12 de fevereiro deste ano, em 2010 todos pagarão R$ 2,50 independente do horário de circulação ou da forma de pagamento. Custos A definição do congelamento da tarifa levou em consideração análise de custos variáveis, como valor do óleo diesel, lubrificantes, peças e manutenção da frota, bem como despesas fixas como salário de trabalhadores, tributos e depreciação dos veículos. Técnicos estudaram ainda custo com frota total, quilômetro percorrido, passageiros transportados, integração temporal e isenção concedida a 28% do total de pessoas transportadas. “Não é um número mágico, nem uma caixa-preta. Os números são apresentados e apreciados”, defendeu Marcelo. Durante a reunião, foi anunciado que, durante os próximos seis meses, haverá uma campanha de incentivo para que as pessoas não paguem passagem em dinheiro. De acordo com o presidente da Agetran, Rudel Espíndola Trindade Júnior, a utilização exclusiva do cartão não irá resultar na demissão dos 270 cobradores que atuam nos ônibus da Capital. “Eles serão reaproveitados na venda de cartão ou remanejados dentro da própria empresa”, afirmou. Assaltos Rudel explicou que a instalação de 220 câmaras de segurança em ônibus não ajudaram a reduzir o índice de criminalidade. O número de assaltos teve redução de janeiro a outubro de 2009, mas desde então passou a registrar aumento expressivo. “Os assaltos estão cada dia mais graves, tem motorista que já foi assaltado 18 vezes. Os bandidos fazem armadilhas, usam mulheres como iscas e os motoristas, com medo, acabam filtrando os passageiros”, justificou, explicando que em cada ação criminosa os assaltantes levam de R$ 30 a R$ 40 e que a retirada deste dinheiro de circulação é uma solicitação do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo e também do Ministério Público Estadual (MPE).

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