Quinta, 23 de Novembro de 2017

Suspeito de crime diz que garota se matou

29 JUL 2010Por 23h:25
MICHELLE ROSSI

Laudos necroscópicos e de local sobre a morte da garota Thatyane Romeiro Rocha, 16, que levou um tiro na cabeça, no último dia 11,  na Vila Nasser em Campo Grande, indicam para a ocorrência de homicídio, diferente da versão apresentada pelo principal suspeito do crime, o ex-namorado da vítima, Éderson Moraes de Lima, 25, que declarou suicídio.
O rapaz aguarda as investigações em liberdade. Ele já tem passagem pela polícia por homicídio quando era menor. Os documentos periciais foram entregues ao delegado Weber Luciano de Medeiros, titular da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, que investiga o caso.
No laudo necroscópico consta que o autor encostou o cano da arma na vítima, tendo o projétil atravessado sua cabeça. No entanto, a arma utilizada no crime e o projétil que matou Thatyane foram encontrados. “Fizemos várias buscas, mas sem sucesso para localizá-las”, disse o delegado. O principal suspeito do crime estava foragido desde o dia da morte da garota e se apresentou à polícia no último dia 20. “A versão dele é de que ela teria cometido suicídio, mas o fato de ele ter sido o último a ter contato com a vítima; ter fugido do local; a arma ter desaparecido; as passagens dele pela polícia incluindo-se um homicídio quando ele tinha 15 anos, e o fato de a vítima não ter perfil depressivo, apontam para ele como responsável pelo crime”, destacou o delegado.
Éderson declarou-se como servente de pedreiro e disse que fugiu do local porque ficou com medo da reação dos familiares. Tem passagens por tráfico de drogas, posse ilegal de arma e desacato.     
Segundo depoimentos de testemunhas, Thatyane manifestou a voacntade de terminar o relacionamento de 4 anos que mantinha com Éderson em razão dos ciúmes do rapaz e também por ele apresentar perfil violento. Três dias antes da morte da garota, o casal estava junto, na residência de Éderson.  
Na noite do crime, os dois voltavam a pé de uma festa na Vila Nasser quando, segundo o rapaz, houve uma discussão entre os dois, ele deu três passos adiante e ouviu o tiro que Thatyane teria dado contra a própria cabeça. Mas a polícia desconfia da versão. “O suicida escolhe um local, não o faz no meio da rua”, observou o delegado.
Ainda não há testemunhas que viram o tiro ser disparado contra a garota, mas uma pessoa declarou que viu Éderson sair correndo do local. Até o momento dez pessoas foram ouvidas e o delegado não espera por mais nenhum laudo. “O que eu preciso para encerrar o inquérito é reunir provas que mostrem o Éderson como autor do tiro que matou Thatyane”, citou. As investigações sobre a relação que o casal mantinha e a busca pela arma continuam.    

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