Terça, 21 de Novembro de 2017

Subsídios podem chegar a R$ 48 bilhões

28 MAR 2010Por 00h:48
Pelos cálculos de Simão, da CBIC, se a meta do governo for a construção de dois milhões de novas casas, o subsídio total do Tesouro em quatro anos com o programa – incluindo não só o grupo de zero a três salários mínimos, mas também de três a seis salários – será da ordem de R$ 48 bilhões. Se o objetivo for de três milhões de unidades, o subsídio originado do Orçamento da União para os anos de 2011 a 2014 será de R$ 72 bilhões. “Eu mesmo sou a favor da meta de dois milhões de unidades. Se o programa estiver indo bem, ela pode ser revista”, afirmou Simão recentemente. Além disso, o governo discute ainda se haverá algum benefício para as famílias com renda de seis a 10 salários mínimos. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvin Fox, concorda com Simão. “Acredito que o mais razoável para o setor seria construir dois milhões de moradias em quatro anos”, diz Fox, afirmando que as construtoras poderiam ter dificuldade de produzir mais do que isso. Ele estima que até meados do ano a Caixa atingirá 750 mil habitações contratadas pelo programa, considerando que a média mensal de contratações já está próxima de 70 mil. Ganhando velocidade No levantamento mais recente obtido pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), em 1º de março, a Caixa registrava 330.191 unidades habitacionais contratadas pelo programa. Outros 725.269 contratos estão em análise. As contratações cresceram 19,8% em relação ao final de 2009.

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