Cidades

MATO GROSSO DO SUL

STJ manda dermatologista servir a pátria

STJ manda dermatologista servir a pátria

DA REDAÇÃO

01/06/2013 - 00h00
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A Lei que dispõe sobre o Plano Geral de Convocação para o Serviço Militar afeta os estudantes de medicina, farmácia, veterinária e odontologia graduados após 2010. Com esse entendimento, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça negou pedido de um dermatologista do Mato Grosso do Sul que fora dispensado por excesso de contingente.

De acordo com a lei, esses profissionais podem ser convocados para prestar serviço militar obrigatório, após a conclusão do curso, da residência médica, ou da pós-graduação, mesmo que não tenham prestado o serviço por adiamento ou dispensa de incorporação.

O dermatologista se formou em medicina em 2008, mas concluiu a residência médica apenas em 2012. Ele argumentava que a lei não poderia alcançá-lo, porque havia sido dispensado antes de 2010.

Para o Ministério Público Federal, a lei também não o atingiria porque fora dispensado por excesso de contingente e não por adiamento de incorporação para estudos.

Mas o ministro Humberto Martins entendeu que o caso se enquadra na jurisprudência da Seção fixada em recurso repetitivo. Com a decisão, o médico terá que se submeter à convocação dos profissionais de saúde, que dura em regra dois anos.

Fonte: STJ
 

Educação

Estudante de Campo Grande representa o Brasil em intercâmbio de tecnologia na China

Aos 16 anos, jovem participou de programa internacional e quer incentivar outros sul-mato-grossenses a buscarem oportunidades no exterior

07/08/2026 14h15

estudante Pedro Henrique Bernardo Trindade, de 16 anos

estudante Pedro Henrique Bernardo Trindade, de 16 anos Arquivo Pessoal

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O estudante Pedro Henrique Bernardo Trindade, de 16 anos, morador de Campo Grande, foi um dos dez brasileiros selecionados para participar do AFS Global STEM Academies 2026,um programa internacional voltado às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Entre os dias 8 de julho e 5 de agosto, ele participou de uma imersão na China ao lado de estudantes de mais de 15 países.

Aluno do 2º ano do Ensino Médio no Colégio Militar de Campo Grande, Pedro construiu a trajetória acadêmica participando de olimpíadas do conhecimento, projetos de iniciação científica e pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Durante o intercâmbio, o estudante participou de atividades nas áreas de robótica, engenharia da computação e inovação, além de visitar centros de pesquisa, universidades e empresas de tecnologia. Também integrou equipes multiculturais para desenvolver desafios de engenharia e teve contato com diferentes modelos de desenvolvimento sustentável.

Para Pedro, a experiência mudou a forma como enxerga o papel da tecnologia na sociedade. "Voltei da China com a percepção de que investimentos em educação, pesquisa, infraestrutura e inovação fortalecem a capacidade de um país de se desenvolver. Mais do que conhecer novas tecnologias, aprendi que o verdadeiro diferencial está em transformar conhecimento em soluções que beneficiem toda a sociedade", afirma.

De volta ao Brasil, o estudante já pensa nos próximos passos. Não só aplicar o conhecimento adquirido, ele pretende compartilhar a experiência para estimular outros jovens de Mato Grosso do Sul a acreditarem no próprio potencial.

"Quero mostrar para outros estudantes que oportunidades internacionais são possíveis. Muitas vezes, o maior obstáculo não é a falta de capacidade, mas a falta de informação ou de confiança para dar o primeiro passo", diz.

Segundo o estudante, a intenção é incentivar a participação de jovens em olimpíadas do conhecimento, projetos de pesquisa e programas de intercâmbio. Para ele, experiências internacionais ampliam horizontes e contribuem para formar profissionais e cidadãos mais preparados para um mundo cada vez mais conectado.

Polícia

Bebê desaparece após adolescente e irmã serem mantidas em cárcere, em Campo Grande

Jovem afirma que ela e a irmã, de 13 anos, foram amarradas e mantidas em cárcere; Polícia Civil investiga o desaparecimento da criança

07/08/2026 14h00

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente)

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente) FOTO: Divulgação PCMS

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Uma bebê desapareceu após a mãe, uma adolescente de 17 anos, e a tia, de 13 anos, afirmarem que foram mantidas em cárcere por várias horas em uma residência, em Campo Grande. O caso ocorreu na quinta-feira (6) e é investigado pela Polícia Civil. A mãe da criança presta depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na tarde desta sexta-feira (7).

Em entrevista ao Correio do Estado, a madrinha da bebê contou que a adolescente conheceu uma mulher em um grupo de doações no WhatsApp. Segundo ela, a suspeita inicialmente doou roupas para a criança e, dias depois, ofereceu um ensaio fotográfico. Como o encontro não aconteceu, a mulher teria feito uma proposta de trabalho para a jovem.

De acordo com o relato da familiar, a adolescente aceitou cuidar de um bebê de seis meses pelo valor de R$ 100 e recebeu autorização para levar a própria filha. Ela foi até o endereço acompanhada da bebê e da irmã, de 13 anos, que a auxiliaria durante o trabalho.

Ainda conforme a madrinha, ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram surpreendidas por pessoas que as renderam. "Eles abordaram elas, amarraram elas e trancaram uma no banheiro e a outra em um quarto com a neném. Elas ficaram lá até por volta de uma da manhã, quando foram soltas em um terreno baldio, nas proximidades da Avenida Guaicurus", relatou.

Após serem libertadas, as adolescentes caminharam de volta para casa. Desde então, a bebê não foi mais encontrada. A família informou que tentou localizar o imóvel onde elas haviam sido levadas, mas não conseguiu encontrá-lo. O celular da mãe também não foi devolvido.

A Polícia Militar informou que realizou o primeiro atendimento da ocorrência, mas que o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil. A corporação informou ainda que, até o momento, a ocorrência não é tratada oficialmente como sequestro, e que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

"A equipe da PM fez o primeiro atendimento e, como elas não recordavam direito das informações, todas foram levadas para a delegacia. As diligências seguem com a equipe da Polícia Civil", informou.

A mãe da bebê permanece durante a tarde desta sexta-feira na DPCA, onde presta depoimento. Até a publicação desta reportagem, a criança não havia sido localizada e a Polícia Civil ainda não divulgou informações sobre o andamento das investigações.

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