Correio B

Calorias

Sopas paracem leves, mas podem enganar

Sopas paracem leves, mas podem enganar

Laís camargo

06/06/2011 - 23h00
Continue lendo...

Entre uma sopa e um hambúrguer. Quem está de regime escolhe sopa, é claro. Na verdade não é tão claro assim. Algumas opções de sopa podem ser ainda mais calóricas que um hambúrguer.

Saladas e sopas são falsos-magros: quem vê a cara do prato pronto, não enxerga calorias contidas nele. Uma sopa de feijão com macarrão, por exemplo, contém aproximadamente 400 calorias. Quando ingerida na companhia de pãezinhos, ou servida no pão italiano, o prejuízo pode ser dobrado.

Fernanda Granja, nutricionista clínica especializada em nutrição funcional, nutrição pediátrica e fisiologia do exercício, explica que sopas que levam queijos e creme de leite devem ser consumidas, preferencialmente, durante o almoço. No jantar, o recomendado é optar por pratos mais leves, com pouco ou nenhum carboidrato. A orientação ajuda a perder medidas, ou, ao menos, manter peso.

“Elas podem substituir qualquer refeição, tudo vai depender da composição. No almoço deve ser completa, com todos os nutrientes necessários (massas ou tubérculos, carnes, folhas, e legumes). À noite, é bom investir em sopas mais leves, sem carnes, massas, queijos. O ideal é que sejam à base de legumes e grãos.”

Vai dar caldo

Além do alto valor nutricional, as sopas feitas com legumes e verduras cozidas saciam rapidamente. O caldo final, resultante do cozimento dos legumes e verduras, estimula a liberação de colecistoquinina (CCK), hormônio gastrointestinal sintetizado por neurônios do sistema nervoso central, responsável por emitir a mensagem de satisfação ao cérebro.

Na presença de líquidos, a resposta do hormônio é mais rápida e eficaz do que a provocada por alimentos sólidos. Embora os estudos endossem a vantagem dos líquidos para controlar a compulsão alimentar, a ingestão de sucos, refrigerantes e até mesmo água, durante a refeição, é contraindicada.

“É um hábito difícil de ser mudado, mas há evidências de que o consumo exagerado de bebidas durantes as refeições pode prejudicar o processo de digestão e a absorção de alguns nutrientes.”

Embora o caldo seja fundamental, a digestão do líqudio é mais rápida, e atencipa a fome poucas horas após a refeição. Para que o prato não seja vilão da dieta, é importante incluir grãos integrais, legumes, verduras ou alguns pedacinhos de carne. Dessa forma, a digestão será mais lenta, uma vez que, esses ingredientes exigem mais mastigação e promovem saciedade no longo prazo, explica Fabiana Honda, nutricionista da PB Consultoria em Nutrição.

Santo remédio

Uma sopa saudável e nutritiva pode auxiliar em algumas doenças, principalmente em casos de gripes e resfriados. Para que o alimento ganhe status de remedinho caseiro, é fundamental selecionar bem os ingredientes. Fernanda indica o uso do alho. Por ser um excelente antitérmico e expectorante natural, pode ser utilizado em casos de bronquite e asma.

A nutricionista recomenda também a inclusão de gengibre para tratar sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, diminuir a congestão nasal e cólicas menstruais. A cebola, além de rica em vitamina C, tem ação antimicrobiana e auxilia no alívios de gripes e resfriados.

“A vantagem da sopa é a utilização do caldo, que na maioria das preparações é desprezado. É nele, entretanto, que estão concentrados todos os nutrientes obtidos pelo cozimento de carnes, verduras e legumes.”

Abaixo, Fernanda Granja lista ingredientes que devem banidos do caldeirão de quem deseja emagrecer:

Creme de leite
Bacon, paio, calabresa e lombo, embutidos e defumados
Temperos e caldos industrializados
Queijos em geral
Pãezinhos e croutons como acompanhamento
Alta quantidade de carboidratos como batata, mandioca, mandioquinha, macarrão ou arroz

Sopas calóricas
Com massas, creme de palmito, ervilha com bacon, feijão com macarrão e as demais que incluem creme de leite e queijos

Sopas leves
Legumes como cenoura, chuchu, beterraba, couve, cebola, alho, ervas e especiarias naturais, arroz ou macarrão (de preferência na versão integral) ou sopa de caldo verde, que geralmente é feita de chuchu e couve

FOLIA

Bebeu muito no Carnaval? Veja dicas de nutricionista para amenizar a ressaca

Ressaca acontece por conta de desidratação, hipoglicemia, efeitos tóxicos do álcool e acetaldeído no cérebro

15/02/2026 17h00

Pessoa com ressaca - Imagem de ilustração

Pessoa com ressaca - Imagem de ilustração

Continue Lendo...

Milhares de foliões pulam Carnaval nesta sexta (13), sábado (14), domingo (15), segunda (16) e terça (17).

Mas, muitos aproveitam a festa como se não houvesse amanhã e exageram na dose alcoólica. Como consequência, a ressaca é a primeira a 'dar as caras' no dia seguinte.

Ressaca é um conjunto de sintomas físicos e mentais, que causam dor de cabeça, sensibilidade à luz e som, fadiga, sede, tontura, náusea, vômito, boca seca, cansaço, sudorese e falta de apetite.

O álcool, em excesso, afeta a alteração da absorção de nutrientes, causa sobrepeso e aumento da barriga, altera a flora intestinal, interfere na imunidade, prejudica a pressão arterial e causa cirrose.

Em entrevista ao Correio do Estado, a nutricionista pós-graduada em Nutrição Esportiva, Lauana Emanuela Oliveira, afirmou que o fígado é o órgão do corpo que mais sofre com o excesso de álcool.

"O fígado é responsável por transformar substância tóxicas em não tóxicas no nosso organismo e o álcool é uma substância tóxica. Quando o álcool chega no fígado, é transformado em ácido acético, que é uma substância que não nos faz mal. Mas, antes desse processo acontecer, ele é transformado em acetaldeído, que é algo mais tóxico ainda. Então, o nosso organismo não fica apenas exposto apenas a uma substância tóxica, mas sim a duas", explicou.

"A sensação de mal estar é causada pelo acetaldeído. O fígado ficou trabalhando para processar o álcool e deixou de executar funções importantes, como liberar glicose nos momentos de jejum. O cansaço do dia seguinte é resultado de um corpo intoxicado que ficou lutando contra os baixos níveis de açúcar no sangue", finalizou.

As dicas que a especialista dá, para amenizar a ressaca, são:

  • Comer melancia, melão, abacaxi e laranja (frutas com alto teor de líquido)

  • Tomar bastante água

  • Ficar em repouso

  • Se alimentar bem

  • Tomar café preto

Coma alcoólico

Coma alcoólico é quando se ultrapassa o limite de metabolização do álcool pelo fígado. Com isso, o órgão não consegue mais realizar seu papel e o nível de álcool continua alto no sangue, causando intoxicação nos órgãos internos e no cérebro.

O excesso ocorre quando há mais de uma grama de álcool por litro de sangue e depende não apenas da dosagem que é consumida, mas também do peso, altura, alimentação e constituição física da pessoa. 

A partir das três gramas por litro, já é possível aparecer problemas cardiorrespiratórios, perda de consciência, desmaios, convulsão e hiportermia.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filme

"Viver Elke Maravilha foi um trabalho de observação e detalhes muito grandes"

15/02/2026 16h00

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filme

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filme Foto: Arturo Cordero

Continue Lendo...

Celebrando 15 anos de carreira, Gabi Spaciari pode ser vista em duas produções recentes do streaming: Na Netflix, a atriz interpreta Elke Maravilha no longa “Silvio Santos vem aí”, ao lado de Leandro Hassum. Já na Prime Video, ela pode ser vista nos filmes “O armário mágico” e “Um caso de outro mundo”, que protagoniza ao lado de Glauce Graieb e Nívea Maria.

Paranaense, Gabi também é produtora. Entre seus projetos está o curta-metragem "Broken Hills", dirigido por Edmilson Filho. A obra, que ela escreveu e estrelou, recebeu diversos prêmios e indicações de Melhor Atriz em festivais internacionais. Atualmente, a artista está em fase de pós-produção do documentário longa-metragem "Mom Street", que dirigiu e produziu, abordando a comunidade de Skid Row, em Los Angeles, e possíveis soluções para a situação das pessoas em situação de rua.

Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Gabi Spaciari também atuou nos longas brasileiros "Love in Quarantine" e “Fora de Cena”.  Ela ainda tem trabalhos na Espanha, nos Emirados Árabes e nos Estados Unidos, onde participou da série americana "The Bold and the Beautiful", exibida pela CBS, e da peça "Paisaje Marino con Tiburones y Bailarina" - vencedora do Encore Award no Hollywood Fringe Festival (2018).

Gabi também tem no currículo campanhas para marcas nacionais e internacionais, como O Museu do Luvre, Warner Bros, Museu Sheik Zayed, e participações em videoclipes “Maresia", do cantor português Gohu, e "One Last Time", da cantora canadense Maggie Szabo.

Gabi é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, trabalhos e seu papel como a icônica Elke Maravilha em filme. 

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filmeA atriz Gabi Spaciari é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Arturi Cordero - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Gabi você interpreta Elke Maravilha no filme “Silvio Santos Vem ai’”, que está disponível na Netflix. Como foi dar vida a esse ícone nacional? Como a caracterização impactou na sua atuação?
GS -
 Foi uma delícia! Não tem como colocar um ornamento na cabeça de 30 centímetros e agir naturalmente, imediatamente a gente vira Elke! Elke tem muitas camadas, nesse filme a gente vê só a caracterização. 

CE - Você também pode ser vista nos longas “O armário mágico” e “Um caso de outro mundo”, do qual é protagonista, na Prime Video. Como você observa o espaço que streaming dá para produções e artistas hoje?
GS -
Acho que é uma via de mão dupla, custa tanto para fazer uma produção que ter uma quantidade tão diversa de filmes, sem precisar produzir é extremamente lucrativo para os streamings. E para os filmes é essencial exposição. Então, acho que ambos se beneficiam.

CE - Apesar de vários filmes no currículo, você ainda não tem novelas. Sonha em trabalhar nesse tipo de produção no Brasil?
GS -
Claro que sim! Poder ir ao set durante meses seguidos deve ser uma delícia para o ator. No cinema, as produções que participei duraram de 2 semanas a 2 meses. 

CE - Acha que fazer novela e TV aberta são ainda fundamentais para a visibilidade dos artistas?
GS -
 Depende do país que estamos falando. Se for Brasil, com certeza, já que somos o país das telenovelas. Ao redor do mundo, não. Os programas mais vistos não são novelas.

CE - Você fez vários trabalhos pelo mundo, como nos EUA e na Espanha. O que enxerga de diferente no mercado internacional? E como é se manter trabalhando fora do país?
GS -
 Cada país difere muito em termos de produção audiovisual. Os EUA são mais estruturados e acessíveis em termos de acesso aos castings, por exemplo. A Espanha é um mercado aquecido da Europa, onde já fiz comercial. Mas, em qualquer parte do mundo, oO caminho é sempre o mesmo: agências, testes, conhecer gente, manter material atualizado, continuar aprendendo…

CE - Em Paralelo à vida de atriz, você é produtora e tem curtas em festivais e está finalizando outros. Como é assumir as rédeas de projetos pessoais? 
GS -
 É gratificante ver ideias que eram só suas ganhando vida e sendo abraçadas por outras pessoas. Acho que esse é o poder da comunicação. Acredito que é uma necessidade contar histórias e, às vezes, elas ainda não foram abordadas por determinado ângulo. Então, surge daí a minha necessidade de contá-la.

Entrevista exclusiva com a atriz Gabi Spaciari, ela interpreta a saudosa Elke Maravilha em filmeA atriz Gabi Spaciari é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você está festejando 15 anos de trajetória artística. Qual avaliação você faz da sua carreira até aqui? 
GS -
 Às vezes, eu olho pra trás e parece que já vivi várias vidas. A menina que fazia teatro na cidade de 6 mil habitantes é muito diferente da que trabalhou em Los Angeles. Sempre o que me motivou foi o aprendizado como ser humano para ser uma artista melhor. Acredito que ter morado e trabalhado em várias culturas ao redor do mundo transformou muito minha visão e trajetória enquanto artista.

CE - Você mora em Dubai. Como é a vida por ai? Como é atravessar oceanos pra fazer trabalhos como atriz?
GS -
 Sim! Em Dubai trabalho em comerciais e fotos para marcas bem conhecidas como Museu do Louvre e Warner Bros, por exemplo. Também como assistente de direção em produções locais. Sempre se ganha algo e se perde algo! Aqui as produções cinematográficas são quase inexistentes. 

CE - Quais seus sonhos profissionais?
GS -
 Quero continuar produzindo histórias com senso crítico social, como o documentário que estou trabalhando sobre Skid Row. E participar de filmes e projetos que sejam interessantes! De história, de equipe, mais do que quantidade estou buscando alinhamento e qualidade. 

CE - Quais os próximos projetos a caminho?
GS - 
Mom Street, meu documentário que está em pós-produção. Ele tem direção e produção assinadas por mim e aborda a comunidade de Skid Row, em Los Angeles, e possíveis soluções para a situação das pessoas em situação de rua.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).