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Soldado é libertado após passar cinco anos em cativeiro

Soldado é libertado após passar cinco anos em cativeiro

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19/10/2011 - 03h00
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O soldado israelense Gilad Shalit, que passou cinco anos em cativeiro na Faixa de Gaza, foi libertado na madrugada desta terça-feira, no Egito, após o acordo entre Israel e o grupo islâmico Hamas que prevê a libertação de centenas de prisioneiros palestinos.

Em entrevista à TV egípcia, Shalit disse esperar que o pacto possa levar a um acordo de paz entre os dois povos. "Tenho esperança de que a cooperação entre os dois lados seja consolidada", afirmou.

Shalit foi levado de Gaza para o Egito e, em seguida, entregue a autoridades no lado israelense da fronteira. Israel afirmou que seu estado de saúde é bom. Depois, Shalit foi levado de helicóptero a uma base militar na região central de Israel, onde encontrou seus familiares e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo informou o gabinete de governo. Shalit deixou a base acompanhado de familiares nesta tarde em um helicóptero, que o levou ao seu destino final, sua casa em Mitzpe Hilá, no norte de Israel.

Netanyahu afirmou que, com a libertação, cumpriu a missão que se impôs ao assumir o cargo há mais de dois anos. "Uma das principais missões que encontrei em minha mesa e fixei na agenda do meu coração era trazer de volta para casa nosso soldado são e salvo", declarou em entrevista na base militar de Tel Nof, no centro de Israel.

À TV egípcia, o soldado de 25 anos descreveu seu período de cativeiro em Gaza como "anos de solidão", mas disse que sempre acreditou que seria "libertado algum dia". Ele disse que soube que seria solto "há uma semana".

Shalit afirmou sentir "falta de encontrar pessoas normais", conversar e contar sobre sua experiência. "Tenho muito o que fazer quando estiver livre", afirmou. "Obviamente sinto muita falta de minha família e de meus amigos."

O pai de Shalit, Noam, afirmou em entrevista concedida do lado de fora da casa da família que seu filho precisará de tempo para se recuperar das feridas psicológicas e físicas adquiridas em anos de cativeiro.

Mas ele disse qua família Shilat espera que o jovem consiga levar uma vida normal. Noam acrescentou que o filho está estranhando toda a atenção depois de ter passado os últimos anos no isolamento. Ele falou aos jornalistas que Gilad não tem muito o que dizer sobre o cativeiro, a não ser que o tratamento era ruim no começo, mas foi melhorando com o passar dos anos.

Ao mesmo tempo em que Shalit era libertado, uma primeira leva de 477 prisioneiros deixava prisões israelenses a caminho do Egito. De lá, eles atravessaram a fronteira para a Faixa de Gaza, em Rafah, onde foram recebidos por uma multidão de palestinos. Mais tarde, os ex-prisioneiros palestinos devem participar de uma grande festa de recepção preparada pelo Hamas na Cidade de Gaza.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, disse que o "sacrifício e o trabalho duro" dos presos libertados não foi em vão. "Hoje é um grande dia para a Palestina", afirmou Abbas em discurso perante cerca de 3 mil pessoas em em Ramallah, na Cisjordândia.

Ao todo, Shalit será trocado por mais de mil prisioneiros palestinos. Dentre os 477 soltos nesta terça-feira, 280 haviam sido condenados à prisão perpétua pela morte de civis israelenses. Israel terá agora de cumprir a segunda parte do acordo. Nos próximos dois meses, 550 outros prisioneiros devem ser libertados. Os nomes desses presos ainda não foram definidos.

Referindo-se à "difícil" decisão de libertar os presos palestinos, o premiê israelense afirmou que o governo tem a obrigação de conseguir o retorno daqueles que envia ao front. Além disso, Netanyahu frisou que tentou garantir que a maior parte dos libertados, considerados perigosos para a segurança do país, fosse deportada.

Captura

Shalit foi capturado em 25 de junho de 2006, quando tinha 19 anos, por militantes palestinos ligados ao Hamas. Ele servia em um posto do Exército israelense na fronteira com a Faixa de Gaza. Meses depois, o Hamas assumiu a tutela de Shalit.

Desde então, foram feitas várias negociações para a troca do soldado por prisioneiros palestinos. As conversas nunca progrediram. Um ano após o sequestro, o Hamas divulgou um áudio no qual Shalit dava provas de que estava vivo. Em outubro de 2009, o soldado apareceu em um vídeo.

Os pais de Shalit, Noam e Aviva, passaram a liderar um movimento para a libertação do filho, que ganhou a adesão de israelenses, que se juntaram em grandes manifestações. Nos últimos meses, ativistas montaram um acampamento em frente à residência de Netanyahu, para pressionar o governo a assumir um acordo.

Conexões brasileiras

Um dos liberados em troca de Shalit é Tawfic Abdallah, preso com a mulher, a brasileira Lamia Maruf, em 1986, dois anos após o assassinato do soldado israelense David Manos. A pista que levou as forças de segurança israelenses a prenderem o casal foi o fato de que o carro utilizado para o sequestro do soldado foi alugado com o passaporte brasileiro de Lamia.

Embora tenha afirmado não ter envolvimento no assassinato, Lamia também foi condenada à prisão perpétua, da qual cumpriu 11 anos, até ser libertada em fevereiro de 1997, após um acordo similar ao atual.

Quem também foi incluído na primeira lista é Husan Badran, condenado por planejar o atentado à pizzaria Sbarro, em Jerusalém, que provocou a morte de 15 pessoas, em 2001. Entre os mortos estava o brasileiro Giora Balazs, de 68 anos. A esposa de Balazs, Flora, e sua filha, Deborah, ficaram feridas pelos estilhaços da explosão.

IDENTIDADE

Como tirar o novo RG em Campo Grande: documentos e endereços

Primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita; atendimento é feito apenas com agendamento pela internet em postos espalhados por Campo Grande

23/05/2026 15h30

Nova Carteira de Identidade Nacional pode ser emitida em nove postos de atendimento espalhados por Campo Grande

Nova Carteira de Identidade Nacional pode ser emitida em nove postos de atendimento espalhados por Campo Grande Divulgação

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A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui o antigo RG e utiliza o CPF como número único de identificação, já pode ser emitida em Campo Grande. O atendimento é realizado exclusivamente mediante agendamento pela internet e exige apresentação de documentos originais no dia marcado.

Confira abaixo o que é necessário para tirar a CIN na Capital:

Quem pode emitir a nova CIN?

Todos os cidadãos podem solicitar a nova Carteira de Identidade Nacional. A primeira emissão é gratuita para quem ainda não possui a CIN emitida em nenhuma unidade da federação.

Já a segunda emissão é cobrada, mesmo que o primeiro documento tenha sido feito em outro estado.

O atendimento é presencial?

Sim, mas o comparecimento ao posto de identificação só ocorre após agendamento on-line.

  • O atendimento sem agendamento não é realizado;
  • Quem faltar ao horário marcado precisará fazer um novo agendamento;
  • Ao final do agendamento, o sistema gera um protocolo com data, horário e local do atendimento;
  • O protocolo também pode ser enviado por e-mail.

Quais documentos são obrigatórios na 1ª emissão?

Para emitir a primeira via da CIN, é necessário apresentar:

  • Certidão de nascimento original, para solteiros;
  • Certidão de casamento atualizada, para casados, divorciados ou viúvos;
  • CPF com comprovante de situação cadastral;
  • Certificado de naturalização, quando necessário.

No caso de menores de 17 anos, também é obrigatório apresentar o CPF do responsável legal.

Quais documentos podem ser incluídos na CIN?

O cidadão também pode adicionar outras informações ao documento, como:

  • Título de eleitor;
  • CNH;
  • Carteira de Trabalho;
  • Cartão SUS;
  • NIS;
  • PIS/Pasep;
  • Documento profissional;
  • Certificado militar;
  • Nome social.

Para inclusão do tipo sanguíneo e fator RH, é obrigatório apresentar exame laboratorial com laudo comprobatório.

Quando a emissão é paga?

A taxa de 4 UFERMS é cobrada nos seguintes casos:

  • Segunda emissão;
  • Troca do nome de solteiro para casado;
  • Atualização de dados;
  • Mudança de foto;
  • Alteração de assinatura;
  • Extravio;
  • Correções feitas após 30 dias da entrega do documento.

A correção de erros identificados em até 30 dias após a entrega da carteira é gratuita.

Como pagar a taxa da 2ª emissão?

A guia DAEMS pode ser emitida:

  • Nos próprios postos de identificação;
  • Pelo site da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul.

O pagamento pode ser feito em lotéricas, agências dos Correios e instituições conveniadas.

Quem optar pelo Pix deve apresentar a guia impressa e o comprovante de pagamento no dia do atendimento.

Como funciona a retirada do documento?

Após o atendimento presencial, o solicitante recebe um protocolo com a previsão de entrega da carteira.

A retirada só pode ser feita mediante apresentação do protocolo original.

O documento pode ser retirado:

  • Pelo próprio titular;
  • Por parentes de linha direta, como pais, mães, irmãos ou filhos.

Onde tirar o novo RG em Campo Grande?

Confira os postos de identificação disponíveis na Capital:

Posto de Identificação Itanhangá

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Área Central - PI02

  • Atendimento das 8h às 19h.

Posto de Identificação CAORC - PI91

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Fácil Aero Rancho

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Fácil Bosque dos Ipês

  • Atendimento das 10h às 19h.

Posto de Identificação Fácil Coronel Antonino

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Fácil Guaicurus

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Marrakech

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Shopping Norte Sul

  • Atendimento das 10h às 19h.

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CAMPO GRANDE

Grupo de cirurgiões pediátricos é investigado por suspeita de fixação de honorários

Órgão apura possível centralização de negociações com hospitais e planos de saúde por grupo que atua na Capital

23/05/2026 14h30

Cade apura suposta centralização de negociações e possível fixação de honorários no mercado de cirurgia pediátrica hospitalar em Campo Grande.

Cade apura suposta centralização de negociações e possível fixação de honorários no mercado de cirurgia pediátrica hospitalar em Campo Grande. Divulgação

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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou inquérito administrativo para investigar a atuação da SECIPE – Serviços Cirúrgicos Pediátricos de Campo Grande/MS por suspeita de infração à ordem econômica no mercado de cirurgia pediátrica hospitalar na Capital.

A investigação teve início após denúncia apontar que a empresa reuniria a maior parte dos cirurgiões pediátricos habilitados em Campo Grande e funcionaria como intermediadora das negociações com hospitais e operadoras de planos de saúde.

Segundo o Cade, há indícios de que a estrutura da empresa estaria sendo utilizada para uniformizar condutas comerciais entre profissionais que deveriam negociar individualmente. Entre os pontos apurados estão a possível adoção de tabela fixa de honorários médicos e a centralização de negociações com agentes do setor de saúde.

Na avaliação da Superintendência-Geral, o mercado investigado é considerado sensível por envolver atendimento especializado, com baixa possibilidade de substituição e impacto direto em procedimentos hospitalares, incluindo casos de urgência.

O órgão também destacou que a atuação dos cirurgiões pediátricos afeta não apenas hospitais e operadoras de saúde, mas também pacientes e usuários do sistema de saúde suplementar.

Como medida preventiva, o Cade determinou cautelarmente que a SECIPE deixe de elaborar ou divulgar tabelas de honorários médicos e suspenda qualquer participação em negociações coletivas relacionadas à prestação de serviços médicos, seja de profissionais vinculados à empresa ou externos.

A decisão ainda estabelece que a entidade não poderá criar obstáculos para que médicos realizem negociações diretamente com hospitais, planos de saúde ou outras instituições do setor.

A medida cautelar está prevista na Lei nº 12.529/2011 e pode ser aplicada quando há indícios de infração à ordem econômica e risco de prejuízo ao mercado ou comprometimento do resultado final da investigação.

Com a abertura do inquérito, o Cade dará sequência à fase de instrução do caso. A apuração deve analisar, entre outros pontos, a existência de eventual tabela de honorários, o grau de vínculo dos profissionais com a empresa e a possibilidade real de contratação individual dos cirurgiões pediátricos.

Ao final da investigação, a Superintendência-Geral poderá recomendar o arquivamento do caso ou a abertura de processo administrativo sancionador.

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